sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

O Andarilho da Caridade: A Rota de Padre Pedro pela Alma de Aracaju

Imagem reproduzida do Canal YouTube/Dida Araújo e postada pelo blog, 
para ilustrar o presente artigo

 Artigo compartilhado do site RO ACONTECE, de 28 de dezembro de 2025  

O Andarilho da Caridade: A Rota de Padre Pedro pela Alma de Aracaju
Por Emanuel Rocha* (Coluna Opinião)

A jornada luminosa de um sacerdote que fez da humildade sua força, da fé seu norte e do amor ao próximo a semente que continua florescendo no coração de Aracaju

Pedro Alves de Oliveira, o querido Padre Pedro, nasceu em 3 de julho de 1904, em Riachão do Dantas, Sergipe, terra onde a simplicidade floresce como oração silenciosa. Filho de Vilobaldo do Amaral e Maria Alves de Oliveira, cresceu envolto em um lar tecido por valores cristãos e pela firmeza de uma fé que sustenta as almas humildes. Ainda menino, caminhou por Estância e São Cristóvão, cidades que lhe abriram novos horizontes e lhe ofereceram ventos brandos de aprendizado. Mais tarde, encontrou em Aracaju o chão onde fincaria suas raízes, cidade que o acolheu com ternura e onde seu coração, feito de luz serena, assumiria a missão que marcaria definitivamente sua existência.

Em Aracaju, trabalhou como sacristão da Catedral Metropolitana, função humilde que lhe permitiu vislumbrar, desde cedo, o chamado sacerdotal. Ingressou no Seminário, onde não apenas absorveu o conhecimento das línguas e das doutrinas, mas também se destacou como professor, ensinando com paciência e competência português, francês e latim, pilares que sustentaram sua oratória e seu trabalho pastoral ao longo da vida.

Ordenado padre em 8 de dezembro de 1928, dia dedicado a Nossa Senhora da Conceição, padroeira da cidade, Padre Pedro iniciou seu ministério com a docilidade de quem serve por amor. Atuou como vigário em diversas cidades do interior sergipano, entre elas Propriá, Rosário do Catete e Tobias Barreto, levando consigo um espírito incansável de dedicação e presença. Foi também na Barra dos Coqueiros que seu ministério se fez profundamente sentido, primeiro entre 1949 e 1952 e, depois, em 1959. Ali ensinou catecismo, orientou jovens e adultos, visitou casas humildes e acompanhou de perto as famílias da ilha. Participou ativamente da criação da vida paroquial local, conduziu campanhas, organizou leilões e bazares e ajudou a comunidade a adquirir a casa paroquial. Sua presença deixava na Barra uma claridade mansa, como se cada gesto seu acendesse esperança nas ruas de areia e nos corações simples da vila.

Por mais de quarenta anos, serviu como capelão do Hospital Santa Izabel, lugar onde sua voz se tornava consolo e sua presença devolvia coragem aos enfermos e às famílias. Caminhava pelas ruas das cidades com passos firmes e coração aberto, irradiando esperança como quem espalha luz por onde passa.

Sua vida foi um exercício diário de caridade, gesto após gesto, como quem reza com as próprias mãos. Conhecido por repartir pão e carinho com pessoas em situação de rua, caminhava sem buscar vantagens, recusando favores pessoais e caronas, atitude que revelava sua humildade profunda e seu compromisso sincero com o mandamento maior do amor ao próximo. Como educador no Colégio Tobias Barreto e na Escola Normal, marcou gerações que viram nele um exemplo luminoso de firmeza, ética e dedicação.

Padre Pedro partiu em 21 de julho de 1997, deixando para trás uma cidade que o reconhece como guardião da fé e da fraternidade. Em sua memória, em 2002 o governo de Sergipe batizou com seu nome um Restaurante Popular, gesto que perpetua seu compromisso social e humanitário. Ali, o alimento servido a preço acessível continua a ecoar seu legado, oferecendo dignidade e cuidado aos que mais precisam, como se sua presença ainda iluminasse cada mesa. Essa homenagem se estende também ao Conjunto Padre Pedro, comunidade que guarda seu nome como quem preserva uma bênção no cotidiano, lembrando a todos a força silenciosa de sua bondade.

Esse restaurante é mais que um espaço de refeições, é um memorial vivo dedicado ao homem que ensinou que a verdadeira riqueza nasce da entrega e do amor ao próximo. A memória de Padre Pedro, escolhido Sergipano do Século XX, permanece vibrante, ecoando nas ruas, nas igrejas e nos corações de Aracaju, como uma melodia que o tempo não apaga.

Assim, sua história revela mais que os feitos de um homem. Revela uma lição que atravessa gerações, pois a santidade se manifesta na simplicidade de quem vive pelos outros, na chama que continua acesa no caminho da vida comunitária, na força tranquila de um amor prático capaz de transformar o mundo. Padre Pedro não pertence apenas ao passado, permanece como inspiração viva, chamando cada pessoa a ser melhor, a amar mais, a fazer da própria vida um gesto de fé e humanidade.

E quando o dia chega ao seu silêncio mais profundo, ainda é possível sentir, no ar de Aracaju, o rastro doce da presença de Padre Pedro. Sua vida, feita de gestos pequenos e grandiosos, continua a iluminar caminhos como uma lâmpada acesa na varanda das almas cansadas. Há quem diga que, ao passar diante do restaurante que leva seu nome, o coração se enternece, como se recebesse um abraço antigo, desses que aquecem a memória e devolvem sentido ao mundo. E, no Conjunto Padre Pedro, essa mesma ternura parece caminhar pelas ruas, como se cada morador carregasse uma centelha da luz que ele deixou.

Porque ele permanece onde o amor insiste em existir, onde a bondade floresce mesmo em terrenos áridos, onde um simples prato de comida pode ser também esperança. Padre Pedro vive na brisa que sopra nas madrugadas sergipanas, vive no sorriso oferecido sem exigir retorno, vive na fé discreta que sustenta cada gesto de cuidado.

E quando a noite repousa sobre Aracaju, suave como um véu de estrelas, a lembrança de Padre Pedro continua a respirar no silêncio das casas, no farfalhar das árvores, no brilho tímido das lâmpadas que guardam a cidade adormecida. Há quem diga que sua luz percorre as ruas como uma prece que não se cansa, guiando passos, aquecendo corações, despertando esperanças esquecidas. Em cada gesto de bondade que brota do povo sergipano, é como se um pouco dele renascesse, discreto, mas inteiro, fiel ao amor que espalhou sem medidas.

Assim, o leitor encerra estas linhas sem sentir despedida. Leva consigo a certeza serena de que Padre Pedro permanece vivo na claridade dos dias e na doçura das madrugadas, lembrando ao mundo que a ternura é força e que o amor, quando oferecido sem exigir retorno, se transforma em eternidade.

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* Emanuel Rocha é Historiador, poeta popular, escritor  e Repórter fotográfico

Texto reproduzido do site: roacontece com br

OAB/SE lamenta falecimento de Dr. Rochinha...

Legenda da Imagem: Ordem se solidariza com familiares, amigos e toda a advocacia neste momento de luto –  (Crédito da imagem: ascom/divulgação)

Publicação compartilhada do site SE NOTÍCIAS, de 31 de dezembro de 2025

OAB/SE lamenta falecimento de Dr. Rochinha, ícone da advocacia sergipana

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Sergipe (OAB/SE) recebe, com profundo pesar e consternação, a notícia do falecimento de José Francisco da Rocha, o Dr. Rochinha, um dos mais relevantes e emblemáticos nomes da história da advocacia sergipana.

Membro honorário vitalício desta Seccional, Dr. Rochinha construiu uma trajetória marcada pelo compromisso inabalável com a advocacia e com a Ordem. Ao longo de sua vida profissional, exerceu diversos cargos na OAB, tendo alcançado, com mérito e reconhecimento da classe, a Presidência da OAB Sergipe, função na qual deixou contribuições duradouras para o fortalecimento institucional e a valorização da advocacia.

Sua atuação lhe rendeu homenagens, medalhas e distinções, reflexo do respeito conquistado entre colegas e instituições. Mais do que os cargos e títulos, Dr. Rochinha consolidou-se como um verdadeiro ícone do sistema OAB, referência de liderança, ética, firmeza de princípios e dedicação à defesa da advocacia e do Estado Democrático de Direito.

Seu legado transcende gerações e permanece inscrito na memória institucional e afetiva da advocacia sergipana.

Neste momento de dor, a OAB/SE manifesta sua solidariedade aos familiares, amigos e colegas, externando sentimentos de profundo respeito, reverência e gratidão por tudo o que Dr. Rochinha representou, construiu e ensinou.

Que Deus conforte a todos e conceda força para atravessar esta irreparável perda.

Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Sergipe (OAB/SE).

Fonte: ascom/OAB/SE

Texto e imagem reproduzidos do site: senoticias com br

Morre Dr. Rochinha

Foto: Divulgação

Publicação compartilhada do site HORA NEWS, de 1 de janeiro de 2026

Morre Dr. Rochinha, um dos nomes mais influentes da advocacia em Sergipe

Por Redação

A advocacia sergipana perdeu um de seus nomes mais representativos com a morte de José Francisco da Rocha, conhecido como Dr. Rochinha. A informação foi confirmada pela Ordem dos Advogados do Brasil em Sergipe (OAB/SE), que destacou a relevância do advogado para a história da instituição e da profissão no estado.

Dr. Rochinha era membro honorário vitalício da OAB Sergipe e construiu uma trajetória marcada pela atuação firme e constante em defesa da advocacia. Ao longo da carreira, ocupou diversos cargos na entidade, chegando à Presidência da Seccional, função na qual teve papel importante no fortalecimento da OAB e na valorização das prerrogativas da classe.

“Sua atuação lhe rendeu homenagens, medalhas e distinções, reflexo do respeito conquistado entre colegas e instituições. Mais do que os cargos e títulos, Dr. Rochinha consolidou-se como um verdadeiro ícone do sistema OAB, referência de liderança, ética, firmeza de princípios e dedicação à defesa da advocacia e do Estado Democrático de Direito. Seu legado transcende gerações e permanece inscrito na memória institucional e afetiva da advocacia sergipana”, diz nota da OAB sergipana.

Reconhecido pelo perfil ético e pela liderança, recebeu homenagens e distinções ao longo da vida profissional, reflexo do respeito conquistado entre colegas e instituições. Sua atuação o consolidou como uma referência dentro do sistema OAB, sendo lembrado pela defesa do Estado Democrático de Direito e pelo compromisso com a profissão.

“Neste momento de dor, a OAB/SE manifesta sua solidariedade aos familiares, amigos e colegas, externando sentimentos de profundo respeito, reverência e gratidão por tudo o que Dr. Rochinha representou, construiu e ensinou. Que Deus conforte a todos e conceda força para atravessar esta irreparável perda”, acrescenta a diretoria da entidade.

A morte de Dr. Rochinha gerou repercussão entre advogados e representantes da área jurídica em Sergipe, que destacam o legado deixado por ele para as novas gerações. Familiares, amigos e colegas lamentam a perda e prestam homenagens ao advogado, cuja contribuição permanece marcada na história da advocacia sergipana.

Texto e imagem reproduzidos do site: horanews net