SERGIPE, sua terra e sua gente.
terça-feira, 14 de abril de 2026
Alese relembra a transferência da capital nos 171 anos de Aracaju
Alese relembra a transferência da capital nos 171 anos de Aracaju
domingo, 5 de abril de 2026
"Sem eliminar meus vícios", por Odilon Machado
Artigo compartilhado do site INFONET, de 2 de abril de 2026
Sem eliminar meus vícios.
Por Odilon Machado (do blog Infonet)
No cimo de meus setenta e oito anos eu me contemplo com muitos vícios.
Eliminar vícios é coisa difícil. Quem quiser que os tenha!
Há o vício da bebida: não tenho!
Há o vício do cigarro: já o tive, por 15 anos, inclusive!
Há o vício da jogatina: Deus me livre tê-lo!
Nunca me animo a fazer uma fezinha, nem na loteria, seja quina ou sena, quando o prêmio acumula.
Há até mesmo o vício da pederastia, termo bastante utilizado, antigamente e hoje não tanto, para designar a homossexualidade enquanto perversão sexual.
Nunca o tive, como hábito ou vício!
Minha preferência é bem mais saudável, se posso assim dizê-lo sem inferir danos, mesmo porque sou o que se chama “animal doméstico”!
Em tempos hodiernos, acusar alguém de sodomita virou crime.
Hoje a sodomia virou tema simples de degustes, ou quem o sabe: “gustuum ad lamentandum”, outrora “gustus paenitentiae”, quando o gosto era grafado sem vício como “gustebus-us”, quarta declinação, salve engano, valendo o aforismo latino assaz famoso: “De gustibus, coloribus, et amores non disputantur”. Não se discutem gostos, cores e amores, ou…, quem bem quiser, que os tenha!
Todavia, hoje nem vale a pena referir, quanto mais lamentar.
Pelo menos, era assim. Hoje nem isso!, sob pena de nos impingirem uma corrigenda via lei; lex-leges, segunda declinação, “dura lex, sed lex”, no “cabelo só gumex”, brilhantina que eu usava, quando adolescente, para fixar os meus rebeldes cachos, em tempos idos e perdidos.
Tempos em que eu contraíra o único vício que tive, o tabagismo, se posso dizer assim, porque se fez único e resistente algum tempo no meu viver, consumidor que fui, por quinze anos seguidos da Souza Cruz, companhia de cigarros mais famosa, percorrendo todos os seus sabores do Continental ao Hollywood, tossindo com o Astória, o Gaivota, para mim o pior, tendo Columbia como o melhor, por mais caro, tragado por Dona Nani, cujo sarro resistia ao escarro, única mulher da minha meninice que dirigia sem esbarro o seu elegante automóvel pelas ruas tranquilas de Aracaju.
Dona Nani, lembro-a ainda, era uma mulher rija, autoritária, uma alma nobre que tomara para si a responsabilidade pela cobrança financeira dos associados do Same, entidade filantrópica surgida para minorar os sofrimentos da mendicância, num tempo em que a Diocese de Aracaju, tinha suas missas em Latim, com o Celebrante virado de Costas para os Fiéis, e uma vibrante atuação da Ação Católica, por seu Clero e Laicato.
A Missa na minha infância era rezada em Latim. Dizia-se: dialogada!
Lembro que eu, estudante do Educandário Brasília das Professoras Alaíde Oliveira e Helena Barreto, aprendera sonoramente a dialogá-la em Latim, porque o Padre assim dizia no inicio das Missas: “Introibo ao altare Dei” (Subirei ao altar de Deus).
Ao qual nós todos, crianças, velhos e adultos, homens e mulheres, sem distinção, acolitávamos: “Ad Deum qui laetificat juventutem meam.” (Ao Deus que alegra a minha juventude).
Se tenho algum vício persistente, e os tempos vigentes urgem eliminá-lo, é o de me embevecer ainda com essa prece notável; hoje esquecida sem ninguém mais recitar.
Que elegia! “Ao Deus que nos alegra a juventude”, afinal jovem, criança ou idoso, quem tem Deusconsigo; não envelhece!
Prece banida pela Igreja que o Papa Francisco, assaz festejado pelas esquerdas descabeçadas, resolveu demonizar e proibir todo o Rito Tridentino, aquele, que devia ser o da Missa de Sempre, justo o Salmo 42 ou 43 pela vulgata, gerando cisma “per orbem terrarum”, resistente em toda orbe da Terra, sobretudo na França.
E como esquecer o “Gloria in Excelsis Deo” ( Glória a Deus nas alturas) “Et in terra pax hominibus bonae voluntati ( E na terra aos homens de boa vontade) Laudamus te, benedicimus te, Adoramus te, Glorificamus te, Gratias agimus tibi…”
E o que dizer do Credo Niceno-costantinopolitano, quando a Igreja reunida estabeleceu seu professar definitivo: “Credo in unum Deum, Patrem omnipotentem, Factorem caeli et terrae, visibilium omnium et invisibilium. Et in unum Dominum Iesum Christum, Filium Dei unigenitum et ex Patre natum ante omnia saecula. (Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis. E em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho unigênito de Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos)
Credo que era uma verdadeira profissão de fé, pois afirmava enquanto dogma fundamental “Deum de Deo, Lumen de Lumine, Deum verum de Deo vero, genitum, non factum,
consubstantialem Patri” (Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não criado, consubstancial ao Pai).
Sobretudo porque “o consubstancial ao Pai”, ensejou enormes contendas entre os Santos da Igreja, nas diversas heresias surgidas, vencidas muitas delas, a ferro e fogo, quando falhavam os argumentos, afinal o Diabo tem as suas mil facetas, seus enganos… E o homem que ao Demônio tudo cede.
Credo, enquanto dogma, que se aprofundava “Per quem omnia facta sunt; (“Por meio de quem todas as coisas foram feitas) qui propter nos homines
et propter nostram salutem, descendit de caelis, et incarnatus est de Spiritu Sancto ex Maria Virgine, et homo factus est, crucifixus etiam pro nobis sub Pontio Pilato, passus et sepultus est, et resurrexit tertia die secundum Scripturas, (Que por nós homens e para nossa salvação desceu dos céus, e se encarnou pelo Espírito Santo da Virgem Maria, e se fez homem, e foi crucificado por nós sob Pôncio Pilatos, e padeceu e foi sepultado, e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras).
E aí eu intercalo algo que existia na prece antiga, e minha memória falha, porque recitava-se ajoelhado numa descida aos infernos (“descendit ad inferos”) onde fizera ressurgir os mortos antigos, afinal a ressurreição viera para os de ontem, os de hoje e os de sempre.
Inferno que depois foi suprimido, preferindo-se falar em “mansão dos motos”, afinal era complicado alocar Abraão, Isaac e Jacob, com Moisés, Samuel e David, et all, aguardando padecentes nos infernos, até a vinda e ressurreição de Jesus.
Todavia, após tal descida refeita aos infernos, ou à mansão dos motos, “Iesus ascendit in caelum, sedet ad dexteram Patris,
et iterum venturus est cum gloria,
iudicare vivos et mortuos;
cuius regni non erit finis.
(Jesus subiu aos céus, está sentado à direita do Pai e voltará em glória para julgar os vivos e os mortos; e o seu reino não terá fim.)
Se a prece já falara do Pai e do Filho, agora falava do Espírito Santo: “Credo in Spiritum Sanctum,
Dominum et vivificantem,
qui ex Patre Filioque procedit,
qui cum Patre et Filio
s imul adoratur et conglorificatur,
qui locutus est per profetas”.
( Creio no Espírito Santo, Senhor e fonte de vida, que procede do Pai e do Filho, e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado, e que falou pelos profetas.)
Profissão de fé que era concluída, agora falando da Igreja Católica, por Única, Santa e Verdadeira: “Et unam, sanctam, cathólicam et apostólicam Ecclésiam. Confíteor unum baptísma in remissiónem peccatorum. Et expecto resurrectionem mortuorum; Et vitam ventúri saeculi Amen”. (Creio na Igreja una, santa, católica e apostólica. Professo um só batismo para remissão dos pecados. Espero a ressurreição dos mortos; E a vida do mundo que há de vir. Amém.)
A prece em Latim, fiz questão de a explicitar, não com um saudosismo tolo. E que seja! Eu tenho os meus direitos!
Isto é: não tenho esse direito todo!
Dizem que é um vício que preciso eliminar, sobretudo agora que a Igreja reverencia sua Semana Santa, e teima em esquecer suas preces tradicionais em nome da modernidade que relativiza todas as crenças, inclusive a de não possuir nenhuma, por suprema intolerância, que a tudo aceita!
E nesse reboar niilista, a Missa Tridentina, tão bela e piedosa, tem resistido ao banimento ditado pelo Papa Francisco, sobretudo na França, cada vez mais descristianizada, com as igrejas se esvaziando, e dando lugar, não ao racionalismo ateu dos Revolucionários da Marselhesa e da Bastilha, mas a muito Minaretes de Mesquitas, erguidos ao sabor da modernidade, evidenciando um prenúncio de derrota, frente aos inúteis esforços de Charles Martel, aquele que barrou a invasão moura da Europa em Tours ou Poitiers, nos idos heroicos de 732.
Se o laicismo é tão belo em tolerância, por sua conta a cruz vem merecendo ser banida nos edifícios e repartições públicas, para que se possa erigir em equidade um crescente lunar, ou outro qualquer símbolo de crença, cada um cedendo o seu pensar ao de seu oponente e divergente, como símbolos maiores de uma rasa liberdade, uma falsa igualdade, e uma, sempre farsesca e demagógica, fraternidade!
E nesse meu vício persistente, eu continuo a lamentar enquanto católico praticante, ver tudo assim crescer, até no rito de minha Igreja, cedendo-se ao vulgo, até na prece, afinal não se recita mais o Glória nem o Credo, prefere-se cantar qualquer coisa no lugar.
Uma certeza de que, dia virá, e não está longe, em que tais preces não serão mais sabidas, de cor, nem pelos próprios celebrantes.
É o excesso de “aggiornamiento”, palavra muito louvada nos idos de um Papa Santo, João XXIII, quando abriu o Concilio Vaticano II.
Para concluir minhas reclamações, devo dizer que no Domingo de Ramos, deste 2026, fui mais uma vez à Capela do São Salvador.
Trata-se de um costume antigo meu, de longa data!
Ali fui desde os idos de criança, quando o Padre Luciano Duarte, sem imaginar que um dia seria um Arcebispo Notável da nossa Igreja, adotou aquela Capela como a de sua preferência.
No Domingo passado, encontrei alguns conhecidos, todos como eu, envelhecidos.
Outros ficaram apenas em minha memória.
Rezei por eles, pelo menos.
Esta é a missão também dos vivos: rezar pelos que resistem em nossa memória.
O próprio salmista canta expressamente, que ninguém louva a Deus na mansão dos mortos.
Quanto aos Ramos, eu os levei de casa, porque assim foi recomendado na matéria divulgada aqui na Infonet.
Foi-se o tempo, sinal dos tempos (e sua decadência), em que a Igrejinha se cobria de muitas palmas de palmeiras.
Por certo não existe mais um abnegado que abasteça previamente os ramos, ou então é por extinção de palmeiras, ou quem o sabe: alguém o proibiu, em preservação da natureza…
Para que danificar as palmeirinhas, não é mesmo?
Assim, se antes eu saia da Igrejinha com muitos ramos, até para oferecer tolamente a alguns familiares, eu levei e trouxe os dois raminhos, sem repartir, um meu e outro de Tereza, minha eterna companhia.
Como de costume, eu coloco os meus ramos já abençoados num Crucifixo que eu venero no meu viver, ali ficando todo ano, até que uma nova Semana Santa os renove.
Partilho com os meus leitores uma fotografia do meu Cristo com os Ramos de 2026. Ele ficou lindo!
Desejo a meus leitores uma Feliz Páscoa e que Deus nos aumente a nossa fé.
Quanto a esses meus vícios, que Deus me permita tê-los por mais um tempo!
Texto e imagem reproduzidos do site: infonet com br
quinta-feira, 2 de abril de 2026
'Vidas que guardam saberes', por Pascoal Maynard
Artigo compartilhado de Post do Facebook/Pascoal Maynard, de 1 de abril de 2026
Vidas que guardam saberes
Por Pascoal Maynard *
Há momentos na vida pública em que a função que ocupamos deixa de ser apenas institucional e passa a ser profundamente simbólica. A cerimônia de diplomação dos novos Patrimônios Vivos da Cultura Sergipana foi um desses momentos. Ali, mais do que entregar certificados, reafirmamos um pacto coletivo com a memória, com a identidade e com o futuro de Sergipe.
Na condição de Presidente do Conselho Estadual de Cultura, senti, com intensidade, o peso e a honra dessa responsabilidade. Não se trata apenas de reconhecer trajetórias individuais — ainda que elas sejam grandiosas —, mas de assegurar que os saberes que moldaram nosso povo continuem vivos, pulsantes, transmitidos de geração em geração.
A chamada “Lei dos Mestres”, instituída pela Lei nº 9.118, é, sem dúvida, uma das mais nobres políticas públicas culturais do nosso estado. Ela materializa algo que, por muito tempo, permaneceu apenas no campo do desejo: o reconhecimento concreto daqueles que guardam e compartilham os saberes tradicionais. Ao conceder o título de Patrimônio Vivo, acompanhado de uma bolsa vitalícia e do incentivo à transmissão do conhecimento, o Estado não apenas homenageia — ele protege, fortalece e perpetua.
Ao ver mestres como Josefa Maria da Silva Santos (Zefa da Guia), Cícero José dos Santos (Véio), Antônio dos Santos (Mestre Sabau), José Ronaldo de Menezes (Mestre Zé Rolinha) e Alzira Alves Santos(Alzira Rendeira) sendo diplomados, tive a certeza de que estamos no caminho certo. Cada um deles carrega em si um universo inteiro de práticas, crenças, técnicas e narrativas que não podem — e não devem — desaparecer.
O patrimônio imaterial, por sua natureza, é frágil. Ele não está protegido por paredes, nem guardado em vitrines. Ele vive nas mãos que fazem, nas vozes que cantam, nos gestos que ensinam. E exatamente por isso exige de nós vigilância constante, compromisso contínuo e, sobretudo, sensibilidade.
É nesse ponto que o papel do Conselho Estadual de Cultura se torna ainda mais relevante. Cabe a nós não apenas deliberar ou normatizar, mas compreender profundamente o valor desses saberes e atuar como guardiões de sua continuidade. É uma missão que ultrapassa a burocracia — é, antes de tudo, um compromisso ético com a história viva do nosso povo.
Saí daquela cerimônia com o sentimento de dever renovado. Sabemos que ainda há muito a avançar: ampliar o alcance das políticas, garantir maior inclusão de manifestações culturais diversas, fortalecer os mecanismos de salvaguarda. Mas também sabemos que cada passo dado é significativo.
Celebrar os nossos mestres é, na verdade, celebrar a nós mesmos. É reconhecer que nossa identidade não está apenas no que fomos, mas no que escolhemos preservar e transmitir.
E enquanto estivermos à frente dessa missão, seguiremos firmes — com honra, responsabilidade e profundo respeito — na defesa do patrimônio imaterial de Sergipe. Porque preservar a cultura é, acima de tudo, preservar a própria vida de um povo.
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* Pascoal Maynard é jornalista, documentarista e produtor cultural. Atualmente exerce o cargo de Assessor Especial da Funcap, Presidente do Conselho Estadual de Cultura e apresentador do programa Expressão na Aperipê TV.
Texto e imagem reproduzidos do Facebook/Pascoal Maynard
terça-feira, 31 de março de 2026
'Ilma Fontes — Nunca se Curvou!', por Neu Fontes
Artigo compartilhado do site NEU FONTES, de março de 2026
Ilma Fontes — Nunca se Curvou!
Por Neu Fontes (Blog do Neu)
Olá, gente boa,
Quando menino, gostava de ouvir escondido as conversas dos meus pais. Meu pai, Seu Irineu, falava do comércio, das representações da Empire, da rádio, da televisão que ajudou a chegar a Aracaju com a repetidora no Morro do Urubu. Minha mãe, dona Susete, cuidando da casa, dos filhos, mas também inventando caminhos para ajudar no sustento, vendendo roupas, bordados e tudo que pudesse virar renda.
No começo da noite, antes do jantar, eles se sentavam na varanda da casa da Rua Divina Pastora. Às vezes com Seu Milson e Dona Lucy. Eu ficava por perto, quieto, fingindo não ouvir — mas ouvindo tudo. Talvez ali tenha nascido esse meu gosto de contar histórias.
De vez em quando, vinha a ordem:
— Vá brincar, Irineuzinho, isso aqui é conversa de gente grande.
Mas na maioria das vezes eram histórias da cidade, dos acontecimentos, da política, dos artistas, dos ousados. E foi ali que conheci nomes que marcaram Aracaju. Gente que ousava, que enfrentava o conservadorismo de uma cidade pequena, cheia de olhos e línguas.
E minha mãe… ah, minha mãe sempre estava do lado da ousadia.
Quando surgia o comentário sobre jovens “rebeldes”, ela dizia:
— Isso é a modernidade.
E quando era uma mulher, ela cravava:
— As mulheres são iguais e têm o direito de viver como quiserem.
Foi assim que fui criado. Cercado de mulheres fortes. Mulheres que não pediam licença para existir.
Foi nessas conversas que ouvi, ainda nos anos 60, sobre dois jovens que “aprontavam”: Ilma Fontes e Mario Jorge. Filhos de famílias conhecidas, inquietos, provocadores. Meu pai comentava, minha mãe compreendia. Ela já enxergava o que muitos não viam: o novo chegando.
Anos depois, já nos anos 70, entendi quem eram aqueles nomes.
Mario Jorge — poeta marginal, vanguardista, inquieto, livre. Um desses que vivem intensamente e deixam marcas profundas. Partiu cedo demais.
E Ilma…
Ilma não era apenas uma mulher.
Ilma era um movimento.
Médica, psiquiatra, diretora do Adauto Botelho — mas, acima de tudo, alguém que escolheu a liberdade. Liberdade de pensar, de criar, de confrontar, de existir fora das caixinhas estreitas de uma sociedade provinciana.
Jornalista, cineasta, escritora, ativista cultural.
Hoje chamariam de “influencer”.
Mas Ilma era muito mais: era inspiração, ruptura.
Uma guerrilheira.
Da palavra.
Da imagem.
Da existência.
Uma mulher que abriu — a ponta de pés, mas com firmeza — as portas fechadas pela intransigência e pela mediocridade de uma sociedade que não estava preparada para ela.
Meu encontro com Ilma só aconteceu nos anos 80, através de outra mulher gigante da minha vida: Lú Spinelli. E não foi fácil.
Dois Fontes. Duas cabeças duras. Dois mundos fortes.
Ela me achava arrumadinho demais. Talvez até pedante. E eu, tentando compreender aquela força indomável.
Mas o respeito veio. E veio forte.
Principalmente quando, já na gestão em Laranjeiras, pude reconhecer publicamente o quanto Ilma foi importante — não só para mim, mas para toda uma geração.
Cada texto.
Cada provocação.
Cada enfrentamento.
Tudo carregado de uma vida intensa, de batalhas ganhas e perdidas, numa sociedade que ainda hoje tem dificuldade de reconhecer o diferente — imagine naquela época.
Ilma escrevia:
“Sabe, meu bem, eu não tenho nada contra quem.
A questão é não negar. Não medir. Nunca.
Hoje ou depois de ontem, o dia é o seguinte.
Sequências. Consequências. Hipotenusas ilusões.
Você tanto pode dizer sim como não.”
E também deixou frases que atravessam o tempo, como:
“É fácil ser Spielberg nos Estados Unidos do que ser Ilma em Aracaju.”
E sobre Mario Jorge:
“Viver como passarinho e morrer a duras penas.”
Ilma foi mundo.
Publicou fora do Brasil.
Levou sua arte à Europa, à África, à Ásia.
Mas nunca saiu de Aracaju.
Seu olhar sempre foi daqui.
Sua alma sempre foi daqui.
Como ela mesma escreveu:
“A vontade de amar, que me impulsiona
O trabalho, vem de Aracaju, de suas noites
Azuis onde sobram mulheres e horizontes.
O hábito de mexericar, que tanto dilacera,
é amarga herança aracajuína.”
Ver hoje a Imagina — Feira de Artes Visuais, realizada pela Rede Colaborativa Mulheres da Imagem Sergipe (MIS), no Museu da Gente Sergipana, dedicada a Ilma Fontes, é mais que uma homenagem.
É um reencontro.
Um reconhecimento necessário.
Com curadoria de Germana Araújo e Maycira Leão, duas gigantes, reunindo obras de mulheres e coletivos do Nordeste, exibição de “Lampião – A Última Semana”, dirigido por Ilma, além de oficinas, debates, performances e música — a feira é a prova viva de que a semente plantada por ela continua germinando.
Mais de 180 mulheres.
Criando.
Ocupando.
Transformando.
Seguindo caminhos que Ilma ajudou a abrir.
Quero aqui agradecer a Gabi Etinger pelo convite e pelo brilhante trabalho sempre, e parabenizar todas as mulheres envolvidas nesse movimento tão potente.
Porque, no fim das contas, Ilma não foi exceção.
Ela foi anúncio.
Anúncio de um tempo que ainda estamos aprendendo a viver:
O tempo das mulheres livres.
Viva Ilma Fontes.
Viva as mulheres.
Texto e imagem reproduzidos do site: neufontes com br
sábado, 14 de março de 2026
Morre aos 84 anos Frei Enoque, ex-prefeito de Poço Redondo-SE.
Publicação compartilhada do site F5 NEWS, de 13 de março de 2026
Morre aos 84 anos Frei Enoque, ex-prefeito de Poço Redondo
Religioso franciscano atuou por décadas no sertão sergipano e também teve trajetória marcante na política do município
Por F5 News
Faleceu nesta sexta-feira (13), em Aracaju, o religioso franciscano Frei Enoque Salvador de Melo, aos 84 anos. Ele estava internado há cerca de um mês em um hospital particular da capital sergipana. A causa da morte não foi divulgada.
Natural de Cachoeirinha, em Pernambuco, Frei Enoque construiu grande parte de sua trajetória no sertão de Sergipe, especialmente na região de Poço Redondo, onde atuou como líder religioso e também como gestor público. O velório deverá ocorrer na Igreja Matriz do município, mas os detalhes sobre o sepultamento ainda não foram confirmados.
Além da atuação religiosa, Frei Enoque também teve participação ativa na política local. Ele foi eleito prefeito de Poço Redondo por três mandatos. No entanto, em 2012, quando estava no último ano da terceira gestão, decidiu renunciar ao cargo após recomendação da Igreja Católica para que religiosos não ocupassem funções políticas.
Mesmo após deixar o cargo, continuou atuando em defesa das comunidades do sertão sergipano, mantendo forte ligação com causas sociais e com a população mais vulnerável da região.
A trajetória religiosa de Frei Enoque começou ainda jovem. Aos 21 anos, ingressou na ordem franciscana, no convento da Ordem dos Frades Menores, em Recife, em 1967. Pouco tempo depois, foi enviado para a Diocese de Propriá, no alto sertão de Sergipe, onde passou a desenvolver atividades pastorais e sociais.
Desde então, permaneceu ligado à região semiárida do estado, onde se tornou uma figura conhecida pela atuação junto às comunidades locais.
A Diocese de Propriá ainda deve divulgar informações sobre as cerimônias de despedida e homenagens ao religioso.
Texto e imagem reproduzidos do site: www f5news com br
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Frei Enoque Salvador morreu num hospital de Aracaju
O corpo de Frei Enoque Salvador de Melo, 84 anos, está sendo velado na Igreja Matriz de Poço Redondo. O religioso morreu, nessa sexta-feira, após cerca de 20 dias internado no Hospital da Unimed, em Aracaju, para tratamento de condições adversas no estômago e intestino. O sepultamento está marcado para às 16 horas deste sábado, no cemitério daquele município do semiárido sergipano.
A Diocese de Propriá divulgou nota informando que Frei Enoque Salvador “dedicou sua vida ao serviço de Deus e aos mais pobres, sendo um verdadeiro testemunho de fé, simplicidade e entrega ao Evangelho. Com seu jeito fraterno e missionário, ajudou na evangelização de muitas pessoas, fortalecendo a fé de nossas comunidades e deixando uma marca profunda na vida de todos aqueles que tiveram a graça de conviver com ele”, frisa.
Três mandatos
Frei Enoque Salvador foi prefeito de Poço Redondo por três mandatos. Em 2012, quando estava no último ano da terceira gestão municipal, renunciou em favor de seu vice Roberto Araújo (PT). A renúncia visou atender a uma determinação da Igreja Católica, recomendando que religiosos não ocupassem cargos políticos. Mesmo tendo deixando o mandato eletivo, Frei Enoque continuou fazendo política com o objetivo de defender as comunidades pobres do sertão sergipano.
Natural de Cachoeirinha (PE), Enoque Salvador de Melo entrou, aos 21 ano de idade, no Convento dos Franciscanos Menor da região de Siriahein, em Recife, em 1967. Recebeu o seu primeiro hábito naquele mesmo ano, tornando-se noviço franciscano. No início de 1970, quando ainda era estudante, vai à Diocese de Propriá (SE), localizada no alto sertão sergipano e que era administrada pelo bispo dom José Brandão de Castro. Desde então, Frei Enoque não abandonou mais a região semiárida de Sergipe.
Por Destaquenotícias
Texto e imagem reproduzidos do site: destaquenoticias com br
domingo, 22 de fevereiro de 2026
Vera Lúcia Aparecida da Silva (1955 - 2026)
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026
domingo, 15 de fevereiro de 2026
Homenagem a Antônio Gonçalves (Toinho)
Post compartilhado do Facebook/Restaurante Mangará, de 14 de fevereiro de 2026
Hoje o Mangará permanece em silêncio.
Em respeito e em memória de Seu Antônio Deda, nosso querido Antônio Candeeiro, não abriremos as portas neste dia.
Artesão de mãos sábias e coração generoso, ele ajudou a fazer o Mangará brilhar, transformando matéria em significado, detalhe em memória, presença em identidade. Em cada peça, deixou seu olhar, seu cuidado e sua delicadeza — marcas que permanecerão vivas em nossa casa e em nossa história.
Hoje nos despedimos com gratidão e saudade.
Que Deus conforte o coração dos familiares, amigos e de todos que tiveram o privilégio de partilhar de sua luz.
Voltaremos amanhã, honrando seu legado — com respeito, cultura e afeto.
Texto e imagem reproduzidos do Facebook/Restaurante Mangará.
sábado, 14 de fevereiro de 2026
Morre o amigo artesão Toinho
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026
terça-feira, 10 de fevereiro de 2026
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026
sexta-feira, 2 de janeiro de 2026
O Andarilho da Caridade: A Rota de Padre Pedro pela Alma de Aracaju
Artigo compartilhado do site RO ACONTECE, de 28 de dezembro de 2025
O Andarilho da Caridade: A Rota de Padre Pedro pela Alma de Aracaju
Por Emanuel Rocha* (Coluna Opinião)
A jornada luminosa de um sacerdote que fez da humildade sua força, da fé seu norte e do amor ao próximo a semente que continua florescendo no coração de Aracaju
Pedro Alves de Oliveira, o querido Padre Pedro, nasceu em 3 de julho de 1904, em Riachão do Dantas, Sergipe, terra onde a simplicidade floresce como oração silenciosa. Filho de Vilobaldo do Amaral e Maria Alves de Oliveira, cresceu envolto em um lar tecido por valores cristãos e pela firmeza de uma fé que sustenta as almas humildes. Ainda menino, caminhou por Estância e São Cristóvão, cidades que lhe abriram novos horizontes e lhe ofereceram ventos brandos de aprendizado. Mais tarde, encontrou em Aracaju o chão onde fincaria suas raízes, cidade que o acolheu com ternura e onde seu coração, feito de luz serena, assumiria a missão que marcaria definitivamente sua existência.
Em Aracaju, trabalhou como sacristão da Catedral Metropolitana, função humilde que lhe permitiu vislumbrar, desde cedo, o chamado sacerdotal. Ingressou no Seminário, onde não apenas absorveu o conhecimento das línguas e das doutrinas, mas também se destacou como professor, ensinando com paciência e competência português, francês e latim, pilares que sustentaram sua oratória e seu trabalho pastoral ao longo da vida.
Ordenado padre em 8 de dezembro de 1928, dia dedicado a Nossa Senhora da Conceição, padroeira da cidade, Padre Pedro iniciou seu ministério com a docilidade de quem serve por amor. Atuou como vigário em diversas cidades do interior sergipano, entre elas Propriá, Rosário do Catete e Tobias Barreto, levando consigo um espírito incansável de dedicação e presença. Foi também na Barra dos Coqueiros que seu ministério se fez profundamente sentido, primeiro entre 1949 e 1952 e, depois, em 1959. Ali ensinou catecismo, orientou jovens e adultos, visitou casas humildes e acompanhou de perto as famílias da ilha. Participou ativamente da criação da vida paroquial local, conduziu campanhas, organizou leilões e bazares e ajudou a comunidade a adquirir a casa paroquial. Sua presença deixava na Barra uma claridade mansa, como se cada gesto seu acendesse esperança nas ruas de areia e nos corações simples da vila.
Por mais de quarenta anos, serviu como capelão do Hospital Santa Izabel, lugar onde sua voz se tornava consolo e sua presença devolvia coragem aos enfermos e às famílias. Caminhava pelas ruas das cidades com passos firmes e coração aberto, irradiando esperança como quem espalha luz por onde passa.
Sua vida foi um exercício diário de caridade, gesto após gesto, como quem reza com as próprias mãos. Conhecido por repartir pão e carinho com pessoas em situação de rua, caminhava sem buscar vantagens, recusando favores pessoais e caronas, atitude que revelava sua humildade profunda e seu compromisso sincero com o mandamento maior do amor ao próximo. Como educador no Colégio Tobias Barreto e na Escola Normal, marcou gerações que viram nele um exemplo luminoso de firmeza, ética e dedicação.
Padre Pedro partiu em 21 de julho de 1997, deixando para trás uma cidade que o reconhece como guardião da fé e da fraternidade. Em sua memória, em 2002 o governo de Sergipe batizou com seu nome um Restaurante Popular, gesto que perpetua seu compromisso social e humanitário. Ali, o alimento servido a preço acessível continua a ecoar seu legado, oferecendo dignidade e cuidado aos que mais precisam, como se sua presença ainda iluminasse cada mesa. Essa homenagem se estende também ao Conjunto Padre Pedro, comunidade que guarda seu nome como quem preserva uma bênção no cotidiano, lembrando a todos a força silenciosa de sua bondade.
Esse restaurante é mais que um espaço de refeições, é um memorial vivo dedicado ao homem que ensinou que a verdadeira riqueza nasce da entrega e do amor ao próximo. A memória de Padre Pedro, escolhido Sergipano do Século XX, permanece vibrante, ecoando nas ruas, nas igrejas e nos corações de Aracaju, como uma melodia que o tempo não apaga.
Assim, sua história revela mais que os feitos de um homem. Revela uma lição que atravessa gerações, pois a santidade se manifesta na simplicidade de quem vive pelos outros, na chama que continua acesa no caminho da vida comunitária, na força tranquila de um amor prático capaz de transformar o mundo. Padre Pedro não pertence apenas ao passado, permanece como inspiração viva, chamando cada pessoa a ser melhor, a amar mais, a fazer da própria vida um gesto de fé e humanidade.
E quando o dia chega ao seu silêncio mais profundo, ainda é possível sentir, no ar de Aracaju, o rastro doce da presença de Padre Pedro. Sua vida, feita de gestos pequenos e grandiosos, continua a iluminar caminhos como uma lâmpada acesa na varanda das almas cansadas. Há quem diga que, ao passar diante do restaurante que leva seu nome, o coração se enternece, como se recebesse um abraço antigo, desses que aquecem a memória e devolvem sentido ao mundo. E, no Conjunto Padre Pedro, essa mesma ternura parece caminhar pelas ruas, como se cada morador carregasse uma centelha da luz que ele deixou.
Porque ele permanece onde o amor insiste em existir, onde a bondade floresce mesmo em terrenos áridos, onde um simples prato de comida pode ser também esperança. Padre Pedro vive na brisa que sopra nas madrugadas sergipanas, vive no sorriso oferecido sem exigir retorno, vive na fé discreta que sustenta cada gesto de cuidado.
E quando a noite repousa sobre Aracaju, suave como um véu de estrelas, a lembrança de Padre Pedro continua a respirar no silêncio das casas, no farfalhar das árvores, no brilho tímido das lâmpadas que guardam a cidade adormecida. Há quem diga que sua luz percorre as ruas como uma prece que não se cansa, guiando passos, aquecendo corações, despertando esperanças esquecidas. Em cada gesto de bondade que brota do povo sergipano, é como se um pouco dele renascesse, discreto, mas inteiro, fiel ao amor que espalhou sem medidas.
Assim, o leitor encerra estas linhas sem sentir despedida. Leva consigo a certeza serena de que Padre Pedro permanece vivo na claridade dos dias e na doçura das madrugadas, lembrando ao mundo que a ternura é força e que o amor, quando oferecido sem exigir retorno, se transforma em eternidade.
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* Emanuel Rocha é Historiador, poeta popular, escritor e Repórter fotográfico
Texto reproduzido do site: roacontece com br
OAB/SE lamenta falecimento de Dr. Rochinha...
Legenda da Imagem: Ordem se solidariza com familiares, amigos e toda a advocacia neste momento de luto – (Crédito da imagem: ascom/divulgação)
Publicação compartilhada do site SE NOTÍCIAS, de 31 de dezembro de 2025
OAB/SE lamenta falecimento de Dr. Rochinha, ícone da advocacia sergipana
A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Sergipe (OAB/SE) recebe, com profundo pesar e consternação, a notícia do falecimento de José Francisco da Rocha, o Dr. Rochinha, um dos mais relevantes e emblemáticos nomes da história da advocacia sergipana.
Membro honorário vitalício desta Seccional, Dr. Rochinha construiu uma trajetória marcada pelo compromisso inabalável com a advocacia e com a Ordem. Ao longo de sua vida profissional, exerceu diversos cargos na OAB, tendo alcançado, com mérito e reconhecimento da classe, a Presidência da OAB Sergipe, função na qual deixou contribuições duradouras para o fortalecimento institucional e a valorização da advocacia.
Sua atuação lhe rendeu homenagens, medalhas e distinções, reflexo do respeito conquistado entre colegas e instituições. Mais do que os cargos e títulos, Dr. Rochinha consolidou-se como um verdadeiro ícone do sistema OAB, referência de liderança, ética, firmeza de princípios e dedicação à defesa da advocacia e do Estado Democrático de Direito.
Seu legado transcende gerações e permanece inscrito na memória institucional e afetiva da advocacia sergipana.
Neste momento de dor, a OAB/SE manifesta sua solidariedade aos familiares, amigos e colegas, externando sentimentos de profundo respeito, reverência e gratidão por tudo o que Dr. Rochinha representou, construiu e ensinou.
Que Deus conforte a todos e conceda força para atravessar esta irreparável perda.
Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Sergipe (OAB/SE).
Fonte: ascom/OAB/SE
Texto e imagem reproduzidos do site: senoticias com br
Morre Dr. Rochinha
Foto: Divulgação
Publicação compartilhada do site HORA NEWS, de 1 de janeiro de 2026
Morre Dr. Rochinha, um dos nomes mais influentes da advocacia em Sergipe
Por Redação
A advocacia sergipana perdeu um de seus nomes mais representativos com a morte de José Francisco da Rocha, conhecido como Dr. Rochinha. A informação foi confirmada pela Ordem dos Advogados do Brasil em Sergipe (OAB/SE), que destacou a relevância do advogado para a história da instituição e da profissão no estado.
Dr. Rochinha era membro honorário vitalício da OAB Sergipe e construiu uma trajetória marcada pela atuação firme e constante em defesa da advocacia. Ao longo da carreira, ocupou diversos cargos na entidade, chegando à Presidência da Seccional, função na qual teve papel importante no fortalecimento da OAB e na valorização das prerrogativas da classe.
“Sua atuação lhe rendeu homenagens, medalhas e distinções, reflexo do respeito conquistado entre colegas e instituições. Mais do que os cargos e títulos, Dr. Rochinha consolidou-se como um verdadeiro ícone do sistema OAB, referência de liderança, ética, firmeza de princípios e dedicação à defesa da advocacia e do Estado Democrático de Direito. Seu legado transcende gerações e permanece inscrito na memória institucional e afetiva da advocacia sergipana”, diz nota da OAB sergipana.
Reconhecido pelo perfil ético e pela liderança, recebeu homenagens e distinções ao longo da vida profissional, reflexo do respeito conquistado entre colegas e instituições. Sua atuação o consolidou como uma referência dentro do sistema OAB, sendo lembrado pela defesa do Estado Democrático de Direito e pelo compromisso com a profissão.
“Neste momento de dor, a OAB/SE manifesta sua solidariedade aos familiares, amigos e colegas, externando sentimentos de profundo respeito, reverência e gratidão por tudo o que Dr. Rochinha representou, construiu e ensinou. Que Deus conforte a todos e conceda força para atravessar esta irreparável perda”, acrescenta a diretoria da entidade.
A morte de Dr. Rochinha gerou repercussão entre advogados e representantes da área jurídica em Sergipe, que destacam o legado deixado por ele para as novas gerações. Familiares, amigos e colegas lamentam a perda e prestam homenagens ao advogado, cuja contribuição permanece marcada na história da advocacia sergipana.
Texto e imagem reproduzidos do site: horanews net
domingo, 28 de dezembro de 2025
Morre no Rio o trombonista Zé da Velha, ás do choro e discípulo de Pixinguinha
Texto compartilhado do site G1 GLOBO POP-ARTE, de 27 de dezembro de 2025
Morre no Rio o trombonista Zé da Velha, ás do choro e discípulo de Pixinguinha
Por Mauro Ferreira*
O trombonista Zé da Velha podia se gabar de ter tocado com ases do choro como o seminal Pixinguinha (1897 – 1973), o referencial Jacob do Bandolim (1918 – 1969) e o notável Waldir Azevedo (1923 – 1980), para citar somente três exemplos de mestres do gênero.
Já músicos mais jovens, como o trompetista fluminense Silvério Pontes, com quem Zé formou afinada dupla em 1986, podem se orgulhar de ter tocado com José Alberto Rodrigues Matos (1º de junho de 1941 – 26 de dezembro de 2025), nome artístico de Zé da Velha, trombonista sergipano nascido em Aracaju (SE) e falecido na última sexta-feira do ano, aos 84 anos, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), em decorrência de infecção bacteriana.
Zé da Velha se tornou, ele próprio, um ás do choro, um mestre. “Hoje me despeço do meu pai musical. [...} Foi com o mestre Zé da Velha que comecei a entender o que era tocar com a alma e o coração, servindo à música. Zé da Velha me ensinou a tocar Choro, mas, principalmente, me ensinou a ser. A respeitar a música, a tradição, o silêncio entre as notas. A tocar com o coração arrepiado”, lembrou Silvério Pontes em texto emocionado publicado em rede social.
José Alberto virou Zé da Velha Guarda nos anos 1950 quando tocava no conjunto Velha Guarda ao lado de Donga (1889 – 1974) e do supracitado Pixinguinha. Depois, o nome artístico foi abreviado para Zé da Velha. E assim fica imortalizado este trombonista tido como um elo entre a velha guarda do choro e os músicos jovens que cultuam o gênero.
A carreira do músico abarcou cerca de 60 anos. A partir dos anos 1970, a trajetória do trombonista inclui passagens pelo Conjunto Sambalândia, pela Orquestra Gentil Guedes e pelos grupos Chapéu de Palha e Suvaco de Cobra.
Na década de 1990, Zé iniciou a discografia da dupla que formara com Silvério Pontes. O primeiro dos seis álbuns do duo, Só gafieira (1995), foi lançado há 30 anos. A este disco, aclamado no nicho da música instrumental,. seguiram-se os álbuns Tudo dança (1998), Ele & eu (2000), Samba instrumental (2003), Só Pixinguinha (2006) e Ouro e prata (2012).
Ágil e hábil nos improvisos, a dupla era conhecida como “a menor big band do mundo”, título, aliás, da biografia publicada em 2016 com o percurso de Zé da Velha e Silvério Pontes no circuito da música instrumental do Brasil.
Trombonista de técnica assombrosa, Zé da Velha estava fora dos palcos e estúdios há sete anos, por problemas de saúde, agravados neste ano de 2025 com duas pneumonias.
A morte de Zé da Velha engrossa a lista de artistas singulares, insubstituíveis, que saíram de cena ao longo deste ano, provocando perdas irreversíveis na música brasileira.
* Jornalista carioca que escreve sobre música desde 1987, com passagens em 'O Globo' e 'Bizz'. Faz um guia para todas as tribos
Texto reproduzido do site: g1 globo com/pop-arte/musica
sábado, 27 de dezembro de 2025
Morre, aos 83 anos, Zé da Velha, trombonista sergipano
Publicação compartilhada do site FAN F1, de 27 de dezembro de 2025
Morre, aos 83 anos, Zé da Velha, trombonista sergipano
O trombonista sergipano José Alberto Rodrigues Matos, conhecido nacionalmente como Zé da Velha, faleceu nessa última sexta-feira, 26, aos 83 anos, no Rio de Janeiro.
A Fundação de Cultura e Arte Aperipê (Funcap) divulgou nota lamentando a perda do músico.
Com uma carreira que se estendeu por aproximadamente seis décadas e natural de Aracaju, Zé da Velha começou a se dedicar à música ainda muito jovem. Aos 15 anos, já atuava profissionalmente e dividia palcos com grandes nomes do choro brasileiro.
O apelido Zé da Velha Guarda surgiu na década de 1950, quando integrou o grupo Velha Guarda ao lado de figuras históricas como Donga (1889–1974) e Pixinguinha.
O trombonista integrou diversos grupos a partir dos anos 1970, entre eles o Conjunto Sambalândia, a Orquestra Gentil Guedes e os conjuntos Chapéu de Palha e Suvaco de Cobra.
Ao longo de sua vida artística, Zé da Velha se tornou como uma das maiores referências do gênero, participando de inúmeras rodas de choro, gravações e colaborações com destacados artistas da música brasileira.
O Conselho Estadual de Cultura de Sergipe destacou a importância do músico para a cultura popular e para a identidade musical do país.
“Zé da Velha dedicou sua vida à arte, tornando-se referência nacional no trombone e levando o nome de Sergipe para palcos de todo o país. Sua trajetória é marcada pela paixão pela música, pela preservação de tradições e pelo talento que inspirou gerações de artistas”, diz nota do conselho.
Texto e imagem reproduzidos do site: fanf1 com br





















