sábado, 25 de maio de 2024

Sergipana, escritora, comunista e silenciada

Publicação compartilhada do site DESTAQUE NOTÍCIAS, de 25 de maio de 2024

Sergipana, escritora, comunista e silenciada

Por Adiberto de Souza *

Nascida em 1919 na cidade de Estância, no sul de Sergipe, Alina Leite Paim era professora por formação e romancista de mão cheia, prefaciada e elogiada por ninguém menos do que Graciliano Ramos e Jorge Amado. Embora tenha escrito 10 livros, alguns dos quais publicados fora do Brasil, esta comunista, feminista e atuante socialmente ainda é desconhecida do meio acadêmico e do público em geral. Alina faleceu no dia primeiro de março de 2011.

A professora Ana Leal Cardoso, da Universidade Federal de Sergipe, destaca o fato de as obras de Alina Paim estarem “repletas de personagens femininas e feministas que lutam por um mundo mais justo. De ‘Estrada da Liberdade’ (1944) a ‘A Correnteza’ (1979), a luta da mulher por um espaço mais democrático e inclusivo está presente. Sua narrativa é construída por uma sensibilidade artística bem trabalhada, capaz de traçar caminhos que levam o (a) leitor (a) a diferentes ‘mundos’: do Nordeste rural à vida de mulheres trabalhadoras”, explica.

Em um bem redigido artigo, o pesquisador e professor Gilfrancisco dos Santos relata que com três meses de idade, Alina Paim mudou-se com os pais para Salvador. Ao perder a mãe, foi para Simão Dias (SE), morar na casa dos avós paternos, “onde sofreu muito com a rigorosa educação dos parentes, principalmente pelas constantes e severas repreensões das três tias solteironas. A severa educação que recebera nesses primeiros anos, de certa forma contribuiria para sua aprovação em 1932, no primeiro ano do curso fundamental com distinção nos exames de suficiência do Colégio Nossa Senhora da Soledade, em Salvador”.

De acordo com a professora Ana Leal Cardoso, “considerando-se a abrangência temática da obra da escritora em tela, que aborda desde as questões políticas no Brasil (A Hora Próxima), a educação (Estrada da liberdade e Simão Dias), à situação do idoso na atualidade (A sétima vez), dentre outras, a luta das mulheres por melhores condições de vida parece ser o foco principal. Assim, entendemos que a obra e a vida desta escritora, incansável lutadora pelos direitos não só das mulheres, mas do ser humano na sua completude, está a exigir uma pesquisa que lhe dê visibilidade, colocando-a no patamar de algumas escritoras brasileiras já conhecidas no meio acadêmico, tais como Clarice Lispector, Lygia Fagundes Teles, Raquel de Queiroz, entre outras”.

Primeiro romance

A romancista sergipana casou-se em 1943, com o médico baiano Isaías Paim. Por influência do amigo e escritor Jorge Amado, o casal mudou-se para o Rio de Janeiro. Como na época não conseguisse trabalho, Alina foi ensinar na escola para filhos de pescadores, na Ilha de Marambaia. “Aí escreveu seu primeiro romance, ‘Estrada da Liberdade’, publicado em fins de 1944, com enorme repercussão nos meios literários e de público, esgotando-se em quatro meses a primeira edição”, conta Gilfrancisco.

E o pesquisador prossegue: “Publicado pela Editora Leitura, do Rio em 1944, o romance Estrada da Liberdade retrata a vida de uma professora cheia de idéias, em contato com a amarga realidade de sua comunidade de bairro proletário, onde tenta aplicar métodos modernos de aprendizagem. Alina baseou-se em sua infeliz experiência para escrever. Conheceu a fome e a miséria da infância baiana abandonada, de quem ela se apaixonou e que muito contribuiu para levá-la a colocar a sua arte a serviço do povo”.

A professora Ana Leal Cardoso escreve que “em ‘A sombra do Patriarca’ delineia-se também o perfil da escritora comprometida com a história, a partir do ponto de vista feminino, dando voz às personagens que são capazes de subverter os padrões sociais e estruturais e instalar o caos na ordem patriarcal do mundo rural nordestino. Trata-se de um romance muito bem escrito, que apresenta um elenco de personagens diversificado, vivendo em um mundo que parece pertencer tão somente ao patriarca do engenho Fortaleza, o Sr. Ramiro”.

E a professora da UFS continua a narrativa: “O núcleo dramático está centrado na visita que Raquel, sua sobrinha e a protagonista central, faz à fazenda. Chegando lá, a moça se depara com um mundo obscuro e opressor, bastante diferente daquele que conhece na cidade grande, em que a família urbana já se ajustou aos novos papeis que as transformações sócio-econômicas impuseram às mulheres. Dentre essas transformações destaca-se a extensão da instrução a crescentes contingentes femininos, alargando, assim, os horizontes culturais da mulher”.

Comunista e perseguida

Gilfrancisco relata, ainda, em seu artigo que, “como integrante do Partido Comunista, Alina Paim exerceu atividades políticas diversas, tendo convivido durante meses com mulheres dos trabalhadores ferroviários que participaram ativamente da grave da Rede Mineira, de grande repercussão nacional. Por isso sofrendo perseguições e pressões de toda ordem inclusive processo judicial”.

De acordo com a professora Ana Leal Cardoso, a sergipana Alina Paim “é mais um desses casos de escritoras esquecidas pela crítica literária e pelo público em geral. Só recentemente, essa romancista tem sido objeto de estudos no espaço acadêmico da Universidade Federal de Sergipe, graças ao pioneirismo das nossas pesquisas sobre as escritoras sergipanas do século XX, iniciadas no primeiro semestre de 2007”.

Autora da dissertação “O Imaginário da Educação no Romance Estrada da Liberdade, de Alina Paim”, a então mestranda da Universidade Federal de Sergipe, Fabiana dos Santos, conta que a romancista “permaneceu ao lado do psiquiatra Isaías Paim, companheiro e grande incentivador de sua obra literária, por cerca de quase 50 anos, vindo a divorciar-se no final da década de 80. Naquela ocasião, foi morar com Maria Luíza, filha adotiva. Por questões pessoais, transferiu-se para a cidade de Campo Grande (MS), passando a residir com Maria Tereza, filha legítima, até o dia do seu falecimento, em primeiro de março de 2011”.

Os romances de Alina

– A Estrada da Liberdade (1944)

– A sombra do patriarca (1950)

– A hora próxima (1955)

– Sol do meio-dia (1961)

– O círculo (1965)

– O sino e a rosa (1965)

– A chave do mundo (1965)

– Simão Dias (1979)

– A correnteza (1979)

– A sétima vez (1994)

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* É editor do site Destaquenotícias

Texto e imagem reproduzidos do site destaquenoticia com br

segunda-feira, 20 de maio de 2024

Artur Oscar de Oliveira Déda, pensamento e ação


Legenda da foto: Artur Oscar de Oliveira Déda (1932 -2018)

Publicação compartilhada do site DESTAQUE NOTÍCIAS, de 19 de maio de 2024

Artur Oscar de Oliveira Déda, pensamento e ação
 Por Gilfrancisco Santos*

O novo código não é uma obra perfeita. E como toda construção legislativa importante, tem recebido muitas críticas. Não poderia ser diferente. Assim também aconteceu com o velho estatuto, ainda em vigor. Quando ele surgiu, em 1916 alguns diziam que era obra muito avançada para o seu tempo. Outros, ao contrário que ele já nascia velho, em descompasso com a realidade. O certo é que em vista da amplitude da matéria e sua relevância o novo código não poderia colher o aplauso da unanimidade. As críticas mais severas dirigem-se principalmente à construção do Direito de Família.

Filho de José de Carvalho Déda e Maria Acioli Déda, nasceu em Simão Dias (SE) a 2 de março de 1932. Cursou o ginásio no Colégio 2 de Julho (BA) até 1950 e o colegial no Colégio Estadual de Sergipe e no Colégio Central da Bahia. Graduado em Ciências Jurídicas pela Faculdade de Direito de Sergipe, entre (1954-1958), em 1974 fez curso de pós-graduação na mesma instituição de ensino, com especialização em Direito Público e Direito Privado, da qual foi professor da disciplina Direito Civil.

Artur Oscar de Oliveira Déda trabalhou como 3º Oficial de Secretaria da Assembleia Legislativa de Sergipe no ano de 1955, assumindo depois o cargo de chefe dos Anais da Secretaria da mesma Assembleia. Foi Promotor Público substituto na Comarca de Aquidabã, no anos de 1958, e Juiz de Direito das Comarcas de Riachão do Dantas em 1961, Maruim, 1964, Estância, 1968 e, finalmente, da 3ª Vara Cível da Comarca de Aracaju. Em maio de 1975 foi promovido para o Tribunal de Justiça, onde exerceu os cargos de Corregedor Geral (1977-1979), Presidente (1979-1981) e Vice-Presidente. Foi também Presidente do TRE-SE.

Artur Oscar iniciou-se no magistério jurídico em 1969, aposentando-se voluntariamente em 1992, ano em que recebe o título de Professor Emérito pela UFS. Em 11 de agosto de 1982 tomou posse na Cadeira nº 28 da Academia Sergipana de Letras, tendo como fundador o Desembargador Gervásio de Carvalho Prata (1886-1968), sendo saudado pelo acadêmico Luiz Carlos Fontes de Alencar (1933-2016). Em 20 de fevereiro de 2002 aposentou-se do cargo de Desembargador do Tribunal de Justiça de Sergipe, permanecendo, porém, com a sua atividade cultural na produção de textos, artigos e ensaios em revistas jurídicas e especializadas. Dentre os livros jurídicos publicados figuram: “Questões de Direito Público e Privado” (1992); “A Reparação dos Danos Morais” (2000); “Alienação Fiduciária em Garantia” (2000); “A Prova no Processo Civil” (2006).

Discurso de Recepção na ASL

Recebido na Academia Sergipana de Letras pelo acadêmico Luiz Carlos Fontes de Alencar, em sessão solene realizada no dia 11 de agosto de 1982, no Auditório Governador José Rollemberg Leite, do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe. Artur escreveu outros livros de ficção e crônicas: “História de vários tempos” (2014); “Aconteceu em Santanápolis” (2015) e o romance “Intramuros do Poder” (2017).

Sobre Histórias de Vários Tempos

Desembargador aposentado de alta e meritória atuação na magistratura sergipana, o autor é um velho formador de jovens, professor de várias gerações de advogados, desde a antiga Faculdade de Direito de Sergipe, a vetusta escola da Rua da Frente.

Poder-se-á dizer ainda que o autor é um simão-diense (ou anapolitano, por longa briga), filho do jornalista, escritor, político eloquente e folclorista luminoso, José de Carvalho Deda, autor de Brefaias e Burundangas (folclore sergipano), Formigas de Asas (romance), Simão Dias, Fragmentos de sua história (onde há três Simão Dias e só um deles verdadeiro), e sua senhora Dona Maria Oliveira Deda.

Ainda se poderá dizer que seu nome, Artur Oscar, e de um seu irmão, Carlos Eugênio, lembram passagem da Guerra de Canudos, de generais que pisaram o solo de Senhora Santana no combate à “Guarda Católica”, do hoje santificado Bom Jesus Conselheiro.

Parando com a biografia do autor, antes tenho a declarar, que lhe tenho profunda admiração e ao seu irmão, o advogado Beto Deda, espécie de Cavaleiro Templário, fiel guardião zelador dos arquivos de “A Semana”, jornal simão-diense que precisa ser digitalizado para constituir arquivo de nossa história.

Mas, em “História de Vários Tempos”, é difícil sublinhar o melhor texto entre os oitenta listados por Artur Deda, Como não achar delicioso o texto “Sobre milagres”? Como não ficar feliz em sendo um torcedor derrotado do Club Sportivo Sergipe, saindo cabisbaixo e tristonho do estádio, em choro gerundial compulsivo, e ver que um milagre acontecera, e do pranto surgira o riso com o entorno universal alvirrubro, em euforia arrebentando: “… O pendão alvirrubro a vibrar…”, em pleno fervor como nem o poeta Freire Ribeiro o imaginaria em Troféus e archotes, e no próprio hino do “Bravo clube dos filhos do Norte”?

Que dizer das visitas à Cruz de Bela, e à santinha do Maruim, e do milagre realizado pelo autor “mordido pelo sentimentalismo pequeno burguês”, no dizer de seu mestre Orlando Gomes, e sendo santo, terno e bom, tão milagreiro, quão taumaturgo, igual ao monge menor de Voltaire, exercendo milagraria em terra estranha, em São Paulo, na desvairada Paulicéia, até para confirmar e reafirmar, que é bem mais fácil ser profeta em terra alheia? Como esquecer também da folheira convocação para se comprovar vivo, comezinho e corriqueiro chamamento, de obrigação anual do indivíduo aposentado, peregrinando por repartições, onde não valem o verso e o canto de Roberto Carlos; “Eu existo!… eu existo!… eu existo!…”?  Mas, que é preciso provar, estar vivo “sob as penas da lei”?  E que dizer da labiríntica procura por salas e corredores, como Teseu sem Ariadne e seu fio, na busca a fio do inexistente Departamento de Recursos Humanos, morto e enterrado sem lápide, só porque nas repartições públicas “existe a prática de abreviar tudo, inclusive os direitos e deveres?” Genial! Não?

Odilon Cabral Machado – Jornal do Dia

Eu sou suspeito para falar de um tio, de um irmão de minha mãe. Mas acredito que o estado de Sergipe conhece o talento, o valor intelectual, a trajetória profissional do cidadão Artur Oscar de Oliveira Déda. Para nossa família ele sempre foi uma referência; de cultura, estudo, seriedade, ética, respeito à sociedade, amor pelo estado e dedicação do Brasil. Durante sua vida, como juiz, construiu uma referência, que até hoje é lembrada em toda comunidade jurídica. Agora, na sua aposentadoria, deixou fluir, ainda mais o seu lado intelectual, produzindo crônicas que relatam, não apenas a sua memória, mais também, as suas observações sobre a atualidade.

Marcelo Déda – Governador, IMD, 2012

Homenagem Póstuma

O Desembargado Artur Oscar de Oliveira Déda faleceu na noite de 29 de junho de 2018, aos 86 anos. Estava internado por insuficiência hepática e não resistiu, deixando esposa, Maria Estrela de Aguiar Déda, quatro filhos, sete netos, um bisneto. O sepultamento foi realizado no cemitério Colina da Saudade, em Aracaju.

Com o artigo “Artur Déda, um mestre honrado e de alma generosa na magistratura”, a Revista Judiciarium, TJSE, julho de 2018, presta uma significativa homenagem ao Desembargador Artur Osório de Oliveira Déda:

Eu estava em viagem a São Paulo quando fui informado do falecimento do Desembargador Artur Oscar de Oliveira Déda. Realmente, foi uma notícia que me abalou, mesmo sabendo que a saúde do velho mestre já vinha bastante deteriorada nos últimos tempos.

Muito tem se falado sobre o Desembargador Artur Déda nesses últimos dias e decerto se fala ainda mais. Porém, vieram à tona lembranças do professor, como eu gostava de chama-lo, que para mim são marcantes. Todo profissional sofre a influência de noutros tantos com quem conviveu, e comigo não foi diferente.

Tenho em mim um pouco de vários magistrados com os quais convivi ao longo desses anos de profissão e posso dizer que o professor Déda, dentre os que me influenciaram, foi o meu modelo de magistrado. Seu porte, do aspecto intelectual, à forma de se conduzir no exercício das diversas facetas profissionais, sempre me encantaram.

Tive oportunidade de ser examinado pelo professor Artur Déda durante o meu concurso para ingresso na magistratura e lembro como ele nos fazia sentir à vontade durante a prova oral. Paciente, acolhedor, justo na atribuição das notas.

No exercício da magistratura na segunda instância, era magistral em seus votos ne, como decano, impunha um respeito natural aos seus pares, que se podia sentir no ar quando ele usava da palavra.

Nós, que atuamos em órgão Colegiado, sabemos o quão difícil é se fazer ouvir e levar à reflexão os colegas durante uma discussão jurídica. Ele o fazia com uma naturalidade ímpar. Generoso com os colegas menos experientes, essa era uma das suas marcas.

Eu, particularmente, lembro de que certa feita substitui ao Desembargador Aloisio Abreu (outra grande figura) no ano de 1998 e me vi em apuros, quando em uma sessão da Câmara Civil dois membros me questionavam sobre aspectos do meu voto.

O Desembargador Artur Déda saiu em meu socorro e, com aquele ar tranquilo e professoral, fez uma intervenção dizendo que eu, em verdade, estava discorrendo sobre pontos que ele, sim, expôs brilhantemente, tirando-me daquele sufoco em que um substituto às vezes fica – Só almas generosas são capazes de gestos como aquele.

Elegante no trajar, no porte digno de um ministro de Corte Superior, o professor Artur Déda era dono de um senso de humor britânico, para não falar do seu dom peculiar de bom contador de histórias que acumulou ao longo de uma vida rica de episódios profissionais e pessoais enriquecedores para os seus interlocutores.

Aliás, isso se pode constatar em suas obras ne artigos semanais no Jornal da Cidade, onde discorria com uma leveza e elegância de fazerem igualar aos melhores cronistas do Brasil.

Poderia aqui falar muito mais sobre o meu eterno professor Artur Oscar de Oliveira Déda, mas não seria justo para com outros que poderão melhor descrevê-lo do que este pobre discípulo. Despeço-me, assim, do velho mestre, agradecendo o exemplo de exercício de magistratura e de honradez que trago comigo no mister desta profissão tão bela e tão difícil.

Cezário Siqueira Neto, Presidente do Tribunal de Justiça de Sergipe (2017-2019)

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*Gilfrancisco é jornalista, escritor, Doutor Honoris Causa concedido pela UFS. Membro do Grupo Plena/CNPq/UFS e do GPCIR/CNPq/UFS gilfrancisco.santos@gmail.com

Texto e imagens reproduzidos do site: www destaquenoticias com br

quinta-feira, 16 de maio de 2024

Jornalista Osmário Santos morre aos 72 anos. Ele não resistiu ao Parkinson

Publicação compartilhada do site JLPOLÍTICA, de 16 de maio de 2024

Jornalista Osmário Santos morre aos 72 anos. Ele não resistiu ao Parkinson

Por Jozailto Lima (da coluna Aparte) *

"Meu irmão, o jornalista Antonio Osmário Santos,  faleceu hoje as  06h30. O sepultamento dele será às 16 horas na Colina da Saudade, Capela  D".

Este anúncio foi feito logo cedo nesta quinta-feira, 16, pelo professor de Oclusão do curso de Odontologia da UFS - Universidade Federal de Sergipe - e irmão dele, Carlos Neanes, e traz o triste fim de um grande jornalista sergipano.

Até a década de 1990, começo dos anos 2000, Osmário Santos marcou o jornalismo sergipano com um modelo noticioso memorialístico de contar história de grandes figuras da vida do Estado.

O trabalho de pesquisa dele era publicado aos domingos no Jornal da Cidade, quando o JC tinha peso e vida. Ele criou o famoso bordão Eapois!

Tomado pelo Mal de Parkison, Osmário Santos foi aos poucos saindo de cena e conviveu com a doença por mais de 20 anos, até não resistir a ela na manhã desta quinta.

Osmário Santos tinha 72 anos - nasceu em seis de janeiro de 1952 - e deixa dois filhos - Lina e Paulo. A família informa que o velório dele se iniciará logo mais ao meio dia no Colina da Saudade.

Osmário Santos: se encerra aqui uma luta contra o Parkison

* É jornalista há 40 anos, poeta e fundador do Portal JLPolítica. Colaboração/Tatianne Melo.

Texto e imagem reproduzidos do site: jlpolitica com br/colunas

Morre o jornalista Osmário Santos

Foto: Alese

Publicação compartilhada do jornal CORREIO DE SERGIPE, de 16 de maio de 2024 

Corpo do jornalista Osmário Santos será velado no cemitério Colina da Saudade

Da redação, AJN1

O jornalista Osmário Santos, de 72 anos, morreu na manhã desta quinta-feira (16), em sua residência em Aracaju, em decorrência de complicações do Alzheimer. O velório está previsto para acontecer a partir das 11h no Colina da Saudade, onde vai acontecer o sepultamento às 16h. Osmário deixa dois filhos.

Osmário fez história no jornalismo sergipano, se destacando como um dos colunista sociais mais influentes. Por muitos anos, assinou uma coluna Jornal da Cidade e do Portal Infonet. Ele também foi um dos primeiros jornalista de Sergipe s ter um site próprio.

Como escritor, publicou os livros “Oxente! essa é a nova gente” e “Memórias de políticos de Sergipe no século XX”.

Osmário foi um idealizadores do projeto “Aracaju de Tototó, evento ambientalista que tinha como foco chamar a atenção para a necessidade de se preservar o Rio Sergipe, um dos mais importantes do estado. Pequenas embarcações saíam do bairro Inácio Barbosa, das imediações do Bar do Cajueiro, e passeavam pelas águas dos Rios Poxim e Sergipe sempre no aniversário da capital.

Por questões de saúde, Osmário estava afastado do jornalismo há vários anos. Além do Alzheimer, em 2021, ele foi hospitalizado após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC), seguido de um derrame pleural.

Repercussão

O prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira, usou as redes sociais para lamentar a morte do jornalista. “Com tristeza, recebi a notícia sobre o falecimento do jornalista e escritor Osmário Santos, aos 72 anos. Um dos mais influentes nomes do colunismo social sergipano, Osmário assinou, por muitos anos, colunas no Jornal da Cidade e no Portal Infonet. Ao longo da sua trajetória de sucesso, também foi um dos comunicadores pioneiros em Sergipe a ter o seu próprio site de notícias. Como escritor, publicou os livros “Oxente! essa é a nova gente” e “Memórias de políticos de Sergipe no século XX”. Ele também foi o idealizador do famoso passeio de tototó que, por muitos anos, marcou o aniversário da nossa capital e que contou com o nosso apoio em várias edições. Aos familiares e amigos, desejo os meus sinceros sentimentos e peço que Deus conforte os seus corações.”

“Foi com pesar que recebi a notícia do falecimento de Osmário Santos. O jornalista sergipano escreveu e fez história, sendo um dos colunistas mais influentes desde os anos 70. Que a passagem terrena de Osmário seja inesquecível nos corações de todos e que Deus o receba”, postou o governador Fábio Mitidieri em sua conta no X, antigo Twitter.

O senador Rogério Carvalho também usou as redes sociais para lamentar o ocorrido. “A notícia do falecimento do jornalista Osmário Santos deixa um vazio na imprensa e cultura de Sergipe. Sua trajetória será sempre lembrada com carinho e respeito por todos nós. Nossos sentimentos à família e amigos neste momento difícil.”

“Recebi, com muita tristeza, a notícia do falecimento de Osmario Santos, aos 72 anos. Jornalista e escritor, deixa um legado na comunicação sergipana. Aos familiares, amigos e colegas, minhas sinceras condolências e solidariedade nesse momento de dor.”, disse a vereadora Emilia Correa.

“Lamento profundamente o falecimento de Osmário Santos, ícone do jornalismo sergipano. Pioneiro e autor de obras marcantes, Osmário contribuiu imensamente para o jornalismo local. Sua ausência será sentida por todos nós. Meus sentimentos à família e amigos”, disse o ex-deputado André Moura.

A deputada federal Katarina Feitosa se solidarizou com a família e lembrou da importância do jornalista. “Amanhecemos com a triste notícia do falecimento do jornalista Osmário Santos, um dos pioneiros como colunista em nosso estado, além de escritor e idealizador do “Passeio de Tototó”. Meus sinceros sentimentos à família e aos amigos.”

Texto reproduzido do site: ajn1 com br/urbano

quarta-feira, 8 de maio de 2024

Morre o músico Valtinho do Acordeon

Foto: Arthuro Paganini

Publicação compartilhada do sete DESTAQUE NOTÍCIAS, de 8 de maio de 2024

Morre o músico Valtinho do Acordeon

 A música sergipana está de luto: vítima de um Acidente Vascular Cerebral, morreu o músico Valtinho do Acordeon. Com 70 anos de idade, o respeitado sanfoneiro sofreu o AVC no final de abril, melhorou e recebeu alta médica. Nesta terça-feira (7), ele passou mal, foi levado a um hospital de Aracaju, mas não resistiu. Valtinho era viúvo e deixa cinco filhos. O corpo está sendo velado no Velatório Piaf, à rua Laranjeiras, em Aracaju. A família ainda não definiu os horário e local do sepultamento.

Nascido em Penedo, mas criado no município sergipano de Ilha das Flores, Valter mudou-se para Aracaju em 1970. Iniciou a carreira musical aos 10 anos tocando acordeon no bar do pai, em Penedo. Por vergonha, como ele mesmo declarava, abandonou a sanfona e passou a tocar guitarra durante o período da Jovem Guarda, quando se apresentava no Penedo Tênis Clube. Depois investiu no teclado e com este instrumento participou de grupos como Apaches, Medeiros, Psicassete, Trio Atalaia e da banda Los Guaranis, onde também foi diretor musical.

Somente em 1987, quando passou a se apresentar no bar Recanto do Chorinho, no Parque da Cidade, em Aracaju, foi que Valtinho perdeu a vergonha da sua origem musical e fez as pazes com o acordeon, instrumento que nunca mais se separou. “Ainda toco teclado em algumas festas de casamento, mas não deixo mais o acordeon, que é como se fosse minha mãe”, declarou Valtinho numa recente entrevista.

Texto reproduzido do site: destaquenoticias com br