domingo, 21 de junho de 2026

'A violência política em Itabaiana', por Antônio Samarone

Euclides Paes Mendonça é o 2º à direita, ladeado por 
Lourival Baptista e Jânio Quadros

Euclides Paes Mendonça e Manoel Teles, os principais 
“coronéis” da política de Itabaiana

Artigo compartilhado do site DESTAQUE NOTÍCIAS, de 19 de junho de 2026

A violência política em Itabaiana
Por Antônio Samarone *

Na década de 1960, Itabaiana foi marcada pela lei do mais forte. Quem comandava a política, tudo podia, impunemente. O auge da violência, durou 4 anos.

Nas eleições de 1962, Euclides Paes Mendonça elegeu-se Deputado Federal, o filho, Antonio, Deputado Estadual; e um correligionário, Jose Sizino de Almeida, Prefeito.

Fez barba e cabelo, mandava em tudo, nas coisas e nas gentes. Uma nota: essa violência em Itabaiana, era aliada do crescimento econômico local, criando os espaços urbanos exigidos.

Como nem tudo é perfeito, os adversários (PSD) elegeram o Governador – Seixas Dórea. A contradição era evidente. Euclides perdeu o mando do Fisco (o contrabando) e da Polícia (a violência).

Euclides continuou com polícia própria. Uma milícia (a Guarda Municipal, “armada até os dentes”).

Em 20 de abril de 1963, um sábado agitado, na feira de Itabaiana. Euclides, pessoalmente, resolver relocar a banca de rede de Seu Antonio de Genoveva. “É um desaforo, esse velho pessedista, ficar nesse ponto privilegiado”. A banca do velho, ficava defronte ao armazém de Manoel Teles, o chefe da oposição municipal.

Antonio Joaquim de Santana, Seu Antonio das redes, era um velhinho baixo, cabelos loiros e olhos azuis. Gente de fibra. Esclarecido. Natural das Candeias. Um pessedista raiz, conhecido de Leite Neto, que veio a Itabaiana, para proteger o seu amigo, depois do conflito. Euclides pensava o quê?

A família de Seu Antonio era do engenho Matebe, vizinho a Riachuelo dos Leites. Por isso, ele era pessedista.

O chefe da UDN era acostumado a prender e judiar os adversários. Muitas famílias fugiram, outras sofreram. O vereador Vital da Lapa teve o seu rosto queimado com um charuto, pessoalmente por Euclides.

Nesse tempo, era costume, os presos políticos serem obrigados a encher a caixa d’água da cadeia, carregando água do Tanque do Povo. Entre apanhar, ser esbofeteado, e a humilhação da lata furada, a segunda era uma opção menos dolorosa.

Seu Antonio, era um velho de fibra. Não aceitou a transferência. Cruzou a rua, e foi prestar queixa a Manoel Teles. A coisa ficou feia, arma em punho, xingamentos e palavrões. O que se sabe é que o velhinho ficou.

Seu Antonio de Genoveva era irmão de Erundino das redes, que formou uma grande família, em Aracaju, na Rua Santa Rosa (Padaria Garça). Erundino era avô de Americo Alves, o presidente da Federação Sergipana de Futebol. O outro irmão de Seu Antonio, era Ascendino, meu avô paterno, que eu não conheci.

Antonio Joaquim de Santana, Antonio das redes, foi casado com Zulmira Francisca Teles. Enviuvou, e casou-se dom Dona Ernestina. Antonio das redes era pai de Oliveira, José das redes e Rosália.

O desembargador Vladimir Carvalho, da loja do pai, assistiu pessoalmente o arranca rabo entre os dois coronéis, por conta da resistência de Seu Antonio. “Se Euclides, aquela altura, tivesse atirado, ou determinado que alguém da Guarda o fizesse, Manoel Teles, que estava desarmado, era alvo fácil”

 – Vladimir.

No dia seguinte, domingo, 21 de abril de 1963, a Guarda Municipal, comandada por Sólon e Daniel, e a polícia Militar, comandada pelo Major Teles entraram em combate aberto. A praça da Igreja virou campo de guerra. O Major tombou. Não se mata um oficial impunemente.

Em 08 de agosto de 1963, durante uma passeata estudantil, Euclides (deputado Federal) e o filho (depurado estadual), foram fuzilados no meio da rua.

Em 31 de agosto de 1967, Manoel Teles, o chefe da oposição, foi assassinado, por vingança, na porta de casa, por um pistoleiro de aluguel. Uma vingança simbólica.

A próspera Itabaiana abateu-se, com a violência política.

A ditadura de 1964, acabou com os partidos políticos, e jogou mesmo os mais odientos adversários locais, num mesmo saco (ARENA). Virou tudo ARENA. PSD e UDN. A resistência criou o MDB.

Em Itabaiana, o MDB de Zé Carlos Teixeira foi entregue a professores esclarecidos (Guga), estudantes universitários e meia dúzia de alfaiates. Entre esses, Seu Filadelfo Araújo, que, por circunstâncias, virou Prefeito.

Mesmo com todos na ARENA, a política em Itabaiana não foi pacificada. A violência recuou muito pouco, mas recuou. Foi recuando lentamente.

A ditadura limitou a violência política local, tirou dos chefes os plenos poderes sobre a justiça, a polícia e o fisco. Surgiu uma nova forma de violência em Itabaiana, essa, adversária da economia.

Uma política voltada para dentro dos grupos, para os correligionários.

O novo acirramento político não fazia concessões aos adversários. Qualquer iniciativa empresarial era antecedida com a pergunta: eles votam em quem? O desenvolvimento de Itabaiana foi sufocado pela politicagem. Mesmo iniciativas boas para o município, partindo dos adversários, eram ignoradas.

Foi preciso esperar o século XXI, com a consolidação da liderança Valmir de Francisquinho, voltada para a lógica da conciliação, do bem público e do respeito aos adversários, para a economia itabaianense mostrar a sua cara. A violência política ficou na história.

Com o fim da violência política como regra, com a redução das tensões, dos conflitos e dos ódios políticos, a cidade desabrochou. Os empreendedores tiveram liberdade. A cidade encontrou o seu caminho.

A paixão política em Itabaiana, possui longas raízes. O PSD e a UDN foram extintos em 1965. O AI nº 2, extinguiu 13 legendas e criou o bipartidarismo. O meu pai faleceu no início de fevereiro de 2011, mas continuava pessedista (PSD), extinto há 46 anos.

Papai era analfabeto. Antigamente, antes das eleições, onde analfabeto não podia votar, papai treinava, desenhando o nome, para votar em que ele acreditava ser o herdeiro do PSD, de Leite Neto. Trenei papai, com o punho duro, sem habilidades com o lápis, para ele votar no PSD, de Manoel Teles.

Era uma vingança, ao que fizeram com o seu Tio Antonio. Meu pai tinha medos, não comentava política publicamente. Calado, votava em Zé de Brió. Cochichava pelos cantos, com os amigos. Papai também vendia redes.

Nos últimos 14 anos, Itabaiana passou por uma revolução cultural, com a pacificação da violência política.
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* É médico sanitarista e está secretário da Cultura de Itabaiana.

Texto e imagens reproduzidos do site: www destaquenoticias com br

sábado, 20 de junho de 2026

Morre o fotógrafo Osmar Barreto Matos (1947 - 2026)


Post compartilhado do Perfil do Prof. Dr. Sousa/Instagram, de 20 de junho de 2026

Adeus, amigo Osmar!

O mundo da fotografia está órfão de um de seus mais destacados representantes em Sergipe. Suas fotografias eram verdadeiras obras de arte, capazes de eternizar momentos e emocionar gerações.

Ficam a saudade, o legado e a gratidão por tudo o que você deixou através de sua arte e de sua amizade.

Descanse em paz, amigo!

À família e aos amigos, minhas mais sinceras condolências.

Post compartilhado do perfil do Prof. Dr. Sousa/Instagram

quarta-feira, 10 de junho de 2026

quinta-feira, 4 de junho de 2026

'Nélson de Araújo, 100 anos', por Marcos Cardoso

Legenda da foto: Nélson de Araujo (4/9/1926 – 7/4/1993)

Artigo compartilhado do site DESTAQUE NOTÍCIAS, de 31 de maio de 2026

Nélson de Araújo, 100 anos
Por Marcos Cardoso*

Dia 7 de abril passado fez 33 anos da morte de um quase ilustre desconhecido sergipano, Nélson de Araújo, homem que dedicou toda sua vida ao ensino, à pesquisa, ao jornalismo e à literatura, e foi dos mais prolíficos e festejados escritores sergipanos modernos. Jornalista, fotógrafo, tradutor, editor, ensaísta, cronista, romancista, folclorista, teatrólogo, incansável pesquisador da cultura popular e professor da Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia, Nélson Correia de Araújo nasceu em Capela, em 4 de setembro de 1926, há quase 100 anos. Foi o último filho do segundo casamento do major Gothardo Correia de Araujo, com Luíza Soares dos Santos.

Ainda menino mudou-se para Aracaju, onde morou com o irmão, o bancário Augusto, e a cunhada, a professora Normélia, na Avenida Pedro Calazans. Estudou no Colégio Salesiano e, aos 23 anos, depois de ser fichado como comunista pela Secretaria de Segurança Pública de Sergipe, migrou para Salvador, onde se tornou um prolífico fazedor de cultura, mas morreu sem conhecer a fama de mestre da ficção, como o chamou Jorge Amado num comentário sobre o livro “1591 – A Santa Inquisição na Bahia e outras estórias”, lançado pela Editora Nova Fronteira em 1991.

Avesso ao marketing, Nélson de Araújo trilhou o caminho oposto ao que é percorrido pelos fabricadores de best-sellers: foi festejado pela crítica, mas não atingiu o grande público. Isso também contribuiu para o desconhecimento que os conterrâneos têm da sua obra. Mas não só isso. Homem de sete fôlegos na produção literária, ele foi uma vítima do provincianismo. Foi embora de Aracaju para fugir do espírito atrasado daqui – coisa que sergipano não perdoa.

Na Bahia, logo mostrou o gosto pela literatura. Sua versatilidade ficou comprovada em 1956, quando começou a trabalhar na Livraria Progresso Editora, onde iniciou a experiência editorial. Segundo contou na abertura do Primeiro Encontro de Editoração da Bahia, em 1990, ali ele foi “um factótum de revisor de provas, inicialmente, a revisor de originais”. Junto com Milton Santos, criou em 1960 a Coleção Tule, seção editorial da Imprensa Oficial da Bahia para dar apoio ao escritor baiano. Nesse mesmo ano, o autodidata capelense foi convidado para lecionar a disciplina História do Teatro na Universidade Federal da Bahia. Mais tarde, foi pioneiro no ensino de Expressões Dramáticas do Folclore.

Foi diretor do Centro de Estudos Afro-Orientais, da UFBA, onde fundou a Revista Afro-Ásia. Apaixonado pelo Recôncavo Baiano, publicou muito e de tudo, inclusive textos de ficção como as novelas “O Império do Divino visto pelos olhos de Pisa-Mansinho” e “Vida, paixão e morte republicana de Don Ramón Fernández y Fernández”, histórias que junto com “Aventuras de um caçador de arcas em terras, mar e sonho”, foram publicadas em 1987 pela Editora Ianamá, sob o título de “Três novelas do povo baiano”.

“O Império do Divino…” é uma novela contaminada pelo fato folclórico, que exprime “a maneira de ser mais profunda de um povo”, como dizia o escritor, sintetizando uma de suas paixões. A propósito, disse Jorge Amado: “Personagem magnífico, Pisa-Mansinho veio para ficar definitivo na galeria das melhores criações da nossa literatura nos últimos tempos. (…) Aqui estamos diante de um mestre da ficção brasileira. (…) Pequeno e delicioso romance.” O bibliófilo Plínio Doyle acrescentou: “Novela esplêndida/curiosa/agradável à leitura e ao suspense. (…) Obra de fino lavor”.

Na novela “1591, a Santa Inquisição na Bahia e outras histórias”, Nélson de Araújo conta como foi a temporada, em Salvador, de “um emissário da Santa Sé, investido numa missão tão importante, qual a de escoimar a metade do mapa-múndi de pecados, heresias e crimes judaicos”. Em “Aventuras de um caçador de arcas em terra, mar e sonho”, ele faz uma literatura alegórica que mistura o realismo episódico com o realismo mágico. Já em “Vida paixão e morte…”, bela história dos galegos espanhóis na Bahia, predomina a linguagem erudita.

Quanto a “1591, a Santa Inquisição na Bahia e outras histórias”, o amável Jorge Amado reclamava o relativo anonimato de Nélson à falta “de uma edição decente, nacional, capaz de alcançar o público e se impor à crítica do Sul colonizador, em geral grupista e chovinista, os críticos cariocas e paulistas”. Mas a jornalista e escritora Marilene Felinto, então articulista da Folha de São Paulo, publicou (25/1/1992): “É até estranho ler, nos dias de hoje, um livro bem escrito como este — de português bem escrito, tão naturalmente que só poderia ser nordestinamente bem escrito. Afinal, o Nordeste sempre falou e escreveu o melhor português do Brasil”.

O romancista Paulo Amado já havia observado no caderno Ideias/Livros, do Jornal do Brasil (9/11/1991): “Nélson de Araújo, na palavra sempre definitiva de Jorge Amado, quando o assunto é ficção e narrativa, é dono de ‘escrita plena de privilegiado senso de humor’, e é capaz de restituir o prazer de ler, ‘comprometido pelo vasto clã de literatos, tão chatos quanto pretensiosos’. Afirmação que procede, à vista do livro, que não só confirma a maturidade e o talento verbal do autor, mas também a evidência de uma permanência na prosa brasileira: a densidade barroca”.

Por essa versatilidade de dar a cada narrativa um tom apropriado, adequando forma e conteúdo, pelo seu vocabulário riquíssimo e balizado por pesquisas e observações pessoais, Nélson de Araújo foi saudado pela editora carioca como um dos membros da “tríade dos grandes autores baianos de ficção no momento”, junto com Jorge Amado e João Ubaldo Ribeiro.

Só que ele era sergipano e nunca negou suas origens, como bem lembra Jorge Amado, que não se arrisca a classificá-lo de romancista baiano. Outra diferença em relação aos dois baianos está na quantidade de leitores que consomem seus livros. Nélson de Araújo, conforme costumava dizer, era o autor “menos vendido do Brasil”.

Arte de fazer bonequinhos andar na mente

Nélson de Araújo julgava que o drama era secundário na sua experiência literária. Ainda assim produziu pelo menos um texto que lhe agradava, “A Companhia das Índias”, cuja primeira publicação, em 1959, pela editora Progresso, foi vista “com olhos de excessiva generosidade pelo meu bom amigo Glauber Rocha”, segundo observava (a história começou a ser escrita em Aracaju em 1956). Efetivamente, o texto inspirou Glauber e disso deixou o cineasta documento escrito e a confirmação em “Terra em Transe”.

“A Companhia das Índias” foi encenada algumas vezes, inclusive sob a direção do cineasta baiano Orlando Senna, tendo como assistente de direção Deolindo Checcucci, no Teatro Castro Alves em 1998. Em 2024, aconteceu uma leitura do texto no Teatro Vila Velha, com atuação de Ítala Nandi, dentre outros atores.

Ele trabalhou em jornais e iniciou-se na redação de A Tarde como tradutor de telegramas. Nélson de Araújo também adaptou e traduziu grande número de textos para o teatro. Dentre as traduções, gostava de Macbeth, de Shakepeare. Quatro de suas melhores criações para o teatro foram reunidas num opúsculo editado pela Empresa Gráfica da Bahia em 1990: além de “A Companhia das Índias”, o ato único “Joana Angélica”, a adaptação de um conto dele próprio, “Um homem maduro para a morte”, e a história de “A guerra de Magali em São Jorge dos Ilhéus”, fundamentada num fato real ocorrido em 1907, quando nove homens, em uniformes do exército norte-americano, tentaram ocupar à mão armada a cidade de Ilhéus.

“Pequenos Mundos – Um panorama da cultura popular da Bahia”, Tomo I a III, é obra de referência definitiva sobre manifestações dramáticas da cultura popular e aponta o divórcio entre o moderno teatro do Brasil e as raízes populares. Mas a obra de maior fôlego e paciência de Nélson de Araújo é a rigorosa “História do Teatro” (1ª edição: Fundação Cultural do Estado da Bahia, 1978; 2ª edição: Empresa Gráfica da Bahia, 1980), biografia básica em todas as universidades brasileiras.

Embora preferisse a ficção, Nélson de Araújo considerava romance/novela/conto e drama uma só coisa. “A essência é a mesma. Todos são subgêneros de um gênero maior, que é a arte de elaborar o episódio. Noutros termos: a arte de fazer bonequinhos andar na mente humana, seja através do desenho nos livros, no caso do romance, novela ou conto, seja através do desenho ao vivo de atores sobre o palco, no caso do teatro”.

Nélson de Araújo morreu pobre, morando numa rua muito íngreme, a Ladeira do Pepino, com vista para o Dique do Tororó, no dia 7 de abril de 1993. O corpo do mestre foi velado no palco da Escola de Teatro da UFBA, cercado dos muitos colegas, amigos e familiares baianos e sergipanos, dos cinco filhos e das três ex-mulheres. Dentre outras homenagens, em 1982 recebeu o Troféu Martim Gonçalves como prêmio pelo conjunto de suas obras sobre teatro. Em 1985, recebeu o título de Cidadão da Cidade do Salvador, concedido pela Câmara Municipal. Como última homenagem, a Biblioteca da Escola de Teatro ostenta o seu nome.

Bibliografia de Nélson  de Araújo

1 – “Um acidente na estrada e outras histórias”, Livraria Progresso Editora, 1957.

2 – “A Companhia das Índias”, Livraria Progresso Editora, 1959.

3 – “Panorama do conto baiano” (com Vasconcelos Maia), Livraria Progresso Editora, 1959.

4 – “Rosarosae, rosaerosa”, selo editorial O Vice-Rey, anos 1970.

5 – “Auto do Tempo e da Fé”, selo editorial O Vice-Rey, anos 1970.

6 – “Uma Casa em Seu Nome se Ergueu”, selo editorial O Vice-Rey, nas comemorações do tricentenário da Arquidiocese da Bahia, anos 1970.

7 – “Alguns Aspectos do Teatro no Brasil nos séculos XVIII e XIX”, Centro Editorial e Didático da UFBA, 1977.

8 – “História do Teatro”, Fundação Cultural do Estado da Bahia, 1978.

9 – “Duas Formas de Teatro Popular do Recôncavo Baiano”, Centro Editorial e Didático da UFBA, 1979.

10 – “O Baile Pastoril na Bahia”, Centro Editorial e Didático da UFBA, 1979.

11 – “História do Teatro” (2ª edição revista, ampliada e atualizada até 1980), Empresa Gráfica da Bahia, 1980.

12 – “Entre Melpômene e Clio” (artigos e ensaios), Edições O Vice-Rey, 1982.

13 – “O Teatro do Pobre – Notas de Cultura Popular” (pesquisa-ensaio), Edições O Vice-Rey, 1982.

14 – “Três Novelas do Povo Baiano” (reunindo três textos lançados separadamente pela Edições O Vice-Rey: “O Império do Divino visto pelos olhos de Pisa-Mansinho”; “Vida, paixão e morte republicana de Don Ramón Fernández y Fernández” e “Aventuras de um caçador de arcas em terras, mar e sonho”), Editora Ianamá, 1987.

15 – “Pequenos Mundos – Um panorama da cultura popular da Bahia”, UFBA/Casa de Jorge Amado, três tomos: 1986, 1988 e 1996 (esse último, obra póstuma).

16 – “Folclore e Política”, UFBA/Ianamá, 1988.

17 – “Quatro textos para encenação”, Empresa Gráfica da Bahia, 1990.

18 – “A história de duas famílias”, Edições O Vice-Rey/Dismel, 1990.

19 – “A Santa Inquisição na Bahia e Outras Histórias” (reunião de quatro novelas do Recôncavo e de Salvador), Editora Nova Fronteira, 1991.

20 – “Oliveira dos Campinhos, passado e presente de um arraial do Recôncavo”, Editora UFBA, 1992.

21 – “O Amor Amargo de Belira e Roque”, Editora UFBA, 1992.

22 – “Editoração, ato de amor ao livro”, palestra de Nélson  de Araújo no I Encontro de Editoração da Bahia, em 1990, que integra o projeto Conversa de Editor, do Instituto Baiano do Livro, 1997.

23 – “Os Sinos do Pilar” (novela), Editora UFBA, 1999.

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(Palestra proferida no auditório do Colégio Imaculada Conceição durante a Roda de Conversa “Semeadores da Cultura”, promovida pela Academia Capelense de Letras, em 29 de maio de 2026. No mesmo evento, o juiz de direito Anselmo Oliveira falou sobre os 110 anos de Manoel Cabral Machado, “primo” de Nélson de Araújo.)

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*Marcos Cardoso é jornalista. Autor de “Sempre aos Domingos – Antologia de textos jornalísticos” (Editora UFS, 2008), do romance “O Anofelino Solerte” (Edise, 2018) e de “Impressões da Ditadura” (Editora UFS, 2024). marcoscardosojornalista@gmail com

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Texto e imagem reproduzidos do site: destaquenoticias com br