Mostrando postagens com marcador - SEU ABEL DA LUZITÂNIA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador - SEU ABEL DA LUZITÂNIA. Mostrar todas as postagens

sábado, 30 de outubro de 2021

'A Casa Portuguesa, com certeza', por Marcio Rocha

Foto reproduzida do Portal Infonet e postada pelo blog para ilustrar o presente artigo.

Texto publicado originalmente no site F5 NEWS (BLOGS E COLUNAS), em 30 de outubro de 2021 

A Casa Portuguesa, com certeza 
Por Marcio Rocha  

Quando falamos sobre a história do Centro Comercial de Aracaju, em sua contemporaneidade, muitas pessoas lembram de pessoas e personagens importantes para seu desenvolvimento. A grande maioria da população chama as lojas dos Centro pelo seu dono. Essa história já foi contada aqui há cerca de dois anos, mas por mais que o tempo passe, esse hábito será difícil de ser mudado. Outrora, as pessoas iam às compras em Jaime (Barroso Modas), Pádua (Loja dos Doces), Leovegildo (Balas Lílian), Gonçalves (Loja de tecidos e roupas), Raimundo (Farmácias Galeno), Prudente (Supermercado), Antônio (Barbearia Continental), entre outros tantos. 

Nos dias atuais, vamos em Gessé (Nordic), Luiz Fernando (Lu Nandu’s), Fabinho (Aju Beauty), desssa garotada nova, mas ainda temos Hortência (Presentes e Decorações), Toinho (Kanoa Modas), Gilson (Óticas Santana), e outros ainda perdurantes na atividade comercial por várias décadas, e passamos por um personagem especial querido por todos. Lanchar? Abel, é claro! Toda a sociedade aracajuana conhece a Luzitânia Lanches, negócio de um dos grandes protagonistas do Centro Comercial de Aracaju há 47 anos. Passar na Luzitânia era para muitos e ainda é para outros tantos, programa garantido. Ir lá para comer um bacalhau, um doce, um bolinho... é no nosso jargão popular “de lei”. 

Lembro-me de quando criança, porque cresci indo lá, em companhia de meu pai, que era amigo de Abel há vários anos, para lanchar toda vez que fazíamos compras. A Luzitânia faz parte da minha vida, como faz parte da vida de muita gente. Sempre com aquele senhor simpático que ainda carregava levemente o sotaque da “Terrinha”, que tratava a todos com muito carinho, pronto para jogar conversa fora, com pessoas de todas as idades e classes sociais, sem distinção. Aliás, distinto era Abel. Sempre respeitoso com todos na lhaneza do seu trato. 

Nascido em 28 de março de 1927, em Fafe, Abel Gonçalves aportou em Aracaju nos anos 60, quando no espaço em que funcionava sua lanchonete, abriu uma loja de comércio varejista de calçados, a Luzitânia Calçados. Iniciando assim, uma trajetória de sucesso no empreendedorismo em Aracaju que foi coroada com a inversão do seu negócio para a famosa lanchonete que tanto tempo atende os aracajuanos, ao lado da igreja São Salvador. A idade vinha avançando e ele fazia questão de continuar cozinhando com sua esposa, Maria Clara, os pratos da culinária portuguesa que faziam seu negócio ganhar corpo e elevar o número de frequentadores. A Luzitânia faz parte da vida de quatro gerações de sergipanos. Dessa história, surgiu a Lei Complementar 5.003, que classificou a Luzitânia Lanches como patrimônio histórico e cultural de Aracaju. Abel Gonçalves é parte das nossas histórias pessoais, parte da história do comércio, parte da história de Aracaju. 

O legado de Abel, seu espírito empreendedor, seu amor por Portugal e paixão por Aracaju, foram reconhecidos pelo presidente da Fecomércio, Laércio Oliveira, ao sugerir para o conselho da entidade a entrega da Comenda José Ramos de Morais para Abel Gonçalves. Deveria ter acontecido antes de sua partida, mas a pandemia cruel com as pessoas, famílias e negócios, quis que o inexorável destino fosse outro e ele partisse aos 94 anos, ciente da homenagem feita pela casa dos empresários sergipanos. A pandemia que impediu o acontecimento da solenidade não tirou a comenda de Abel, pois a outorga já estava feita desde o momento em que ele foi informado da honraria. Contudo, a medalha logo estampará a parede da lanchonete mais querida de Aracaju. 

Para mim, será sempre “Tio Abel”. Assim o conheci, assim cresci chamando-lhe, assim permanecerá em minha memória. Esse grande homem nos deixou na última terça-feira. Deixará uma grande lacuna em nossos corações por tantas boas conversas, experiências gastronômicas e pelo grande exemplo de figura humana que era para todos os seus incontáveis amigos. Abel Gonçalves criou em Sergipe a nossa Casa Portuguesa, como diz a música eternizada na voz de Amália Rodrigues e que era cantada sempre que outro português de saudosa memória, Eusébio Pinto, radialista, entrava pedindo cinco bolinhos de bacalhau. 

A Casa Portuguesa continua lá, nós continuaremos indo em Abel. Agora, Abelzinho, seu filho, que tem uma dedicação altaneira pela existência da Luzitânia. E assim, nossa radiciação de denominar os negócios pelos nomes dos seus donos, continuará. Afinal, Abel é uma “casa portuguesa, com certeza”. 

Texto reproduzido do site: f5news.com.br 

quarta-feira, 27 de outubro de 2021

Fundador da tradicional lanchonete Luzitania, no Centro de Aracaju, falece


Legenda da foto 1 - Fachada da lanchonete. (Crédito da foto: reprodução/redes sociais) 

Crédito da foto 2 - César de Oliveira - Reprodução Fecomércio 


Publicado originalmente no site A8 SE, em 26 de outubro de 2021 


Fundador da tradicional lanchonete Luzitania, no Centro de Aracaju, falece 


Por Redação Portal A8SE 


Abel Gonçalves fundou em 1974 a lanchonete Luzitania, no calçadão da rua Laranjeiras, no Centro de Aracaju. O lugar se tornou Patrimônio Histórico e Cultural da capital. 


Nascido em Portugal, Seu Abel decidiu morar no Brasil. Começou a investir no setor de tecidos e calçados, mas depois optou na área de alimentação. Foi aí que marcou a história comercial de Sergipe. 


Nas redes sociais, o filho de Abel lamentou a perda do pai. "O maior exemplo que tive na minha vida, um grande professor, a reserva moral do comércio de Aracaju", disse. 


A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Sergipe (Fecomércio) também prestou homenagem ao Seu Abel. "Aracaju perde um grande homem que acreditou em nossa cidade, empreendeu e venceu". 


A causa da morte não foi divulgada. 


Texto e imagens reproduzidas do site: a8se.com 

O português mais querido de SE: morre o empresário Abel Gonçalves, 94 anos

Foto de César de Oliveira/reprodução 

Legenda da foto: O presidente do Sistema Fecomércio Laércio Oliveira, lamentou a morte de Abel e lembrou de uma das muitas conversas que tivera com ele ao longo desses anos. 


Texto compartilhado do site F5 NEWS, em 26 de outubro de 2021 


O português mais querido de Sergipe: morre o empresário Abel Gonçalves aos 94 anos 


Ele fundou a Luzitânia, lanchonete com cardápio tipicamente português em Aracaju 

 

O empresário português radicado em Aracaju há mais de 50 anos, Abel Emídio Gonçalves Oliveira, morreu aos 94 anos, na tarde desta terça-feira (26), em Aracaju. Dono de uma bela história vivida no Centro Comercial de Aracaju, Abel ficou conhecido em Sergipe como “Abel da Luzitânia”, lanchonete com cardápio tipicamente português no Calçadão das Laranjeiras, em Aracaju. 


Nascido em 28 de março de 1927, em Fafe, Abel Gonçalves aportou em Aracaju nos anos 60, quando no espaço em que funcionava sua lanchonete, abriu uma loja de comércio varejista de calçados, a Luzitânia Calçados. Iniciando assim, uma trajetória de sucesso no empreendedorismo em Aracaju que foi coroada com a inversão do seu negócio para a famosa lanchonete que há 47 anos atende os aracajuanos, ao lado da igreja São Salvador.

 

Com um carinho que lhe era peculiar, Abel recebia o público na Luzitânia com muita alegria, fazendo amigos em várias gerações ao longo da existência do negócio. A idade vinha avançando e ele fazia questão de continuar cozinhando com sua esposa, Maria Clara, os pratos da culinária portuguesa que faziam seu negócio ganhar corpo e elevar o número de frequentadores. A Luzitânia faz parte da vida de quatro gerações de sergipanos, desde 1974. Dessa história, surgiu a Lei Complementar 5.003, de autoria do vereador Professor Bittencourt, que classificou a Luzitânia Lanches como patrimônio histórico e cultural de Aracaju. 


A morte de Abel Gonçalves provocou consternação na sociedade Sergipana, com manifestações de pesar de centenas de amigos que estiveram presentes em seu velório. O presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac, Laércio Oliveira, lamentou a morte de Abel e lembrou de uma das muitas conversas que tivera com ele ao longo desses anos. 


“Perdi um amigo querido, com quem conversava bastante e aprendia cada vez que ia visitá-lo na lanchonete para comer um bolinho de bacalhau e jogar conversa fora. Sua história de vida é muito bonita e seu exemplo de espírito empreendedor fez o Conselho da Federação do Comércio aprovar outorga da comenda José Ramos de Moraes para ele. Infelizmente, a pandemia impediu que realizássemos a solenidade de entrega, por razões óbvias. Entretanto, a homenagem ao português mais querido de Sergipe será feita para a família, em nome de seu filho Abel Santana. Hoje é um dia muito triste para o comércio de Sergipe, que perde um dos seus maiores protagonistas”, lamentou Laércio. 


O jornalista Marcio Rocha, amigo da família, comentou sobre a pessoa de Abel Gonçalves, rememorando momentos. 


“Abel veio de Portugal para empreender em Aracaju, encontrando um nicho de mercado importante, criando a cultura da culinária portuguesa em nossa cidade. Portuga, Abel, Gajo, tantas maneiras de chamá-lo, mas para mim foi e sempre será "Tio Abel". Cresci dentro da Luzitânia, acompanhando meu pai em tantos cafés, almoços, lanches. Meu pai gostava muito do bolinho de bacalhau e eu herdei esse hábito. De Abel ganhei um grande amigo para a vida toda, tal qual nossos pais foram um para o outro, Abelzinho. Só posso agradecer por cada sorriso, cada afago no garoto falastrão que hoje é jornalista, pelo incentivo, amizade e carinho com meu velho e por tantas boas memórias que deixou não somente comigo, mas com toda nossa cidade”, disse Rocha. 


O corpo de Abel Gonçalves foi enterrado no final desta tarde, no cemitério Colina da Saudade. 


Texto e imagens reproduzidos do site: f5news.com.br 

E um pedacinho de Portugal em Aracaju nos deixou hoje. Seu Abel

Publicação compartilhada do FACEBOOK/ROZENDO ARAGÃO, em 26 de outubro de 2021  


E um pedacinho de Portugal em Aracaju nos deixou hoje. Seu Abel. 


Luzitânia Lanches, no Calçadão das Laranjeiras, ao lado da Capelania do Divino Salvador, é o ponto de encontro para os admiradores do bom atendimento e da culinária portuguesa... Impossível não gostar do cachorro quente e do bolinho de bacalhau original. Além disso tem adega de vinhos e azeite original da sua pátria querida. 


Enfim, é um estabelecimento que tem quase 50 anos e que surgiu graças ao emprenho deste português que veio a Aracaju fazer morada.

 

Descanse em paz Seu Abel da @luzitanialanches ... Força ao Abel Filho nesse momento

 

Texto e imagem reproduzidos do Perfil/Facebook/Rozendo Aragão 

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Um cantinho português em Sergipe

Foto: Jorge Henrique.

Publicado no blog Malas Prontas, em 28/09/2014.

Um cantinho português em Sergipe.
Por Acácia Trindade.

Quem teve o privilégio de ir a Lisboa e saborear os pastéis de Belém e os bolinhos de bacalhau, fabricados no Mosteiro dos Jerónimos, deve sonhar até hoje em comer algo igual ou que se assemelhe. Não é que descobri aqui, em Aracaju, um cantinho aconchegante onde pude desfrutar das delícias de Portugal? Estou falando da lanchonete Luzitânia, que fica num pequeno espaço no calçadão da rua Laranjeiras, vizinho da Igreja São Salvador, um ponto turístico da capital. Fui recebida por um português legítimo, bom papo e que mostra logo de cara que mantém as suas raízes vivas. O senhor Abel Emídio Gonçalves de Oliveira, no alto dos seus 86 anos, usa a gastronomia para manter o contato diário com as tradições da sua terrinha.

A idade pode até criar alguns limites para o senhor Abel Emídio, mas não lhe rouba os sonhos. Ele sonha em trazer mais da sua querida Portugual para os sergipanos e esse sonho ainda pode se transformar em um grande restaurante, onde os sergipanos poderão saborear a verdadeira bacalhoada, aquela que o filé se solta ao toque do garfo. Uma delícia... A Luzitânia já foi loja de calçados lá nos idos de 1960 e uma década depois, se tornou lanchonete. Muitas coisas se passaram na vida da família Gonçalves, mas só as fortaleceu. Abel Emídio tem dois filhos, um casal, mas é o Abel Santana, de 39 anos, que está capitaneando a lanchonete.

Juro que sentei no balcão da lanchonete meio descrente de que iria provar um verdadeiro bolinho de bacalhau e um gostoso pastel de Belém, que fiquei fã. A apresentação do prato estava bonita, mas à primeira mordida, voltei ao tempo e juro que me deu vontade de fazer um ‘huuummm’... tão gostoso como o da apresentadora Ana Maria Braga. O bolinho é de bacalhau mesmo, não de massa. Saboroso demais e garanto que aqui em Sergipe não tem igual. Comi muito e depois fui provar a sobremesa, finalmente, o sagrado pastel de Belém.

Foi outra grata surpresa. A massa do pastel de nata não tem o mesmo sabor da receita do Mosteiro dos Jerónimos, mas se assemelha muito, é uma delícia. Foi ai que Abel Emídio me contou que a sua esposa, Maria Clara, atravessou o oceano em busca da receita. Passou 30 dias lá aprendendo a receita do pastel de Belém. Não é que descobriu o segredo e agora o guarda a sete chaves? O pastel é produzido na casa do casal e não na lanchonete, com os outros salgados e doces. Tudo para não ser copiado.

Por fregueses antigos de Abel, jornalistas, artistas plásticos, cantores, empresários e, alguns turistas que estavam no local, fiquei sabendo que a lanchonete também oferece o melhor pastel de bacalhau de Sergipe. Os sucos de frutas, sem agrotóxicos, que ele faz questão de frisar que produz na sua própria chácara, são muito bons. Fui conhecendo espaço, conversa vai conversa vem, e me deparei com outros produtos que Abel Emídio importa de Portugal. A carta de vinhos não deixa a desejar. Tem diversos fornecedores das mais diversas regiões de Portugal: Douro, Alentejo, Bairrada, Vinhos Verde e Rosé, Ribatejo, Dão, Estremadura, Setúbal (Moscatel) e do Porto. Os azeites, também são os queridinhos do senhor Abel. Ele tem azeite com acidez 0,2, que é medicinal, produzido com as melhores azeitonas. Sem falar nas sardinhas, no atum e em outras delícias portuguesas. É um verdadeiro cantinho português em Sergipe.

Texto e imagem reproduzidos do blogmalasprontas.com.br/sergipe