Manuel Pascoal Nabuco D’Ávila: um homem forte em seu tempo
Publicado originalmente no site JLPOLÍTICA. em 18 de Mar de 2019
Sergipe perde uma grande figura humana com morte de Manuel
Pascoal Nabuco D’Ávila
Sergipe perdeu nesta segunda-feira, dia 18 de março, um
homem ativo, respeitado e de imensa valia nos campos da política, da justiça do
Estado e de outras esferas do relacionamento humano. Trata-se do desembargador
aposentado Manuel Pascoal Nabuco D’Ávila, que partiu aos 81 anos – iria fazer
82 no dia 17 de agosto. Ele é de 1937.
Pascoal Nabuco foi de um tudo em Sergipe: prefeito de
Estância, preso político, promotor de Justiça, secretário de Estado e
desembargador, chegando à Presidência do Poder Judiciário sergipano. Era um
homem conciliador, estudioso do Direito e das conformidades políticas e
humanas. Tinha apenas uma cara.
Aposentado há 11 anos, em 2017 Pascoal Nabuco lançou mais um
dos seus livros - e neste não deixou pedra sobre pedra na classe política de
1946 a 2016. Deu o nome de “Visão da Política de Sergipe” e o subtítulo “Tudo
como dantes”. Não fez gracinha com ninguém.
Pascoal Nabuco faleceu em Salvador, na Bahia, onde esteve
internado por quase um mês com problemas de enfisema pulmonar com evolução para
renal. “Foram 29 dias de muito sofrimento e muito cuidado numa UTI. A dor é
imensa”, disse, entre choros, a viúva, a conselheira aposentada do Tribunal de
Contas de Sergipe, Maria Isabel Nabuco D’Ávila.
O velório está programado para acontecer no Cemitério Colina
da Saudade, aqui em Aracaju, a partir da meia noite deste dia 18 e o
sepultamento, nesta terça, 19, às 17 horas.
“O desembargador Manuel Pascoal Nabuco D’Ávila foi um
estudioso do Direito, um magistrado exemplar que, com dignidade, exerceu a
jurisdição plena no Estado de Sergipe. Como presidente do Tribunal de Justiça
do Estado de Sergipe no biênio 2003-2005, realizou uma administração inovadora,
voltada para o engrandecimento da instituição, merecendo, por isso, toda a
admiração dos seus colegas”, disse à Coluna Aparte o desembargador Osório de
Araújo Ramos Filho, atual presidente do Poder Judiciário.
O desembargador Diógenes Barreto reconheceu o valor de
Pascoal Nabuco no mundo da magistratura e lamentou a morte dele. “Para mim,
Pascoal Nabuco foi um homem de uma inteligência ímpar e de bom relacionamento”,
disse o desembargador.
“Dentro da magistratura, ele sempre tentou conciliar, mesmo
em momentos difíceis e de divergências. A marca que o doutor Pascoal Nabuco me
deixa é a de uma pessoa apaziguadora. Capaz de resolver as coisas difíceis no
diálogo. Eu tenho por ele um respeito muito grande. De modo, que trata-se de
uma perda irreparável”, completou Diógenes.
O procurador-geral de Justiça do Ministério Público de
Sergipe, Eduardo d’Ávila, vai nessa mesma linha. “Para Ministério Público e
para o Judiciário, Pascoal Nabuco foi um ícone. Foi um grande administrador,
grande colaborador do sistema de Justiça. É um homem que com certeza nos fará
muita falta”, diz Eduardo.
Pascoal Nabuco era filho de João Nabuco D’Ávila e Maria de
Lourdes Nabuco D’Ávila e nasceu em Riachuelo. Passou a morar em Aracaju em
1948, onde foi aluno do Colégio Tobias Barreto, em regime de internato e depois
formou-se na Faculdade de Direito de Sergipe em 1961. Ele deixa dois filhos:
Pascoalzinho e Jacqueline.
Texto e imagem reproduzidos do site: jlpolitica.com.br
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