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sexta-feira, 7 de novembro de 2025

O melhor Atheneu é o “nosso”. Por que não?



Publicação compartilhada de post do Facebook/Lygia Prudente, de 4 de novembro de 2025

O melhor Atheneu é o “nosso”. Por que não?
Por Lygia Prudente Maynard Vieira

A riqueza de termos do que e de quem lembrar, de guardarmos profundas recordações da nossa juventude, das vivências de estudante, do Atheneu em si, é de inigualável valor. O baú completamente lotado de carinhosos momentos, que embalam agora, a nossa maturidade e o exercício que ora nos empenhamos, provocados pela chama acesa dos encontros anuais, dos papos mantidos através das redes sociais, massageiam o coração reportando-nos aos corredores daquela casa de ensino. As amizades ali formadas (muitas, fortalecidas ainda hoje), as paqueras, que alimentavam o dia a dia (umas levadas a um compromisso mais forte e geraram frutos, outras não, deixando só a lembrança) tornaram rica a vida no querido e esfuziante Atheneu. Infelizmente, estas recordações não nos despertam apenas alegrias, nos levam também a avocar aqueles colegas, amigos que já nos deixaram, com um aperto no coração, como em meu pensamento vem logo a minha amiga Gleide – partilhávamos os doces segredos e que se foi cedo ainda, há cerca de doze anos, e tantos outros. E as perdas frequentes que vivenciamos atualmente, alerta que fazemos parte do time da vez, pela idade que temos. Precisamos aproveitar mais e mais os encontros e as conversas, nos apegando ao que tivemos de bom, buscando a felicidade das relações estudantis, sem pensar na idade nem na aparência e de quanto divergem daquele frescor da juventude.  O nosso colégio está vivo, imponente e abriga os melhores dias das nossas vidas. O melhor Atheneu é o nosso, por que não? 

Texto e imagem reproduzidos do Facebook/Lygia Prudente

segunda-feira, 23 de outubro de 2023

Artigo: 'Lucidez!', por Lygia Prudente



Post compartilhado do Facebook/Lygia Prudente, de 15 de outubro de 2023

Lucidez!

Por Lygia Prudente

O ensinar e o aprender se entrelaçam no dia a dia da sala de aula, numa absorção mútua de vivências e conhecimentos. É um jogo, porque à medida que o professor se propõe a despertar a motivação para o aprender, e a aprendizagem se manifesta, ele continua a viver na pessoa para a qual está ensinando. Tarefa sublime esta, cuja maior meta é sensibilizar o aluno para o exercício do espírito crítico porque a partir daí, a aprendizagem acontece natural e ricamente, para seu regozijo, que prazerosa e independentemente à falta de reconhecimento, partilha os seus conhecimentos.

É professor, o seu talento não pode ser copiado. É singular, é seu. Continue alimentando a sua criatividade e assim você será imortal, comemorando à cada ano, o Dia do Professor, quando você é lembrado com ar festivo, infelizmente neste dia somente .

Uma das maiores curiosidades quando se fala sobre a profissão de educador no Japão, é que essa é a única profissão que não deve se curvar diante do Imperador. Afinal de contas, a cultura japonesa respeita tanto os professores que sabe que sem um professor, não é nem mesmo possível existir um Imperador. Uma quimera, aqui no Brasil.

Viva o Professor, que se doa, que se entrega à missão tão nobre!

Texto e imagem reproduzidos do Facebook/Lygia Prudente.

quarta-feira, 7 de junho de 2023

'Divina Festança', por Lygia Prudente

Publicado originalmente no FACEBOOK/LYGIA PRUDENTE, em 7 de junho de 2023

Divina Festança 
Por Lygia Prudente

Finalmente, chegou o mês mais animado, mais festivo, mais bonito para qualquer nordestino que se preze. A chuvinha que cai molhando os milharais dá indícios de uma boa colheita e assim teremos muita canjica, pamonha, manauê, delícias da nossa terra, da nossa mesa caipira. Que riqueza tem as nossas lembranças e o esmero na decoração regadas à licores, à arrumação do Arraiá em família, com a fogueira, o mastro e os fogos encomendados bem antes de junho e as vestimentas fartas e coloridas. Os preparativos nos empolgava e garantia o sucesso da festança junto com os xotes, o forró pé de serra, os sanfoneiros compenetrados, dedilhando as sanfonas, num ritmo certeiro da animação. Fatos como este, carinhosa e minuciosamente relatados, não são achados em enciclopédias, nem no sábio e frio Google. Lembranças partem do coração e, por isso mesmo, precisam continuar sendo passadas de pais para filhos, de geração em geração, para alimentarmos e preservarmos os deliciosos e alegres festejos da nossa terra, esse nordeste tão rico em tradições. Se dermos o devido respeito a tudo isso, não permitiremos que um brasileiro qualquer desmoralize este povo forte, humano, festeiro, que é o nordestino! Sob o colorido das  bandeirolas balançadas pelo vento, saudemos e propalemos Vivas a  Santo Antônio, São João e São Pedro, a tríade junina!

Texto e imagem reproduzidos do Facebook/Lygia Prudente.

sábado, 15 de outubro de 2022

'Só um dia... é pouco!', por Lygia Prudente

Legenda da foto: Lygia à esquerda da professora - (Crédito da foto: Fotosom Stúdio)

Publicação compartilhada do Perfil no Facebook de Lygia Prudente, de 15 de outubro de 2022

Só um dia... é pouco!
Por Lygia Prudente

Criança ainda e eu já demonstrava que o ensinar seria um caminho futuro. As brincadeiras eram, na maior parte do tempo, de escola, onde eu estava sempre no quadro de giz, que ganhei de presente. E, finalmente, na hora de decidir que caminho seguir profissionalmente, sem surpresa alguma, o do magistério não deu chance a outras opções. Muito sonhadora, percebi logo que os bancos acadêmicos não iriam satisfazer às minhas ambições, no bom sentido, porque já pensava em fazer algo diferente daquilo que me rodeou como estudante. Enfim, sonhos à parte – mas não esquecidos – busquei, disciplinarmente, o exercício do ensinar e aprender, ansiando por conseguir resultados mais concretos e agradáveis de se trabalhar. Receitas não funcionam se pensarmos em adequá-las à uma relação que deve se estabelecer entre aquele que se propõe a ensinar e ao outro que se coloca, ou não, como aprendiz. Pois é, nem sempre aquele que ocupa um banco escolar está disposto, por N motivos, a aprEEnder alguma coisa e o papel docente é exatamente despertar a vontade para tal. Sei bem que ministrar aulas para aqueles que querem, os ditos bons alunos, não é tarefa difícil, mas provocar o interesse naquilo que você apresenta como conteúdo para os que se fecham, geralmente formam as trincheiras da turma do fundão, aí sim, é um desafio. E como é gratificante, como é prazeroso o resultado, muitas vezes, alcançado, a duras penas ou simplesmente, com um olhar diferenciado para as carências quase imperceptíveis, escondidas num olhar tristonho ou mesmo numa atitude rebelde. Sim, como é importante alimentar a nossa sensibilidade emocional e a intuição, que nos levam a conhecer um pouco do outro. Trago comigo boas lembranças de alunos bem sucedidos que não sentiram saudades do que eram e da sensação que tinham em dias de aula. Não é resultado de um só, mas da relação que construímos. Eu mesmo tenho saudades da “tia” Lygia, que, “sortuda” ela, que se achou e, construiu sem alarde, o seu  caminho profissional, onde se realizava fazendo o que escolheu. E hoje, aposentada, as boas memórias continuam presentes porque Professor será sempre Professor. 

"Até onde posso, vou deixando o melhor de mim...se alguém não viu é porque não me sentiu com o coração" (Clarice Lispector).

Texto e imagem reproduzidos do Perfil Facebook/Lygia Prudente