quarta-feira, 25 de novembro de 2020
Morre João Alves, o tocador de obras
Morre João Alves, o tocador de obras
O ex-governador João Alves Filho (DEM) morreu, na madrugada
desta quarta-feira (25), no Hospital Sírio Libanês, em Brasília, onde estava
internado, após ter sofrido uma parada cardíaca em seu apartamento e contraído
coronavírus. Desde julho do ano passado, o ex-governador recebia cuidados
intensivos em uma unidade Home Care para controlar um estado avançado de
Alzheimer. Segundo a família, o corpo de João Alves Filho será cremado em
Brasília e as cinzas trazidas para serem sepultadas em Aracaju. O ex-governador
tinha 79 anos, era casado com a senadora Maria do Carmo Alves (DEM), com quem
teve duas filhas e um filho.
Resumo biográfico de João do Povo
João Alves Filho nasceu em Aracaju no dia 3 de julho de 1941, filho do empresário da construção civil João Alves e de Maria de Lourdes Gomes. Em 1960 assumiu o cargo de diretor técnico da construtora de propriedade de sua família. Um ano depois, ingressou na Escola Politécnica da Universidade da Bahia, pela qual se graduou em engenharia civil em 1965. No mesmo ano fundou e assumiu a presidência da “Habitacional Construções S.A.”, que viria a ser uma das maiores empresas de construção civil do Nordeste. Do seu casamento com Maria do Carmo Alves, teve três filhos.
Iniciou-se na política em 1975, por intermédio do então governador de Sergipe, José Rolemberg Leite, que o nomeou prefeito de Aracaju. Filiado à Arena, tornou-se muito popular durante sua gestão, adquirindo a fama de tocador de obras e administrador competente. Ao longo de sua gestão, encerrada em 1979, não teve nenhum de seus projetos derrubados pela Câmara Municipal, embora a maioria dos vereadores fosse filiada ao MDB, partido de oposição.
Após o fim do bipartidarismo em novembro de 1979, entrou para o PP. Pouco tempo depois, afastou-se da vida partidária e voltou às atividades empresariais, sob o argumento de que o PP se tornara inviável no estado. Em fevereiro de 1982, o partido acabou sendo incorporado ao PMDB, como forma de enfrentar a situação política decorrente da aprovação pelo Congresso, em dezembro de 1981, do pacote de reformas da legislação eleitoral proposto pelo presidente João Figueiredo.
Primeiro governo
A realização de eleições diretas para governador em novembro de 1982, mobilizou os partidos recém-formados na busca de candidatos. Nesse novo contexto, a convite do então governador Augusto Franco, João Alves Filho se filiou ao PDS, partido sucessor da Arena. Em seguida, foi indicado candidato ao governo estadual, tendo seu nome referendado por Albano Franco, e apoiado pelos prefeitos e pelas bases pedessistas.
Detentor de um grande prestígio político em Sergipe, e tendo como companheiro de chapa o candidato a vice Antônio Carlos Valadares, João Alves foi muito bem-sucedido em sua disputa com os candidatos Gilvan Rocha (PMDB), Marcelino Bonfim (PT) e Manuel Ferreira dos Santos (PDT). Eleito com 76% dos votos válidos, uma das mais expressivas votações no estado, João conseguiu, pela primeira vez em 30 anos, que o partido do governo vencesse na capital. Assumiu o cargo no dia 15 de março de 1983.
Coerente com suas principais promessas de campanha, de estímulo à agricultura e combate à seca e à miséria, o governador João Alves Filho buscou implementar projetos que, no seu entender, possibilitassem um desenvolvimento rural integrado das áreas atingidas pela seca. Com o financiamento do Banco Mundial, pôs em andamento o projeto Chapéu de Couro, que procurava beneficiar a região do agreste semiárido com a perfuração de poços artesianos e a construção de cisternas, estradas vicinais, redes de energia elétrica, escolas e postos de saúde.
Rompe com os Franco
Em março de 1985, João Alves rompeu politicamente com a família Franco e ingressou no PFL, partido originado da Frente Liberal, dissidência do PDS que se havia unido ao PMDB para apoiar a eleição presidencial de Tancredo Neves e José Sarney pelo Colégio Eleitoral. Ainda em 1985, envolveu-se na disputa eleitoral pela Prefeitura de Aracaju. Procurando consolidar no nível municipal a Aliança Democrática, aliou-se ao PMDB de Aracaju em apoio a Jackson Barreto, que foi eleito com grande votação.
Em 1986, o PFL sergipano tentou manter a aliança para a sucessão de João Alves no governo estadual, mas suas esperanças foram frustradas pela união entre a ala moderada do PMDB e o PDS dos Franco, que lançou o peemedebista José Carlos Teixeira. Inviabilizada tal articulação, Alves decidiu apoiar seu vice para o governo. Beneficiado pela popularidade de Alves e pela composição de partidos que incluía o PCB, o PCdoB e os “progressistas históricos” do PMDB, Antônio Carlos Valadares venceu a disputa, tornando-se o único governador do PFL eleito naquele pleito.
Ministério do Interior
Após passar o governo de Sergipe a Antônio Carlos Valadares, João Alves voltou às atividades empresariais e ajudou a reorganizar o PFL sergipano. Em agosto, foi empossado no Ministério do Interior. Aceito por grande parte dos governadores peemedebistas do Nordeste, o ex-governador de Sergipe defendeu a permanência do pacto entre o PFL e o PMDB, afinal rompido em fins de setembro.
Criticando tal atitude, o ministro do Interior afirmou que o partido deveria permanecer unido em torno do presidente da República, apoiando, inclusive, o mandato de cinco anos para Sarney, proposta que acabou sendo aprovada na Assembleia Nacional Constituinte (1987-1988). Em 15 de março de 1990, João Alves deixou o ministério.
Apesar de ter rechaçado inicialmente qualquer possibilidade de aliança com o PMDB, controlado pela família Franco em Sergipe, a chapa da qual fez parte como candidato a governador acabou sendo composta por Albano Franco, que pleiteava uma vaga no Senado. Por intervenção direta de Collor, o PFL e o PMDB formalizaram uma aliança no estado para impedir uma disputa entre Albano e João Alves. Obtendo 73,7% dos votos válidos, venceu as eleições do dia 3 de outubro. Seus únicos adversários, José Eduardo Dutra (PT), e Gilberto Selles dos Anjos (PRT), obtiveram, respectivamente, 25,1% e 1,2% dos votos válidos.
Em relação ao novo governo, João Alves Filho manteve uma postura de aceitação, buscando a conciliação entre as forças governistas nos momentos mais críticos. Em setembro de 1993, discordou da atitude de Luís Antônio Fleury, governador de São Paulo, que rompeu com o governo federal, e afirmou que os partidos que tinham apoiado a saída de Fernando Collor deveriam dar sustentação política ao presidente Itamar Franco para que fosse garantida a governabilidade do país.
Eleição de Albano
João Alves optou em não deixar o governo visando preparar sua sucessão, que ocorreria no final de 1994. Articuladas as alianças, o candidato apoiado pelo governo do estado seria o senador Albano Franco, do (PSDB. Realizada a eleição, Albano e Jackson Barreto (PDT) alcançaram votações semelhantes, o que levou a disputa para o segundo turno, tendo o candidato pedetista foi derrotado no pleito realizado em 15 de novembro.
Em 1996, João Alves Filho envolveu-se novamente em uma disputa eleitoral na tentativa de garantir a eleição de sua mulher, Maria do Carmo Alves (PFL), para a prefeitura de Aracaju. O pleito, contudo, foi ganho por João Augusto Gama da Silva, do PMDB. Dois anos depois,
Em 3 de outubro de 1998, enquanto sua mulher Maria do Carmo Alves (PFL) era eleita senadora, João Alves foi derrotado na disputa pelo governo de Sergipe pelo antigo aliado, o então governador Albano Franco (PSDB), que se reelegeu. Em 2002, João Alves saiu novamente candidato ao governo do estado com o apoio da coligação “João na cabeça e Sergipe no coração”, liderada por seu partido, o PFL, tendo conquistado seu terceiro mandato.
Derrotado por Déda
Durante sua terceira gestão, iniciada em 2003, criou a Secretaria de Combate à Pobreza, seguindo o programa federal de combate à fome, chamado de Fome Zero, criado pelo recém-empossado presidente da República Luís Inácio Lula da Silva. Sua mulher, Maria do Carmo Alves, licenciou-se do Senado para assumir a nova secretaria, que também procurou desenvolver programas nas áreas de saúde e habitação.
Em 2006, foi candidato pela quarta vez ao governo do estado numa campanha marcada por discussões entre PFL e PSDB em torno das alianças eleitorais. Na convenção, o PSDB rompeu com o PFL, passando a apoiar o candidato do PT, Marcelo Deda. Depois de acirrada disputa, o petista derrotou João Alves, que deixou o governo em 31 de dezembro.
Prefeito 30 anos depois
Em 2012, o ex-governador se candidatou a prefeito de Aracaju. Com uma coligação formada por 13 partidos, disputou com o candidato do PSB, Valadares Filho. Com 52,72% dos votos válidos, João Alves Filho foi eleito e empossado novamente na Prefeitura após mais de 30 anos, em Janeiro de 2013.
Desde 1993, João Alves Filho é membro da Academia Sergipana de Letras e autor de diversos livros, entre os quais “No outro lado do mundo” (1988), “Irmãos de raça” (s/d), “O Caminhoneiro do Brasil” (1994), “Nordeste – estratégias para o sucesso” (1997), “Matriz energética brasileira” (2003) e o mais recente “Toda a verdade sobre a transposição do rio São Francisco” (2008).
Com informações da biografia de João Alves Filho produzida por Márcio Magalhães/ Letícia Nunes de Moraes, da Fundação Getúlio Vargas.
quarta-feira, 11 de novembro de 2020
Morre, aos 91 anos, o cantor Josa, o ‘Vaqueiro do Sertão’
Morre, aos 91 anos, o cantor Josa, o ‘Vaqueiro do Sertão’
Morreu na manhã desta terça-feira, 10, aos 91 anos, o cantor e sanfoneiro José Gregório Ribeiro, conhecido carinhosamente como ‘Josa, o Vaqueiro do Sertão’. Segundo uma de suas filhas, o artista faleceu dormindo. Detalhes sobre o velório e sepultamento ainda serão divulgados.
“Meu pai partiu igual a minha mãe: dormindo como um anjo”, diz emocionada a filha Joseane de Josa. Ela explica que há mais de 10 anos o pai lutava contra o Alzheimer. “Infelizmente além dessa doença o meu pai também enfrentava dificuldades após um AVC que ele teve em 2004. Hoje ele descansou”, lamenta.
Carreira
De origem humilde e do interior de Sergipe, o filho de lavradores do Povoado Jacaré, em Simão Dias, município distante 100 km de Aracaju, se tornaria em pouco tempo, uma das grandes referências da música popular nordestina. Autor de mais de 300 composições no forró, Josa fez questão de retratar toda a realidade vivenciada em suas composições.
O primeiro disco do sergipano foi um compacto simples, “Fazendo Zabumba”, que contou com a participação de Luiz Gonzaga. O forrozeiro gravou ainda um disco duplo; dois LP’s com 12 músicas cada, além de realizar várias participações em coletâneas no Estado de Sergipe.
No auge de sua carreira musical, ele fez várias turnês e chegou a se apresentar no programa de Abelardo Barbosa, o “Chacrinha”, no Rio de Janeiro/RJ. Josa também teve suas composições regravadas por cantores respeitados no forró, a exemplo de Clemilda, Alcimar Monterio, Mestre Zinho do Acordeon, Erivaldo de Carira, Zé Américo, Jailson do Acordeon, dentre outros.
Documentário
Em maio do ano passado, o roteirista Dida Araújo desenvolveu um documentário intitulado ‘O Vaqueiro do Sertão ‘, a fim de contar a trajetória desse grande artista sergipano. À época, Dida explicou ao Portal que a obra foi uma das formas de homenageá-lo pelos 90 anos que estava prestes a completar.
por João Paulo Schneider
Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br
terça-feira, 27 de outubro de 2020
Pascoal Maynard no MAC “Antônio Garcia”
Por Lúcio Prado (do blog Infonet)
O jornalista Pascoal D’Avila Maynard Júnior está chegando ao
Movimento de Apoio Cultural Antônio Garcia Filho – MAC – da Academia Sergipana
de Letras, por indicação da acadêmica Marlene Alves Calumby.
Apresenta-se com toda a galhardia e predicados intelectuais
que sobejamente o credenciam para atingir esse desiderato. Senão vejamos: sergipano de Aracaju, é notoriamente
conhecido e festejado na cidade e além desta, pelas suas ricas realizações e
expressiva contribuição que vem prestando, há muitos anos, para o
desenvolvimento da cultura sergipana em todas as suas vertentes, nas artes em
geral, na música, popular e erudita, na dança,
no folclore e notadamente, na área jornalística, com a difusão das
manifestações artísticas e culturais do Estado, quer seja através do seu
notável Programa “Expressão”, levado ao ar semanalmente pela TV Aperipê, ou
mesmo pelas iniciativas artísticas e culturais, como curador de notáveis exposições
levadas a efeito em Sergipe.
Pascoal Maynard, como é mais conhecido nas rodas
intelectuais da terra de Tobias Barreto, faz cultura com garra, determinação e
estoicismo. Não é fácil fazer cultura no Brasil, pela falta de compromisso e
limitações orçamentárias definidas pelos governantes, mas isso nunca intimidou
Pascoal Maynard.
Filho de consagrado jornalista sergipano, Pascoal D’Avila
Maynard, que fez escola com maestria na imprensa de Sergipe, Pascoal também é
jornalista, graduado em Comunicação Social pela Universidade Tiradentes e exuberante
produtor cultural, tendo dirigido com proficiência os Teatros Atheneu e Tobias
Barreto, a chefia de Gabinete da Secretaria de Estado da Cultura, coordenando
vários projetos culturais da Secretaria de Estado da Cultura e atualmente, com
inteira justiça, integra a Academia de Letras de Aracaju – ALA, na Cadeira que
tem como Patrono a escritora Giselda
Morais. Importante participação teve também o nosso enfocado, na área de
publicidade e propaganda, na agencia LIVE.
Desde 2005 produz e apresenta o programa “Expressão”,
veiculado semanalmente, às sextas-feiras a partir das 19:30 horas, na APERIPÊ
TV, emissora de televisão aberta, da Rede Pública de Televisão, constituindo-se
em um dos mais importantes instrumentos de divulgação da nossa história artístico-cultural,
sem nenhuma sombra de dúvida. Em “Expressão”, Pascoalzinho, como também é
conhecido o nosso candidato, faz cultura consistente, através de entrevistas e
reportagens, abordando as manifestações de forma plural, representadas pelos
seus conteúdos e formas, abrangendo todos os segmentos, como a literatura, o
teatro, a dança, a música, as artes plásticas, etc, destacando o nosso
patrimônio material e imaterial cultural e artístico. Não resta dúvida que o
programa “Expressão” é o maior veículo cultural televisivo de Sergipe, mantendo
uma regularidade e diversidade excepcionais.
Por outro lado, Pascoal Maynard é ainda responsável pela
produção e direção de vários documentários para TV e espetáculos musicais para
a televisão e teatro. Não devemos esquecer o seu extraordinário acervo de
imagens e vídeos de momentos históricos de Sergipe, obtido com visitas ao Museu
Mario de Andrade, em São Paulo, à Cinemateca do Museu de Arte Moderna e a à
Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro. Entre as suas realizações podemos
destacar a participação para o resgate da obra do inolvidável fotógrafo
sergipano Waldemar Lima, responsável pela fotografia do icônico filme “Deus e o
Diabo na Terra do Sol”, de Glauber Rocha, a recuperação das fotografias
alusivas ao Centenário de Aracaju, do grande acervo de Valmir Almeida, a
curadoria das obras do notável sergipano Aragonez de Faria, com suas
maravilhosas pranchas para o Cine Pathé, que revolucionaram a estética na
divulgação dos filmes desse estúdio francês. Ainda na Cinemateca do Museu de
Arte Moderna – MAM – Pascoal resgatou várias edições do telejornal Cine Revista
da Tela, com narração de Cid Moreira, que era veiculado pelos cinemas de
Aracaju final da década de 50, início da década de 60.
Em outubro de 2015, participou como convidado do
Brasilianisches Kulturfestival Wien 2015 (Festival do Brasil em Viena 2015)
apresentando, na Embaixada do Brasil naquele país, três documentários por ele
dirigidos, sobre a Cultura sergipana.
O nosso enfocado vem sendo alvo de diversas distinções no
Estado, como aconteceu em 2016, quando foi homenageado com a Medalha do Mérito
Monsenhor Silveira, pela Associação Sergipana de Imprensa e recebeu “Moção de
Aplauso”, do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversão do
Estado de Sergipe. Mas não para por aqui. Prêmio Sanfona de Ouro, de Jornalismo
Cultural; Prêmio Educar-se, Programa de Televisão Local, em evento promovido
pelo intelectual Jorge Lins de Carvalho, Diploma de Honra ao Mérito “Almério
Cavalcante”, da Associação dos Artistas Plásticos de Aracaju; Prêmio “Capital”
de Produção e Conteúdos Culturais, uma consistente realização da jornalista e
poeta Ilma Fontes; Comenda, simbolizada pela “PLACA HONORÍFICA POETA HERMES
FONTES”, da nossa Academia Sergipana de Letras e da Universidade Tiradentes.
Sua trajetória na cultura sergipana tem navegado na produção
de diversos gêneros: registros históricos, captação de extraordinários eventos
teatrais e musicais, entre outras.
Assíduo frequentador de primeira fila (quando não está diretamente
no palco ou na coxia) dos principais
movimentos culturais de Sergipe, Pascoal
Maynard, na sua inquietude de poeta e de rara sensibilidade, busca ampliar seu
conhecimento cultural e estreitar laços com as diversas manifestações
artísticas da cidade. Atinge a maturidade intelectual e pessoal, na celebração
dos seus 70 anos de vida intensamente produtiva, ocorrida na semana que passou.
Pascoal Maynard é maior do que tudo que disse. É luminar da
cultura de Sergipe e, por tudo isso, entendemos que a sua chegada ao MAC/ASL
ilustrará sobremodo a instituição.
Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br
terça-feira, 20 de outubro de 2020
Falece PYTHIU, músico e artista plástico
Publicado originalmente no Facebook/Ludwig Oliveira, em 19
de outubro de 2020.
“FALECE O AMIGO PYTHIU.
Músico contrabaixista que atuou em diversos grupos musicais,
além de artista plástico.
Nesta foto dos COMANCHES ele é o último agachado.
Mendes, Pedro Marcelo, Jorge e Pythiu”. (L.O.)
Texto e imagem reproduzidos do Facebook/Ludwig Oliveira.
Sergipe e Bahia choram por Thomaz Cruz
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| Thomaz Cruz discursa nos 10 anos da ASM |
Publicado originalmente no site do Portal INFONET, em 14 de outubro de 2020
Por Lúcio Prado (do blog Infonet)
A Medicina brasileira perdeu nesta quarta-feira, 14 de
outubro, um dos seus mais emblemáticos vultos: Thomaz Rodrigues Porto da Cruz,
ou simplesmente Thomaz Cruz. Descendente de importante família sergipana, uma
das mais sobranceiras na história de Sergipe, filho de Carlos Rodrigues da
Cruz, industrial progressista que presidiu a Fábrica de Tecidos Sergipe
Industrial e de Celuta Porto Cruz, pessoa de primorosa formação cultural. O seu
avô paterno, o médico baiano Thomaz Rodrigues da Cruz, formado pela Faculdade
de Medicina da Bahia em 1871 com especialização em Paris e Londres,
transferiu-se para Maruim no final do século XIX, onde conheceu Clara de Faro
Rollemberg, irmã do senador Gonçalo Rollemberg, também de ilustre família
sergipana. Com intensa vida política, empresarial e cultural no estado e ao
lado do irmão, João Rodrigues da Cruz, fundaram a Fábrica Sergipe Industrial.
Thomaz Cruz também era neto pelo lado materno de Francisco de Souza Porto, importante político sergipano com atuação destacada nas cinco primeiras décadas do século XX. Candidato de consenso para presidir Sergipe, foi impedido de assumir o cargo em função da Revolução de 30. Chico Porto, como era conhecido, foi pai do médico Lauro Porto, falecido em 2010, aos 99 anos. As relações de Thomaz com o tio Lauro eram de profundo respeito e veneração.
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| Thomaz Cruz discursando na instalação da ASM em 1994. Eu escutando atentamente. |
Na bicentenária Faculdade de Medicina da Bahia, Thomaz teve um périplo admirável, começando com a aprovação, em primeiro lugar, no vestibular e recebendo, na diplomação, o Prêmio Manoel Victorino. Ingressou na FAMEB como auxiliar de ensino, depois passou a professor assistente e em seguida a professor adjunto. Chefiou o Departamento de Medicina e coordenou o Colegiado de Residência Médica da Universidade Federal da Bahia. Na sua tese para professor assistente, abordou o tema Acromegalia e defendeu posteriormente teses para o doutorado e a livre docência. Carreira meteórica que o levou a presidir a Faculdade de Medicina da Bahia de 1992 a 1996, sendo o primeiro diretor eleito pela comunidade universitária com resultado respeitado pela Congregação. Um feito extraordinário. Na história da bicentenária instituição, apenas dois sergipanos chegaram a dirigir a faculdade. O outro foi João Francisco de Almeida, ainda no século XIX, de 1844 a 1855.
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| Com confrades das diversas academias brasileiras |
Thomaz Cruz, pelo legado que nos deixa, terá o seu nome gravado indelével no panteão dos grandes cientistas e médicos brasileiros.
Texto e imagens reproduzidos do site: infonet.com.br/blog
segunda-feira, 5 de outubro de 2020
Manoel Hora: reforma agrária perde um de seus grandes defensores em Sergipe
Texto publicado originalmente no site JLPOLÍTICA, em 04/10/2020
Manoel Hora: reforma agrária perde um de seus grandes defensores em Sergipe
Manoel Hora: legado inesquecível de um profissional sério, competente, democrata e sensível
Por Eliano Sérgio Azevedo Lopes *
Morreu na sexta-feira passada, dia 2 de outubro, o engenheiro agrônomo e extensionista da Emdagro Manoel Hora. Mas a sua contribuição para o desenvolvimento agrícola de Sergipe e, principalmente, a reforma agrária permanecerá como um legado inesquecível de um profissional sério, competente, democrata e sensível aos problemas do campo e de seus principais protagonistas: os camponeses e trabalhadores sem terra.
Conheci o Manoel quando trabalhamos juntos, no início dos anos 1980, na formulação e posterior implantação do Projeto Nordeste em Sergipe. Ele, ajudando a formatar o componente sobre Comercialização, ao lado de outro grande agrônomo que também já se foi, Clélio.
Eu, juntamente com o Eurico, era responsável pelo segmento de Monitoria e Avaliação do programa, na Assessoria de Planejamento do Pronese, sob a coordenação de um dos mais competentes economistas Sergipe: o meu grande amigo Benjamin Costa Araújo, colega do mestrado em Desenvolvimento Agrícola na FGV do Rio.
Tornamo-nos amigos e, quando a ditadura caiu, Manoel foi convidado a assumir a Superintendência Regional do Incra em Sergipe enquanto eu voltava a Rondônia, para ocupar o cargo de secretário-adjunto de Estado da Agricultura. Voltamos a nos encontrar em 1986, quando recebi o convite dele para vir trabalhar no Incra, primeiro como seu assessor e, depois, como assistente da Superintendência, cargo equivalente a superintendente adjunto.
O movimento pela execução da reforma agrária no Brasil estava a mil, com a criação do Programa Nacional de Reforma Agrária - IPNRA -, ainda no Governo Sarney. Manoel já era um profissional experiente, altamente capacitado e respeitado profissionalmente, além de extremamente generoso com os amigos, sensível aos problemas dos trabalhadores rurais e camponeses de Sergipe.
Tudo isso, resultado de sua longa trajetória como extensionista rural - na época em que mais do que conhecer agricultura, era crucial o extensionista conhecer o agricultor. A difusão da moderna tecnologia não era um fim em si mesma, e sim uma ferramenta para ajudar no desenvolvimento da agricultura e na melhoria das condições de vida e renda dos agricultores, notadamente os pequenos agricultores familiares.
E o Manoel não só sabia bem disso, como fazia com que isso ocorresse na prática, ao prestar os seus conhecimentos como agrônomo aos pequenos agricultores de Sergipe, dos municípios por onde passou, como extensionista da antiga Aster/SE, atualmente Emdagro.
Manoel Hora aliava a expertise técnica a uma visão política-ideológica situada no campo da esquerda, na defesa intransigente da democracia, do combate à extrema desigualdade na posse e uso da terra, que ainda hoje predomina no Brasil e em Sergipe, o que seria demonstrado durante a sua passagem pelo Incra/SE.
Após ter exercido vários cargos de alta importância no aparelho de Estado de Sergipe, chegando inclusive a ser secretário de Estado de Recursos Hídricos de Sergipe e coordenador-geral do Pronese, talvez sua maior realização, e no Governo Federal, como superintendente regional do Incra, Manoel continuou a contribuir para o desenvolvimento do Estado nas diversas funções que exerceu com honestidade, retidão de princípios e um ouvido atento aos reclamos e necessidades dos trabalhadores rurais e camponeses sergipanos.
As conquistas dos sem-terra, hoje assentados nos projetos de reforma agrária existentes em Sergipe, se devem ao esforço e determinação desse engenheiro agrônomo de quem os agraristas de Sergipe e, principalmente, os movimentos sociais no campo – MST e Fetase - jamais haverão de esquecer.
Não somente pelos inúmeros imóveis que conseguiu desapropriar e neles alocar trabalhadores rurais sem terra, historicamente apartados de seu principal meio de produção, mas também pelo comportamento e pelo respeito que Manoel Hora tinha por eles.
Exemplo: várias foram às vezes em que o Incra/SE foi ocupado por sem terra e assentados, jamais o Incra/SE, no período em que o Manuel esteve à frente desse órgão, chamou a Polícia Federal para retirá-los de lá – o que era comum acontecer em outros Estados.
Por fim, é importante que todos saibam que o Incra/SE, na gestão desse grande sergipano Manoel Hora foi talvez o único órgão que permitiu ao MST decidir, de forma democrática, a seleção dos trabalhadores sem-terra que vieram a ser assentados no Projeto Moacir Wanderley, no povoado Quissamã.
Manoel Hora conduziu uma vida digna de um profissional que tinha empatia, capacidade de fazer amigos e respeitar as diferenças, vendo a todos como iguais e escutando seus lamentos e aspirações com o ouvido atento de quem, de fato, se importa com o outro.
Vai em paz, amigo. Aqui na terra tu cumpriste com galhardia e competência a tua missão. Nós, teus amigos de luta por um país mais justo e igualitário e, principalmente, pela reforma agrária, lembraremos sempre de ti e jamais esqueceremos que lutaste o bom combate e fizeste o estava ao teu alcance para que a terra fosse bem dividida e ficasse em mãos daqueles que verdadeiramente a merecem: os camponeses e trabalhadores rurais de Sergipe.
[*] É doutor em Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade pelo CPDA/UFRRJ, professor aposentado da UFS e avô da Liz e da Bia.
Texto reproduzido do site: jlpolitica.com.br
sábado, 3 de outubro de 2020
Morre o engenheiro agrônomo Manoel Hora Batista
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| Foto: Seagri/SE. |
Morre o engenheiro agrônomo Manoel Hora Batista
O engenheiro agrônomo Manoel Hora Batista, faleceu na noite
da sexta-feira, dia 2, vítima de um câncer. O corpo de Manoel Hora está sendo
velado no Osaf, na rua Engenheiro Manoel Hora Batista
Itaporanga e o sepultamento ocorre neste sábado em
Itaporanga D’Ajuda.
Por meio das redes sociais, o governador Belivaldo Chagas lamentou a morte do engenheiro. “Foi com um grande pesar e imensa consternação que recebi a notícia da morte de Manoel Hora Batista. Deixo aqui as minhas palavras de conforto para a família, amigos e colegas de Manoel, e que Deus o tenha num bom lugar”.
A Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe [Emdagro] também lamentou profundamente o falecimento de um de seus abnegados servidores, o Engenheiro Agrônomo Manoel Hora Batista. Seu profissionalismo frente aos inúmeros desafios assumidos dignificou em muito as ações da empresa no desenvolvimento da agricultura em Sergipe. Enlutada, a diretoria e os servidores da Emdagro rogam a Deus que o acolha em uma de suas moradas celeste e que traga o consolo a toda a família nesse momento de tamanha tristeza.
A Secretaria de Estado da Agricultura, Do Desenvolvimento Agrário e da Pesca, por meio do seu secretário, externa profundo pesar pelo falecimento de Manoel Hora Batista. Ele era servidor público, engenheiro agrônomo da Emdagro e atuou como gestor em vários órgãos estaduais e federais desempenhando importantes serviços voltados para o desenvolvimento rural do Estado. É, portanto, merecedor de todo o respeito e reconhecimento de todos os que fazem a Seagri e suas empresas vinculadas Emdagro, Pronese e Cohidro. À toda a família, apresentamos nossa solidariedade.
*Com informações da Emdagro
e Seagri
Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br
domingo, 27 de setembro de 2020
O Centenário de Gileno Lima, por Lúcio Prado
A Academia Sergipana de Medicina realizou na noite de 16 de
setembro de 2020 uma cerimônia gloriosa e que vai ficar marcada indelével nos
anais do sodalício. Numa sessão pela
plataforma Zoom, com mais de cinquentas pessoas presentes na sala virtual, a
Academia, sob o comando do seu presidente, Acad. Roberto César do Prado, celebrou
o Centenário de Nascimento do médico Gileno da Silveira Lima, idealizador,
organizador e fundador do sodalício em 1994.
Após a abertura oficial, os votos de boas-vindas (inclusive
à família do homenageado, presente em grande número) e a execução do Hino
Nacional, o Mestre de Cerimônias, Acad. Lucio Prado Dias, nominou as
autoridades presentes, entre elas, o Presidente da Federação Brasileira de
Academias de Medicina – FBAM – Acad.
José Roberto de Souza Baratella, da Academia de Medicina de São Paulo, do
Decano e Emérito da Academia de Medicina da Bahia Geraldo Leite, que também é o
presidente nacional da ABROL – Academia Brasileira Rotária de Letras -, do
Presidente da Academia Pernambucana de Medicina, Acad. Hildo Azevedo, dos
Presidentes das Academias Sergipanas de Letras e de Educação, José Anderson
Nascimento e Jorge Carvalho respectivamente, do ex-senador da República e
vice-presidente da ASL Acad. Francisco Guimarães Rollemberg, do Presidente da
Sociedade Médica de Sergipe Acad. José Aderval Aragão, do presidente da
ABROL-SE Acad. João Macedo Santana, do Acad. Hesmoney Ramos Santa Rosa
(presidente eleito da SOMESE) e dos acadêmicos, além do já citados, José
Hamilton Maciel Silva, Goedete Batista, Fedro Portugal, Zulmira Freire Rezende,
Ildete Caldas, Antonio Carlos Sobral Sousa, Antonio Samarone, Paulo Amado
Oliveira, William Soares, José Teles de Mendonça, Sonia de Oliveira Lima,
Geraldo Bezerra e Anselmo Mariano.
Em seguida, aconteceu o “Elogio” ao homenageado, feito pelo
Acad. Marcelo Ribeiro, lido na sessão pelo Secretário-geral Lúcio Prado Dias,
em razão de problemas de conexão do orador oficial, que impediu a sua
participação on-line.

No seu discurso, Marcelo Ribeiro ressaltou que a ideia era comemorar o centenário de doutor Gileno da Silveira Lima na época adequada, em abril passado. Porém a pandemia obrigou o adiamento da homenagem e, ainda assim, utilizando este ainda estranho, ao menos para ele, meio de comunicação. “Nós sergipanos somos, em geral, bairristas. Confesso uma sincera satisfação e indisfarçável orgulho com as vitórias e conquistas dos nossos conterrâneos, principalmente quando vencem lá fora. Mas seria injusto não incluir pessoas de grande quilate que, embora advindos de outros estados ou até de outros países, aqui se fizeram sergipanos, aqui contribuíram para sedimentar nossa sergipanidade. O baiano Gileno Lima, Presidente de Honra “AD PERPETUUM” da Academia Sergipana de Medicina é um desses admiráveis personagens. Quando assumi a Cadeira 5 nesta Casa, senti o peso da responsabilidade. O próprio Gileno cuidou de me tranquilizar, ao deixar registrado num dos seus discursos o que recolhera do Livro da Sabedoria: “O Senhor não escolhe os capacitados. Capacita os escolhidos”.
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| Gileno Lima, com a esposa Mariantônia, recebe a Medalha do Mérito Médico Nacional da FBAM |
Após ressaltar a trajetória de vida de Gileno Lima,
ressaltou as suas três principais realizações reconhecidas pelo próprio
homenageado: a transformação monumental que fez no Hospital Santa Isabel, no
final dos anos cinquenta e inicio dos
sessenta, após assumir o comando da entidade num momento trágico da vida
sergipana: a morte violenta do médico
Carlos Firpo, então diretor do centenário hospital, o mesmo em que Augusto
Leite, em 1914, realizou a primeira laparotomia de Sergipe (abertura cirúrgica
da cavidade abdominal).
Anos depois dessa pioneira cirurgia, Augusto saiu do
hospital contrariado com decisões da mesa administrativa do hospital e
vaticinou: “Nunca mais porei os pés nessa instituição!” E cumpria a promessa há
mais de 30 anos, somente interrompida pela ação
gigantesca e decisiva de Gileno Lima que, ao inaugurar um novo centro
cirúrgico, em 1962, moderníssimo, denominou o espaço com o nome do consagrado
esculápio e “costurou” uma série de providências para que o Dr. Augusto pudesse
voltar à velha Casa. Relembra inclusive as palavras de Gileno naquele momento
mágico: “Na data aprazada, lá estava o Dr. Augusto, com seu passo lépido e
seguro, percorrendo o chão do Santa Isabel, do qual se afastara há mais de 30
anos! A sua alegria era transparente e contagiante! Parecia uma criança que,
após longos anos de ausência, voltava ao palco das peraltices de sua meninice!
A cada instante, identificava as mudanças do Hospital e, dedo em riste,
lembrava: aqui, era a Sala de Cirurgia; ali, a Sala de Curativos; acolá, a
Clausura; mais adiante, as Enfermarias tais e tais, citando, até, os nomes de
algumas Irmãs!”.
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| Sempre uma boa conversa |
A outra grande
realização do médico Gileno Lima foi exatamente a fundação da Academia
Sergipana de Medicina em 1994. Graças a sua determinação, estoicismo, dedicação
e esforço pessoal, ajudado por meia dúzia de abnegados e pela Somese, que na
época eu presidia, a Academia se tornou uma realidade, hoje consolidada como
fiel depositária da memória médica de Sergipe. Não foi sem motivos pois que
propus duas ações aprovadas por unanimidade pelos meus pares: denominar
informal e carinhosamente o sodalício como “Casa de Gileno” e promovê-lo, após
a sua morte, em maio de 2016, à condição de Presidente de Honra da ASM. Duas
condições extremamente gratificantes para mim. Gileno Lima foi um grande amigo,
confidente, cliente ( sempre estava na Livraria Canal Livro, comprando um
livrinho, segundo ele, para me ajudar!), mais acima de tudo, um exemplo para
mim, pela elegância, simpatia, generosidade e humildade.
E concluiu Marcelo Ribeiro, na sua saudação: “Ninguém mais venerável do que o médico Augusto César Leite, para sobre ele vaticinar: “Sergipe saberá guardá-lo no seu coração”. Outro fato importante na sessão foi a comunicação da criação da Comenda Gileno Lima, pela ASM, para homenagear personalidades que se destacarem anualmente por ações em prol da Academia e da Sociedade.
No encerramento da sessão, a filha primogênita do Dr. Gileno, a Sra. Lícia Violeta, em nome da família, agradeceu sensibilizada à Academia Sergipana de Medicina pela homenagem prestada ao seu pai. De fato, foi uma sessão para ficar na história do sodalício. A Academia Sergipana de Medicina jamais esquecerá o seu fundador! Gileno vive! Viva Gileno!
Texto e imagens reproduzidos do site: infonet.com.br
Morre cerimonialista Almir Garcez
Morre cerimonialista Almir Garcez
O cerimonialista Almir Andrade Garcez morreu, neste sábado (26), num hospital de Aracaju. Ele era chefe do Cerimonial da Secretaria da Educação de Sergipe e responsável pela organização dos desfiles Cívicos. Segundo sua filha Amanda Carolina Garcez, como a causa morte não foi Covid-19, o corpo de Almir está sendo velado no OSAF, rua Itaporanga, 436/444, centro da capital. O sepultamento está marcado para as 17h deste sábado, no Cemitério Colina da Saudade.
O Conselho Estadual de Educação de Sergipe (CEE/SE) expressou o seu pesar pelo falecimento do servidor Almir Andrade Garcez. Ele atuava como chefe do cerimonial da Secretaria Estadual de Educação (Seduc). Era odontólogo, professor e cerimonialista, contribuindo por mais de 40 anos com a Educação em Sergipe. Em nota, a Secretaria Estadual da Educação e Cultura destacou que “ao longo da sua trajetória profissional, Almir contribuiu com maestria, na formação da identidade dos sergipanos através do seu profissionalismo na condução de eventos, em especial, nos inúmeros desfiles cívicos que coordenou”. A presidência do CEE/SE, demais conselheiros e técnicos reconhecem no colega Almir Garcez um exemplo de dedicação e companheirismo.
Texto e imagem reproduzidos do site: destaquenoticias.com.br























