quinta-feira, 25 de novembro de 2021

Memorial Raymundo Juliano

Memorial Raymundo Juliano, traz a história do ilustre empresário sergipano, fica instalado no prédio do Sesc Comércio Raymundo Juliano, espaço localizado na Avenida Otoniel Dória, 434, no Centro de Aracaju.






Fotos: Paulo Márcio

domingo, 14 de novembro de 2021

Homenagens a Reinaldo Moura

Texto publicado originalmente no site do Portal INFONET, em 12 de novembro de 2021 


Blog Cláudio Nunes/Portal Infonet > ESPECIAL/HOMENAGENS A REINALDO MOURA 
 
O titular deste espaço se solidariza com a esposa de Reinaldo Moura, Kel, o ex-deputado André Moura e toda família Moura e amigos próximos. Ficou o legado de um Grande homem. Reinaldo Moura, ao lado de outro amigo, Euler Ferreira, deu a primeira oportunidade como jornalista recém-formado quando presidente da Assembleia Legislativa. “Perdeu Sergipe um dos mais autênticos Self Made Man, um exemplo de luta para as novas gerações”, bem definiu o ex-senador e médico Francisco Rollemberg. 

A seguir, algumas das muitas homenagens feitas por amigo de Reinaldo Moura nas Redes Sociais. 

Gilvan Fontes, jornalista e radialista: 

“Reinaldo Moura, nos deixou. Uma das vozes mais bonitas do rádio sergipano. Eu tive o prazer de trabalhar com ele na Rádio Cultura, década de 70. Ele comandava o programa Roteiro das Onze, sucesso na época, e aos sábados no auditório da Ação Católica, era programa de auditório, e recebia os estudantes do Atheneu, Jackson de Figueiredo, Tobias Barreto, época das bandas The Tops, Os Águias, Comanches, Los Guaranis, Apaches e revelou muitos cantores da Jovem Guarda aqui em Sergipe. Foi um tempo que até hoje ninguém esquece, foi o maior sucesso do rádio AM, uma vez no mês, o programa era apresentado no interior. 

Com o passar do tempo Reinaldo foi convidado pra trabalhar na Rádio Sociedade e TV Itapoan em Salvador e eu, que era locutor comercial na rádio, assumi o comando do Roteiro das Onze, onde dei continuidade ao trabalho do Reinaldo. Algum tempo depois ele retornou a Aracaju e entrou na política sendo eleito deputado estadual por vários mandatos e em seguida Conselheiro do Tribunal de Contas, onde se aposentou, mas nunca deixou de ser essa pessoa simples, amiga, bom caráter e sempre alegre. Uma grande perda pra Sergipe. 

Descanse em Paz Reinaldo, não vou nunca esquecer de você.” 

Carlos Ferreira, jornalista e radialista 


“Quero expressar meu mais sincero e profundo sentimento pelo falecimento do colega radialista, Reinaldo Moura. Deixa um legado de profissionalismo, ética e responsabilidade em tudo que fazia. Se destacou como âncora de programa jornalístico, o que lhe credenciou a entrar para a política. Vereador, deputado estadual, presidente da AL, conselheiro do Tribunal de Contas, onde também exerceu o cargo de presidente, Reinaldo nunca mudou sua postura de homem simples. Sabia fazer amigos como ninguém e vibrava com o sucesso dos colegas. Que Deus conforte a todos nós, colegas, amigos e familiares.” 
 
José Carlos Machado, ex-vice-prefeito de Aracaju e ex-deputado federal 

“Com imenso pesar, recebo a notícia sobre o falecimento do ex-conselheiro do Tribunal de Contas de Sergipe (TCE-SE), Reinaldo Moura, aos 77 anos. Ele estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular de Aracaju depois de passar por uma cirurgia de emergência. Natural do município de Japaratuba, Reinaldo também ocupou os cargos de vereador de Aracaju e deputado estadual de Sergipe em várias legislaturas. No período de 1987-1990, fomos colegas parlamentares na Alese. 

Nos anos de 2001-2002, como primeiro suplente de deputado estadual, assumir o cargo, quando Reinaldo passou a integrar o colegiado da Corte de Contas de Sergipe entre fevereiro de 2001 e dezembro de 2013, quando se aposentou de suas responsabilidades. Esteve à frente da presidência durante o marco dos 40 anos do órgão, 2009/2010 e deixou sua marca pelo incremento significativo dado a área de Comunicação. 

Conselheiro do Club Sportivo Sergipe há mais de 30 anos, Reinaldo Moura chegou a presidir o time do coração no ano de 2014. Recentemente, havia sido reeleito como conselheiro do Alvirrubro. Jornalista e radialista, ele atuou em rádios e emissoras de televisão de Sergipe e da Bahia.
 
Moura era filho de Olegário Mendonça Ferreira e Laudelina Moura Ferreira e pai do ex-deputado federal por Sergipe e ex- secretário de representação do governo do Rio de Janeiro em Brasília André Moura (PSC) e de Patrícia Moura. 

Profissional exemplar, ele deixa nas lembranças de todos seu belo legado e trajetória de competência. Vá em Paz, meu amigo! Os pêsames para toda a família.” 

Texto reproduzido do site: infonet.com.br/blogs 

Respeitável, Reinaldo Moura foi uma figura que encantou na vida e na política

Legenda da foto: Reinaldo Moura: gozava a vida e não empunhava o poder que exerceu como adaga de afronta a nada 


Publicação compartilhada do site JLPOLÍTICA, em 11 de novembro de 2021 


Respeitável, Reinaldo Moura foi uma figura que encantou na vida e na política 

Por Jozailto Lima (da coluna APARTE) 


Estar vivo é um prenúncio claro e irrevogável de morte, esta senhora nos braços de que repousarão todos os que vivem. Uns mais cedo, outros mais tarde. 


Mas a morte do bom camarada Reinaldo Moura, nesta quinta-feira, 11 de novembro, traz inoculado um conteúdo pessoal de angústia muito forte. Porque angústia mata. Aliás, tudo mata. 


Liderança política e humana das melhores e das mais abalizadas que as terras sergipanas já produziram, Reinaldo Moura sentiu a mão forte da angústia ao ver o filho André Moura condenado a oito anos de prisão em regime fechado e à perda dos direitos políticos por cinco anos - incluso aí o veto à permissão para exercer funções nas esferas de Governos. 


Tudo isso por obra e graça do Supremo Tribunal Federal, em decisões do dia 29 de setembro deste ano. Portanto, há menos de dois meses, e em virtude de uma banda de cuscuz azedo na qual André Moura teria enfiado o dedão durante a gestão de Juarez Batista em Pirambu há 20 anos.

 

Ali, com o filho pregado na cruz das dificuldades políticas futuras, Reinaldo Moura, que foi uma figura que encantou na vida e na política, sentiu fortemente a pancada. Chorou por três dias seguidos e nunca mais foi mesmo. A partir de então, viu crescer e se desdobrar em sua aba um pesado toldo de tristeza. 


Claro que, pelo lógico princípio de que quem está vivo tem um compromisso inadiável com a morte, Reinaldo Moura haveria de morrer um dia. 


Ele, obviamente, tem coração, tem veias e veias são vasos que empacam, rompem e comprometem os aquadutos - ou sanguedutos - do corpo e levam à morte. 


Reinaldo Moura teria morrido vítima de um aneurisma cerebral, que é uma dilatação num dos vasos sanguíneos que levam irrigação até o centro do cérebro.  


Mas angústia provoca isso? Um dos insumos do aneurisma cerebral é a hipertensão arterial, e angústia e desconforto pessoais ocasionam isso. São traumas que dão em trombos. 


Reinaldo Moura era uma figura alegre, despojada, sempre risonha, humorada, inteligente, muito participativo dos debates políticos nas mídias sociais - inclusive com um vídeo semanal dando sempre pitacos sobre tudo. Nem de perto aparentava os 77 anos que tinha - dentro de mais um mês faria 78. 


Mas desde a condenação de André, de quem sempre teve imenso orgulho, Reinaldo murchou. A esta Coluna Aparte e a seu titular, com quem se dava muito bem, pediu para sair um pouco de cena. Quis, desde aquele dia do STF, hastear sua bandeira existencial a meio mastro. Achava que filho atalharia tudo isso e isso tudo se resolveria. 


“Mas o anjo do Senhor, de quem nos fala o Livro Santo / Desceu do céu pra uma cerveja, junto dele, no seu canto / E a morte o carregou, feito um pacote, no seu manto”, como diriam os versos da canção “Pequeno perfil de um cidadão comum”, do nosso filósofo-compositor Belchior. 


O nosso Reinaldo Moura, a quem muitos sergipanos chamavam de Rei, pela raiz do nome, nasce em Japaratuba em 11 de dezembro de 1943, e sempre viveu e esteve bem acima da perspectiva de “um cidadão comum”, embora se irmanasse esse tipo. 


Reinaldo foi radialista de respeito em Aracaju e em Salvador nos anos 70, vereador aracajuano, deputado estadual por cinco mandatos e conselheiro do Tribunal de Contas. Na Alese e no TCE, chegou às Presidências.

 

Era um homem de transigências. De diálogos e de bons modos, como insistiria a canção do Belchior. Um sujeito que convivia tão harmoniosamente com os contrários que acabava sendo acolhido por eles. E muito bem acolhido  Era vocacionado para o legislativo, o que exerceu até no papel do fiscal de contas do TCE. 


Em síntese, Reinaldo era um líder e uma pessoa humana e social de poucos defeitos. Certamente, de mais virtudes. Era um tipo que gozava a vida e não empunhava o poder que exerceu nela como uma adaga de afronta a nada e nem a ninguém. 


Mas, infelizmente, os aneurismas são insensíveis e não prestam a atenção em quem é a pessoa a cujos crânios eles se propõem a estrangular. 


O corpo de Reinaldo Moura está sendo velado na Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe e às 7h da manhã desta sexta, 12, será levado em cortejo até o Estádio João Hora, do seu time Sergipe do coração, de onde será encaminhado para uma cremação. Que vá em paz. 


Texto e imagem reproduzidos do site: jlpolitica.com.br