Mostrando postagens com marcador - TIA RUTH. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador - TIA RUTH. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Maria Ruth Wynne Cardoso, conhecida por Tia Ruth (1930 - 2018)


Publicado originalmente pelo blog Contexto Reporter A, em 7 de junho de 2011

Campanha pelo Hospital do Câncer em Sergipe é nova batalha da criadora da Avosos

Por Ilton Bispo

Maria Ruth Wynne Cardoso, hoje mais conhecida por Tia Ruth, nasceu em 1930, em Aracaju. De família simples, aprendeu com seus pais, Eduardo e Débora Wynne Cardoso, o sentido da vida. Dona de um sorriso meigo e de um olhar penetrante que cativa qualquer um, principalmente pela sua humildade, tem a força da mulher brasileira e as mãos sempre prontas para servir.

A luta de Tia Ruth na oncologia teve início com as visitas diárias que realizava aos pacientes internados no Hospital Cirurgia, levada pelo compromisso de servir ao próximo. Nestas visitas ela percebeu a carência tanto de recursos hospitalares, quanto de apoio humano. Doceira de mão cheia foi através de um simples bolo que começou seus primeiros contatos junto aos pacientes. Com o trabalho voluntário de distribuir seus bolos, Tia Ruth foi ganhando a confiança dessas pessoas que já notavam algo diferente naquela senhora, pois quando algum paciente não podia mastigar, ela molhava o bolo em um suco e oferecia, com a mesma calma e sorriso de sempre. Levada pela necessidade, além do bolo, Tia Ruth começou a distribuir lanches, agasalhos e palavras de conforto.

Em um gesto de bondade, abriu as portas da sua própria casa para acolher pacientes que ficavam nas calçadas do hospital, alguns chegavam a pernoitar à espera de um leito, ou até mesmo de uma sessão de quimioterapia: avia ainda os que recebiam alta, mas não tinham para onde ir. Até o transporte chegar; muitas dessas pessoas acabavam se instalando na casa de Tia Ruth. Depois de alguém tempo, sua casa passou a ser frequentada pelos pacientes que vinham do interior de Sergipe e dos estados da Bahia e de Alagoas. Ela repartia seu alimento com seus hóspedes e quando acabava, o que era comum, saia pedindo aos vizinhos. Assim mesmo, sem saber, estava transformando sua casa em casa de apoio, funcionando informalmente, que ela mesma chamava de “A casa do Caminho”.

Essa aracajuana de 81 anos, mãe de três filhos, sensibilizou outras pessoas que se uniram a ela na luta pelos pacientes portadores de câncer. O grupo de voluntários cresceu e passou a ter reconhecimento junto à comunidade, recebendo doações e mantimentos. Houve então a necessidade de maior organização no trabalho e em 24 de julho de 1987, foi fundada legalmente a Associação dos Voluntários a Serviço da Oncologia em Sergipe (Avosos), instituição filantrópica e sem fins lucrativos. No ano seguinte, foi instalada a primeira sede oficial da Avosos.

Tia Ruth optou pelos pacientes de câncer pela carência e a descriminação que existia tempos atrás. Na época nem a palavra “câncer” podia ser pronunciada. Alguns enfermos chegavam a ser renegados pela própria família, o que a tocava muito e a motivava cada vez mais. Para diminuir a distância entre os pacientes e seus familiares, ela passava horas escrevendo cartas, pois a maioria deles não sabia ler nem escrever. Eram pequenos gestos que significavam muito para eles.


Ao longo dos anos, Sergipe não desenvolveu uma política de tratamento do câncer e por isso não possui um hospital específico para o tratamento do câncer. O estado tem apenas dois centros de oncologia que funcionam em hospitais da capital, mas os serviços não são ofertados satisfatoriamente. O HUSE - (Hospital de Urgências de Sergipe) possui apenas dois aparelhos de radioterapia, quando na verdade são necessário mais dois. Cada aparelho comporta somente 75 procedimentos por dia, mas atualmente faz mais de 110 e durante todos os dias da semana. A consequência disso é a quebra constante do aparelho prejudicando todo o procedimento terapêutico nos pacientes, piorando uma doença que já é grave.

E em virtude das deficiências do HUSE, a Avosos sofreu a perda de muitas crianças e adolescentes, fato triste que marcou profundamente a vida de Tia Ruth e fez com que a instituição implementasse em suas campanhas a compra de medicamentos oncológicos para suprir a deficiência hospitalar. Em 1992 nasceu a Casa de Apoio à Criança com Câncer Tia Ruth, que faz parte do Avosos e contribui para suprir as limitações do HUSE, realizando o tratamento de câncer em nível ambulatorial através de convênios.

Os números de pacientes com câncer em Sergipe são altos. Segundo o especialista Dr Petrônio Gomes, para 2011 são estimados mais de 4 mil novos casos de câncer dos quais mais de 1.600 em homens e 2.000 em mulheres. O câncer de próstata será o mais devastador, atingindo mais de 520 casos e os de mama e de colo de útero atingirão mais de 600 mulheres. Desses casos, 50% necessitarão de radioterapia, cirurgia oncológica e quimioterapia. Sem falar nas crianças e nos adolescentes, que não estão inclusos nessa estatística. A cada o sofrimento e a mortalidade dos pacientes aumenta no HUSE e fora dele. São crianças, adolescentes e adultos que necessitam não só de meios médicos, mas também de um ombro amigo e de uma palavra de conforto.

É nesse cenário que Tia Ruth surge mais uma vez, realizando suas tradicionais visitas, levando lanches, cuja distribuição se tornou sua marca registrada. Ela não se cansa de ser voluntária e de se doar, pois acredita que o trabalho voluntário é uma das formas mais generosas de contribuir para um mundo melhor, mais justo e sem disparidades. É difícil encontrar alguém, pelos corredores dos hospitais, que não fale da sua luta. Todos a admiram pela coragem, força de vontade e generosidade. Tinha Ruth é o exemplo que todos querem seguir.

Foi em virtude da importância e necessidade de se obter um hospital especializado para tratar pacientes que sofrem com o câncer que o senador Eduardo Amorim (PSC) lançou, neste ano, uma campanha para construção de um hospital do câncer em Sergipe. A sociedade sergipana está se mobilizando para conseguir, através de abaixo-assinado, as assinaturas necessárias para mostrar ao governo federal a necessidade de enviar os recursos para a construção do hospital.
  
Essa construção é esperada com muita expectativa por Tia Ruth, que acredita e torce por essa campanha. Ainda assim ela prefere manter os pés no chão, pois, segundo ela, já houve outras iniciativas semelhantes que, apesar de serem louváveis, não se concretizaram, por algum motivo. Enquanto o sonho de Tia Ruth não se realiza, a Avosos vai realizando sua missão junto aos pacientes. Criando e articulando soluções de forma integral para a melhoria do tratamento e da qualidade de vida de crianças e adolescentes com câncer e doenças hematológicas crônicas.

Hoje Tia Ruth é presidente da ONG que se transformou no Complexo Avosos, formado por duas unidades, a Casa de Apoio à Criança com Câncer Tia Ruth e o Centro de Oncologia Dr. José Geraldo Dantas Bezerra. Atualmente mais de 350 crianças e adolescentes com câncer e hemopatias são assistidas pela Avosos. As atividades da instituição são elaboradas visando elevar a qualidade de vida dos assistidos e de seus familiares.
  

Todos dizem que o xodó de Tia Ruth é sua filha biológica e especial, conhecida como “Jéjé,” que se tornou especial devido à demora da realização do parto. Extremamente religiosa, não desanimou e acreditou que tudo poderia ser superado pela força da oração. Cuidar de sua filha, segundo ela, é uma aprendizagem mesmo em meio às limitações. Um dos medos de Tia Ruth é morrer e ter que deixar sua filha, por isso desde já começa a se disciplinar. Como todo brasileiro, gosta de música a predileta de Tia Ruth é o Hino da Avosos, música de melodia doce que toca profundamente o seu coração. Mas o que ela realmente gosta de fazer é ser voluntária. Em 2005 foi condecorada em Brasília, com a medalha do “Mérito Legislativo Câmara dos Deputados”, pelos serviços prestados a sociedade sergipana e ao Brasil através da Avosos, conquistas como esta são atribuídas por ela a Deus.

A campanha para o hospital do câncer em Sergipe tem apoio de Tia Ruth, e está a todo vapor, as assinaturas com abaixo assinado em apoio à construção do Hospital do Câncer de Sergipe será entregue ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ainda este mês em Brasília/DF. As pessoas que se identificam com a causa da Tia Ruth podem procurar a instituição, para realizar um cadastro de voluntário, qualquer pessoa pode ajudar, basta se dirigir a sede da Avosos onde Tia Ruth e o seu grupo lutam, até hoje, para provar que o “amor cura.”

Endereço da Avosos - Rua Leonel Curvelo, 55, bairro Suissa

Créditos fotográficos: atalaiaagora.com. br, portal da saúde, emsergipe.com

Texto e imagens reproduzidos do blog: contextoreportera.blogspot.com

domingo, 16 de setembro de 2018

Tia Ruth e sua obra solidária

Tia Ruth, um exemplo de vida

Publicado originalmente no Blog Luiz Eduardo Costa

Tia Ruth e sua obra solidária 

Por Luiz Eduardo Costa

          Quando no futuro for registrado como se cuidava dos pacientes oncológicos em Sergipe, das crianças com câncer, dos pobres afetados pelo câncer, surgirá o nome da Tia Ruth como a pessoa que foi muito além do que fazem os que simplesmente reclamam e procuram identificar culpados.

          Tia Ruth tinha a consciência límpida de que a responsabilidade diante de fatos que constrangem, que causam dor e sofrimento, deve sempre ser compartilhada com toda a sociedade. Entendia que a falta de ação, a ausência de protagonismo de indivíduos ou grupos sociais, eram omissões intoleráveis, que deveriam ser combatidas através de exemplos, capazes de demonstrar que a solidariedade é possível e é sentimento que existe, precisando ser despertado.

          E o que ela fez durante quase toda a sua vida foi uma cruzada em busca da solidariedade. Sacrificou-se nesse intento que a dominava, às vezes até abatia, mas encontrava uma inspiração para não se deixar dominar pelo desanimo. Tia Ruth conseguiu fazer da sua existência um permanente exemplo de que é possível sentir o sofrimento de cada indivíduo como se fosse uma dor coletiva, que coletivamente teria de ser amenizada e vencida.

          Para fazer o que imaginava, ela criou uma instituição, que cedo se tornou referência: a AVOSOS, que cuida de quem tem câncer, principalmente crianças. Criou um ambiente propício, para se contrapor à desesperança e gerar a resistência psicológica ao mal, e fez uma rede de interação com as clínicas estatais e particulares especializadas.

          Tia Rute morreu de câncer aos 89 anos e deu exemplos de como a ele se pode resistir, ou chegar ao fim com dignidade. A AVOSOS tem mais de 150 voluntários, tornou-se uma iniciativa coletiva, sob o comando, agora, de um devotado ao que faz, Wilson Melo. Nela, Tia Rute permanecerá como inspiração intensa de coragem, denodo e virtudes.

Texto e imagem reproduzidos do blogluizeduardocosta.com.br

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Morre Tia Ruth, fundadora da Avosos


Fotos: Avosos

Texto publicado originalmente no site Xodó News, em 13 de setembro de 2018

Morre Tia Ruth, fundadora da Avosos

 Velório será a partir de 11h desta quinta, dia 13 de setembro de 2018, na sede da Avosos.

“Ciranda de amor, às vezes de dor”. Assim começa o Hino da Associação dos Voluntários a Serviço da Oncologia em Sergipe (Avosos). O momento agora é de dor entre assistidos, acompanhantes, voluntários, funcionários e parceiros da instituição, uma vez que acaba de falecer Maria Ruth Wynne Cardoso, carinhosamente conhecida como Tia Ruth. Na ciranda da vida as palavras de Tia Ruth ao descobrir, em fevereiro deste ano, que estava com câncer no estômago: “Se minhas crianças passaram por isso e suportaram eu também vou aprender a suportar”. O velório será a partir de 11h desta quinta, dia 13 de setembro de 2018, na sede da Avosos (rua Leonel Curvelo, 55, bairro Suíssa).

Inspiração

Impossível descrever em palavras um ser humano como Tia Ruth. Amor, carinho, dedicação ao próximo, bondade, gentileza, inspiração, mensageira da paz… São muitos os adjetivos que pincelam a imagem desta grande mulher. Fortaleza na luta contra o câncer infantojuvenil, Tia Ruth sempre estampou nos corações de quem a segue a frase: “O amor cura”. O lema virou slogan da Avosos e a legião de voluntários, atualmente composta por 140 pessoas, sempre se inspiram em suas orientações morais e hoje estão munidos de uma base forte para que, como Tia Ruth costuma dizer, “a obra Superior seja sempre mantida e que o mestre Jesus continue guiando através das mãos de cada um”.

Linha do tempo

A vida desta grande mulher se cruza, em diversos pontos, com a história da Avosos. Era uma quarta-feira do ano de 1982 e a Fundação Beneficência Hospital de Cirurgia foi o cenário para o início dessa linda história. Tia Ruth, dona de casa, morava perto ao hospital e resolveu dedicar parte de seu tempo na ajuda ao próximo. Tia Ruth passou a realizar constantes visitas aos pacientes internados no hospital e a Ala de Oncologia foi a que mais mexeu com seus sentimentos.

Tia Ruth começou então a atuar neste setor, levando agasalhos, lanches e palavras de conforto e carinho. Desde então, alguns amigos forneceram, e fornecem, ajuda preciosa para que esta missão possa ser levada adiante. E quanto mais se trabalha em prol do próximo, mais necessidades são observadas. Os olhos atentos de Maria Ruth Wynne Cardoso viram mãezinhas, crianças e adolescentes do interior do Estado, e também de Estados vizinhos, dormindo em condições precárias, esperando um leito, passando fome, frio, nas calçadas do hospital esperando um transporte… Tia Ruth abriu as portas de sua casa para estas pessoas, que funcionou informalmente como a primeira casa de apoio do que se chamaria mais tarde de Avosos.

Mais pessoas se juntaram a causa ao longo do tempo e aos poucos um grupo foi se formando e conquistando o reconhecimento da comunidade, que ajudava doando roupas e mantimentos. Eram 17 pessoas trabalhando em prol de um único objetivo: ajudar e acolher pacientes oncológicos carentes.

Com tamanha proporção, o grupo sentiu a necessidade de oficializar esse trabalho. Foi em 24 de julho de 1987, após uma reunião na casa de Tia Ruth, que a Associação de Voluntários a Serviço da Oncologia em Sergipe foi fundada. Neste dia estavam presentes Tia Ruth, Anna Lobão, Jeane Vieira, Wilson Melo, Judite Lobão, Inah Leão, Marlene Andrade, Marcelo Andrade, Silvia Maciel, Dilma de Souza e Nivalina Brás.

A partir de então a Avosos passou a acolher pacientes com câncer e seus acompanhantes na casa de Tia Ruth, que passou a funcionar como sede provisória da Associação. O abrigo que antes era informal passou a ser sede temporária da entidade.

Desafios

Naquela época muitas crianças e adolescentes abandonavam o tratamento devido às dificuldades financeiras e sociais para locomoção, alimentação, hospedagem e até mesmo pela falta de estrutura do hospital. Hoje, com o auxílio da Avosos, a taxa de abandono foi reduzida a zero.

Em 1988, a Avosos conquistou sua primeira sede oficial em virtude da generosidade de uma voluntária. Em 1992 a instituição recebeu a generosa doação de uma casa, feita por um casal amigo por intermédio da voluntária Telma Andrade. Mais amplo e confortável, o local proporcionava mais comodidade aos pacientes e seus acompanhantes. A entidade começava a se desenvolver e oferecer melhores condições aos seus assistidos. A partir daí a Avosos passou a atender apenas crianças e adolescentes com câncer, dando origem à Casa de Apoio à Criança com Câncer Tia Ruth/Avosos.

Uma prova do reconhecimento do trabalho da instituição veio no ano de 1996 com o convite da Secretaria Estadual de Saúde (SES) e da direção do Hospital Governador João Alves Filho (HGJAF), atual Hospital de Urgência de Sergipe (HUSE), para implantar e administrar um serviço médico ambulatorial na área de oncologia do hospital. Além disso, a entidade assumiu o internamento sem receber nada da SES pelo atendimento hospitalar.

No ano seguinte a Avosos inaugurou a Unidade Dr. Jorge Marsillac, hoje Centro de Oncologia Dr. José Geraldo Dantas Bezerra, que realizava tratamento do câncer em nível ambulatorial por meio de convênios. A renda ajudava a suprir as necessidades do setor oncológico do HGJAF e os trabalhos assistenciais da Casa de Apoio.

A Avosos administrou o setor de oncologia do HGJAF por quatro anos. Durante esse período o Centro de Oncologia da Unidade de Saúde consolidou-se como referência regional no tratamento oncológico. No ano de 2000 a coordenação do HGJAF foi passada para Secretaria Estadual de Saúde. Mesmo não estando mais à frente da administração do hospital, a Avosos continuou presente, levando lanches, palavras amigas aos pacientes oncológicos e dando o suporte necessário na falta de medicamentos e de exames para as crianças e adolescentes tratados no setor.

Mudanças

Com mais de 10 anos de caminhada, bem como novos desafios a superar, a instituição passou por algumas mudanças físicas e estruturais. Uma nova sede surge em 2000, ainda mais ampla e com um número maior de voluntários e profissionais, dando origem assim à equipe multidisciplinar da entidade para melhor atender seus assistidos.

A captação de recursos também foi intensificada com a implantação do serviço de Telemarketing na sua sede para divulgar e arrecadar mais fundos para a Avosos. No ano seguinte os atendimentos foram ampliados, passando a atender pacientes com doenças hematológicas crônicas.

Em 2004, fundadores, voluntários e assistidos puderam presenciar a concretização de um sonho. A associação inaugurava sua sede própria: o Complexo Avosos, composto pela Casa Tia Ruth de Apoio à Criança com Câncer/Avosos e o Centro de Oncologia Dr. José Geraldo Dantas Bezerra, antes denominado Dr. Jorge de Marsillac.

Os recursos para a construção da Casa Tia Ruth de Apoio à Criança e ao Adolescente com Câncer foram doados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com financiamento não reembolsável da área social. Também contribuíram para a construção da sede própria o Instituto Ronald Mcdonald (campanha McDia Feliz). Já o Centro de Oncologia foi construído com recursos próprios. A mobília da Casa de Apoio teve a contribuição da Construtora Celi e do Banco do Estado de Sergipe (Banese).

Em 2010 a Avosos inaugurou o Serviço de Oncologia e Hematologia Pediátrica (Sohep) para somar forças no combate do câncer infantojuvenil. Atualmente, a entidade presta apoio aos casos suspeitos da doença encaminhados pelo Centro de Oncologia do HUSE e as Unidades Básicas de Saúde, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Aracaju.

Conquistas, perdas, muitas lutas e, acima de tudo, vitórias. Assim é a história da Avosos e desta grande mulher, eterna presidente de Honra da Avosos: Tia Ruth.

Fonte: Ascom/Avosos

Texto reproduzido do site: xodonews.com.br