segunda-feira, 29 de maio de 2017

Vista aérea do Bairro 13 de Julho, anos 70

"13 de Julho com a Biblioteca Pública Ephifânio Dórea ainda em construção. 
Início dos anos 70. Foto enviada pelo amigo Ancelmo de Oliveira". (PRDB).
Legenda: Paulo Roberto Dantas Brandão.
Foto e legenda reproduzidas do Facebook/Paulo Roberto Dantas Brandão.

Chico Rosa, João Oliva, Seixas Dórea e Orlando Dantas

Orlando Dantas com o governador Seixas Dórea, 
e seus secretários Chico Rosa e João Oliva Alves.
Foto (e legenda): acervo família Paulo Roberto Dantas Brandão.
Reproduzidas do Facebook/Paulo Roberto Dantas Brandão.

Aracaju na década de 1940. Ponte do Imperador

Foto (e legenda): acervo Paulo Roberto Dantas Brandão.
Reproduzidas do Facebook/Paulo Roberto Dantas Brandão.

Aracaju na década de 1940. Praça Camerino

Foto e legenda: acervo Paulo Roberto Dantas Brandão.
Reproduzidas do Facebook/Paulo Roberto Dantas Brandão.

Hortência Barreto - Bonita e talentosa, ela é uma artista plural


Publicado originalmente no site do Jornal do Dia Online, em 02/12/2014.

Bonita e talentosa, ela é uma artista plural.
Por Vieira Neto.

Natural de Nossa Senhora das Dores (SE), Hortência Barreto já conquistou mercados não só em Sergipe, como em São Paulo, Rio de Janeiro, Estados Unidos e a França, onde expôs em espaços como Marie Charlotte, Reciproque, Gilton Lavrou e Hotel Clair de Lune.

A sua obra tem: uma aparência lúdica resultante da mistura da tinta acrílica, que dá tom mais suave, junto com a aquarela. Daí os belíssimos tons pastéis de suas telas, com predominância das graciosas bonecas de pano.

Há tempos venho seguindo a firme evolução de Hortência, que, com o passar dos anos, vem se tornando mais uniforme junto com a maturidade da perfeita harmonia do conjunto. Sempre surpreendente. As figuras, antes tão marcantes, diluem-se em tonalidades suaves na interpretação de ambientes e objetos. O conjunto, em que pese sua perceptível dinâmica, tornou-se mais homogêneo, menos figurativo, mais lírico e mais subordinado às prioridades da pintura.

Hortência Barreto sabe como poucos, elaborar cuidadosamente os tons de uma gama limitada voluntariamente à base de acordes tonais, de leves contrastes de luz e de uma interpretação livre que parte do real para o onírico com nuances de uma quase abstração.

A artista convive longamente com cada pintura, modifica-a, coloca-a diante dos olhos, altera a cor dominante, reforma a composição, renova os signos.

A obra de Hortência Barreto, em síntese, é constante solicitação à alegria de viver.

Texto e imagem reproduzidos do site:  jornaldodiase.com.br

Museu da Polícia Militar, em São Cristóvão.



Fotos: Fátima Silva.

Museu da Polícia Militar atrai cerca de 450 visitantes por mês em São Cristóvão.

O Museu da PM é aberto ao público todos os dias da semana, de 9 às 17h.

Você já visitou o Museu da PM? Criado em 1969, o Museu da Polícia Militar de Sergipe é hoje mais uma opção de lazer agregando cultura e conhecimento não somente para a população sergipana, como também para turistas que visitam a cidade histórica de São Cristóvão.

Mil peças diferentes como armamentos, fardamentos, equipamentos e documentos estão à disposição de todos que visitam as instalações do Museu, e desde 2014 artistas sergipanos podem expor sua arte.

O diretor executivo das atividades no Museu, coronel Dilson Ferraz,  relata que a a primeira exposição de artistas sergipanos ocorreu em 2014, após dois anos de funcionamento em São Cristóvão. “Houve uma grande necessidade de unir a importância do Museu com a importância da inserção da cultura artística local para, acima de tudo, dinamizar a funcionalidade do órgão”.

Como resultado, diversos artistas já expuseram agregando valor cultural como também mais visitantes ao estabelecimento, trazendo como diz o próprio coronel, “visibilidade por meio de uma associação em que a arte é o principal elo com a comunidade”.

Desde a sua idealização na década de 1969, o museu coleta materiais antigos que remetem à história da PM. Recentemente o Museu recebeu uma túnica pertencente a um capitão datada do século XX e um bacamarte, também do mesmo período. O vice-diretor do Museu, major Jorge Ferreira lembra que é fácil cooperar com o acervo do Museu, não há burocracia, basta apresentar o material na sede do próprio Museu na cidade de São Cristóvão ou no Quartel do Comando Geral, na capital.

O major Jorge Fernando ainda ressalta sobre a importância do museu para a comunidade. “A importância é puramente cultural, todo acontecimento do passado é tido como fato histórico e o resultado disso é que daqui a alguns anos as pessoas darão valor às coisas que hoje em dia não se importam. É nossa história, intrínseco, cultural”, conta o major.

O acervo do Museu é formado por meio de doações da sociedade sergipana, de forma a manter viva as memórias.  A Secretaria de Estado da Cultura também é um parceiro fundamental no projeto.

O museu tem ainda uma parceria com o Programa Educacional de Resistência às Drogas e Violência da Polícia Militar (Proerd), que engaja escolas das redes particular e  pública. A estudante Marianne Oliveira fez a sua primeira visita ao museu há um ano. “Por sorte eu fui a um museu que conta a história da polícia do meu estado e foi muito gratificante ver o tanto que eles evoluíram e que sempre estiveram dispostos a cumprir o seu papel”, revelou Marianne.

Funcionamento

Aberto a visitas diariamente das 9h às 17h, inclusive final de semana e feriados, o museu disponibiliza um guia que relata fatos históricos relacionados às peças, revelando curiosidades sobre a história da própria Polícia Militar.

O Museu recebe cerca de 15 visitantes diariamente tanto de turistas sergipanos como de pessoas oriundas de estados como Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Pernambuco, curiosos em conhecer o berço da trajetória da Polícia do Estado de Sergipe.

Texto e imagens reproduzidos do sitedobareta.com.br

domingo, 28 de maio de 2017

Praia de Aruana, em Aracaju

Foto: Diógenes Santos.
Reproduzida do site: flickr.com/photos

Fim de tarde, casal caminha na Praia de Atalaia, em Aracaju

Foto reproduzida do site: destinosemomentos.com.br

Orla de Atalaia, em Aracaju

Foto de Lais d'Ávila.
Reproduzida do site: br.pinterest.com/davilalais

Vista aérea da Orla de Atalaia, em Aracaju

Imagem extraída do Vídeo drone DJI Mavic Pro
Reproduzida do Canal YouTube de Wellington da Costa Floriano 

Praia de Aruana, em Aracaju





Fotos: Rafael Carvalho.
Reproduzidas do site: essemundoenosso.com.br

Museu de Arqueologia de Xingó, no município de Canindé


  .

Museu de Arqueologia de Xingó.
Por  Franciele Amaral.

O Museu de Arqueologia de Xingó também conhecido como MAX, localiza-se no município de Canindé de São Francisco, no extremo noroeste do estado de Sergipe.
  
                 O MAX foi inaugurado em 2000 e é um museu moderno que possui um aspecto arquitetônico bastante instigativo e que atrai os seus visitantes.
  
      A história do museu inicia-se com a construção da barragem de Xingó no ano de 1888 quando a Companhia hidroelétrica de São Francisco em uma parceria com a Universidade Federal de Sergipe iniciou um projeto de salvamento arqueológico encontrando diversos artefatos de indivíduos que viveram nos atuais estados de Sergipe, Alagoas e Bahia, a cerca de nove mil anos antes do presente.

      O museu arqueológico é dividido em diversos setores sendo que cada um deles apresenta de forma didática, como esses habitantes viviam na região do Xingó antes da chegada dos europeus, criando, transformando e produzindo cultura.

         Em um dos setores há uma representação do que é um trabalho arqueológico, onde é apresentado de forma didática a partir de camadas de diferentes eras geológicas, como essas escavações podem ser feitas e quais são os instrumentos utilizados pelos arqueólogos para realizá-las...

       Sem dúvida alguma o Museu Arqueológico de Xingó é de extrema importância não só para os sergipanos como também para todos os brasileiros, devido ao seu rico acervo arqueológico.

Texto e imagens reproduzidos do blog: 7francieleamaral.blogspot.com.br                                                        

sábado, 27 de maio de 2017

Avenida Hermes Fontes com Rua Frei Paulo, em Aracaju

Foto SMTT.
Reproduzida do site: g1.globo.com/se/sergipe

Lago artificial, com pedalinhos, na Orla de Atalaia, em Aracaju

Foto reproduzida do site: sitedobareta.com.br

Sergipana é convocada para Sul-Americano de ginástica rítmica


Publicado originalmente no site do Jornal da Cidade.Net, em 26/05/2017.

Sergipana é convocada para Sul-Americano de ginástica rítmica

Maria Lua, sergipana de apenas 9 anos será uma das três representantes do país na categoria Pré-Infantil. E tem mais, é a única do Nordeste.

Por: JornaldaCidade.Net

Maria Lua, sergipana de apenas 9 anos será uma das três representantes do país na categoria Pré-Infantil. E tem mais, é a única do Nordeste.

- A sensação é incrível. Estou muito feliz em poder participar desse campeonato no inicio da minha carreira. É o sonho de todas as atletas e, na minha idade, é o maior evento que uma ginasta pode conquistar - festejou Maria Lua.

A vaga no Sul-Americano de Ginástica Rítmica, que será de 27 a 31 de julho, em Guayaquil, no Equador, foi conquistada pelos bom resultado da sergipana no Brasileiro de GR 2016. Vale ressaltar que ela começou na modalidade em 2015. De lá pra cá, foi destaque em todas as competições que participou, sendo campeã do Torneio Sergipano e da Copa Marista Internacional, onde obteve a maior nota do torneio, ficando com o título da categoria Mirim.

Maria Lua é atleta do Colégio Jardins e do Clube Jardins. A técnica, Iracema Alves, falou um pouco sobre a convocação da ginasta, destacando a importância de uma experiência na seleção.

- Orgulho define todos os meus sentimentos. É uma honra em poder ter uma aluna sendo convocada para representar o Brasil, fazendo parte da Seleção Brasileira. Maria Lua é muito talentosa e quanto mais nova puder vivenciar isso, será fundamental para o seu desenvolvimento na ginástica rítmica e na sua carreira - afirmou Iracema Alves.

Texto e imagem reproduzidos do site: jornaldacidade.net

Chuva na manhã de sábado (27.05), em Aracaju

Foto: Tássio Andrade/G1.
Reproduzida do site: g1.globo.com/se/sergipe

A Itabaianização de Sergipe, é tema de palestra na CMI


Trechos de publicação da CMI, em 25 de maio de 2017.

A Itabaianização de Sergipe, é tema de palestra na CMI.

Jornalista Luís Eduardo Costa discorreu sobre o tema na sessão do dia 25/05/2017.

Na quinta-feira, 25/05/2017, o jornalista Luiz Eduardo Costa, blogueiro do portal Infonet, e proprietário da Xingó FM, autor do artigo intitulado “A Itabaianização de Sergipe” publicado em seu blog no dia 29/04/2017 e em sua coluna semanal no Jornal do Dia, esteve na Câmara de Vereadores de Itabaiana - CMI, Sergipe, onde profeririu uma palestra sobre o tema título do artigo.

A Itabaianização de Sergipe destaca a capacidade empreendedora do itabaianense, sugerindo que o estado use essa capacidade do cidadão serrano como referência e estímulo para o seu crescimento econômico. O artigo começa dizendo que” É preciso pôr em prática um projeto de “itabaianização” de Sergipe”. Diz que “É sobre o progresso e o dinheiro que corre em Itabaiana, que queremos tratar como exemplo para a multiplicação de iniciativas idênticas em outros municípios”. Conclui afirmando que “Se Sergipe conseguisse “itabaianizar-se”, seria a Santa Catarina do nordeste”.

Trechos (editados) de fonte do site: cmitabaiana.se.gov.br

Abaixo a integra do artigo:

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A "itabaianização" de Sergipe. 
Por Luiz Eduardo Costa.

É preciso por em prática um projeto de “itabaianização” de Sergipe. Alguns se espantarão com essa ideia de transformar Sergipe numa grande Itabaiana, afinal, ultimamente aquele município tem sido noticia frequente nas páginas policiais.

O progresso de Itabaiana, o dinheiro que corre em Itabaiana, faz com que a cidade se torne um destino para quem vive do crime. Esse é um problema grave, mas que terá solução. É sobre o progresso e o dinheiro que corre em Itabaiana, que queremos tratar como exemplo para a multiplicação de iniciativas idênticas em outros municípios.

O que estaria faltando? Certamente, a capacidade de replicar aquela forma de energia criativa, empreendedora, que tem o itabaianense, e plantá-la pelo Sergipe todo. O que nos falta é exatamente o despertar da capacidade de empreender, de inovar, de gerar negócios, de criar empregos.

A fórmula de Itabaiana sempre foi à iniciativa individual, a improvisação, o quebra-galho, o entusiasmo e a dedicação ao trabalho. Um exemplo: Itabaiana quase não tem cajueiros, mas exporta castanhas de caju para o Brasil todo. Pelas praias do nordeste, até de Santa Catarina, há itabaianenses vendendo castanhas.

Itabaiana não tem coqueiros, mas existe um promissor negócio de venda de cocos, de água de coco, montado por itabaianenses, que também criaram uma das maiores frotas de caminhões do país. A falta de chuva secou as barragens Jacarecica 1 e 2. O que fazem os irrigantes paralisados? Fazem comércio, compram hortigranjeiros onde eles existam, e montam uma cadeia de distribuição.

Foi essa energia do povo, caracteristicamente de Itabaiana, que fez nascer, a partir de bodegas, os grandes grupos montados pelos Paes Mendonça, pelos Barbosa, mais recentemente, pelos irmãos Peixoto, que agora inauguram um Shopping, o primeiro de Itabaiana.

Expandem a rede de supermercados, ao tempo em que, a exemplo de João Carlos Paes Mendonça, dedicam-se a projetos sociais. Há muitos exemplos idênticos a esses que citamos encontráveis em Itabaiana, em variadas escalas.

Se Sergipe conseguisse “itabaianizar-se”, seria a Santa Catarina do nordeste.

Texto reproduzido  do site: cmitabaiana.se.gov.br

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Praia do Atalaia (SE): De mirante a cartão-postal

 Atalaia na transição dos anos 80 para 90.



 Atalaia dos anos 70.



 Passarela do Caranguejo.

Portal de entrada da Atalaia.

 Rede hoteleira e infraestrutura.

Publicado originalmente no Portal Infonet, em 25 de maio de 2017.

Praia do Atalaia (SE): De mirante a cartão-postal.

História sobre o topônimo do principal cartão-postal de Aracaju

Você sabia que o maior cartão-postal de Aracaju foi um pequeno vilarejo longe do centro da Capital e que lá estava instalado um mirante para avistar embarcações? A praia do Atalaia ou praia da Atalaia tem uma história bem interesse e é lá onde se concentra um dos principais polos de interesse turístico da capital e produto turístico de Sergipe. De mirante “Atalaia do Cotinguiba” a vilarejo de pescadores, de farol do Atalaia a região mais turística da cidade, o bairro Atalaia é um dos que mais cresce e se verticaliza na atualidade, possuindo bons restaurantes, rede hoteleira, agências de viagens e uma das orlas mais estruturadas do Brasil.

O Tô no Mundo faz um passeio pela origem do nome da praia e mostra como a construção da orla à beira-mar é considerada um dos principais indutores de turistas para Sergipe.

Monumentos, lagos, calçadões, aparelhos de ginástica e de lazer, melhor rede hoteleira do estado, nada tem a ver com a Atalaia de outrora. Conta a história que o topônimo (nome de um lugar) Atalaia remete a pessoa que ficava a postos em um mirante a observar as embarcações que entravam e saiam na denominada barra do rio Cotinguiba. Nos idos de 1848 um “atalaia” (homem) ficava de espreita, de guarda e de guarida em uma plataforma coberta, visualizando um local ainda ermo, sem atrações e com um mar que sem ele prever seria um dos principais atrativos da localidade. Daí o nome de mirante do “Atalaia do Cotinguiba”.

Em 1854, por necessidade de resguardar a segurança da localidade, o presidente da Província de Sergipe, Inácio Barbosa, remeteu ao Governo Geral uma planta com o orçamento para construção de um farol na foz e margem direita do rio Cotinguiba.

Em 1860, foi encomendada da Inglaterra uma lanterna e acessórios para serem colocados em uma torre de madeira que servia de sentinela no mirante do Atalaia do Cotinguiba. A lanterna foi instalada em 17 de janeiro de 1861, sendo inaugurada no dia 12 de outubro do mesmo ano.

Em 1881, a atalaia de “madeira pintada de preto” ameaçou ruir. O diretor de Faróis, capitão-tenente Pedro Benjamim Lima, solicitou a substituição por uma torre de cantaria ou alvenaria com 25 metros de altura. O pedido não foi atendido.

Em 27 de março de 1884, um incêndio consumiu o mirante de madeira. No mesmo ano foi providenciada uma torre provisória que funcionou até 1886, quando teve início a construção de uma torre metálica que receberia um aparelho luminoso, ambos (ferro e equipamentos) oriundos da França. A nova estrutura foi inaugurada no dia 7 de setembro de 1888, denominada de Farol da Atalaia, hoje fincado no bairro da Farolândia.

“O farol consistia numa torre metálica de forma troncônica sob esteios de rosca (sistema Mitchel), tendo na base a casa dos faroleiros e no cume um aparelho lenticular que utilizava o querosene como fonte de energia. A luz branca cintilante poderia ser vista a 17 milhas da costa em tempo claro”, conta os pesquisadores Amâncio Cardoso e de Francisco José Alves no texto “Memorial da Atalaia”.

Aos poucos, a região paradisíaca do final do século XIX transformava-se numa povoação de casas de palhas de pescadores, lavradores, colhedores de coco, vendedores de beijus das feiras da Aracaju de outrora, que atravessavam de barco o rio Poxim para chegar na região mais central.

É somente a partir da década de 1930 que a bucólica Atalaia se transforma em frequentado balneário, e muitos afortunados da época passaram a construir suas casas na localidade para veranear.

Com as mudanças econômicas e culturais das décadas de 50 e 60, além da considerada transformação social do hábito de tomar banho de mar na cura das enfermidades para somente banhar-se por lazer e diversão, a região litorânea passa a ser mais valorizada e frequentada. Essa mudança de hábito ocorria em todo o mundo, não somente na pequena atalaia de outrora; e o que antes eram pontos de convergência de cidadãos querendo a cura de seus males, transformava-se em um grande ponto de convergência de pessoas procurando a balneabilidade por lazer.

A praça Alcebíades Paes, localizada ao centro do povoado da Atalaia, atraiu habitantes nas primeiras décadas do século XX e infraestrutura para mantê-los não veraneando, mas morando na localidade. Nesse local, o governo de Sergipe construiu o Palácio de Veraneio projetado pelo arquiteto alemão Altanech, que se estabeleceu em Aracaju e construiu diversas casas, mudando a face do pequeno povoado e até da cidade de Aracaju.

Uma construção de uma ponte velha de madeira sobre o rio Poxim, que futuramente daria estrutura para a construção da ponte que é hoje, na região do Parque dos Cajueiros, encurtou as distâncias e favoreceu a elite econômica, que tinha transporte, a iniciar também o processo de povoamento do povoado para transfigura-lo como o bairro Atalaia.

Só em 1954 que o povoado Atalaia, de sob jurisdição de São Cristóvão, passa a pertencer a Aracaju. A estrada e a ponte aquecem cada vez mais o balneário de veranistas e logo o que era um povoado de pescadores se transforma em um bairro de Aracaju, com relativa infraestrutura urbana.

Nos anos 70 e 80, a expansão urbana se deu por conta da instalação do Tecarmo – Terminal Marítimo de Carmópolis, além dos conjuntos habitacionais Beira-Mar e Santa Tereza. O loteamento Aruana e a Coroa do Meio vieram depois e são marcos também para a habitação do bairro Atalaia. Em 1977, a construção da ponte Godofredo Diniz foi erguida cortando o rio Sergipe para encurtar a distância de chegada do Centro para a Atalaia por um novo bairro a surgir na época, o bairro Coroa do Meio.

Entre os finais do século XX e início do século XXI, a Atalaia movimenta a construção civil com o aporte de hotéis, restaurantes, reurbanização de ruas e construção da orla, hoje considerada a principal área pública de lazer, tanto de sergipanos quanto de turistas.

O mirante do Atalaia deu lugar a outros equipamentos: à região dos Lagos, os monumentos dos Descobridores do Brasil, Passarela do Caranguejo, além da urbanização mais proveniente por conta da zona de expansão de Aracaju, já que o povoado Atalaia iniciava na margem do rio Poxim e ia até a desembocadura do rio Vaza-Barris.

Do Oceanário do Tamar a hotéis estrelados, de restaurantes com cozinha criativa internacional à regional, a Atalaia passa de reduto de pescadores à atração turística de Sergipe. Eis um bom motivo para conhecê-la.

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Fonte principal: “Memorial da Atalaia”, artigo publicado no Jornal da Cidade de autoria dos pesquisadores Amâncio Cardoso (professor dos cursos de Turismo do IFS e sócio do IHGS) e de Francisco José Alves (professor do Departamento de História da UFS e sócio do IHGS).

Fotos: Domínio público/ Internet/ acervo sergipeantigo.com.br. Atuais: Silvio Oliveira

Contato: silviooliveira@infonet.com.br

Face: @tonomundo

Texto reproduzido do site: infonet.com.br/blogs/silviooliveira

Galeria de Arte Álvaro Santos, em Aracaju

Foto reproduzida do site: infonet.com.br

Museu Histórico de Sergipe, na cidade de São Cristóvão

Foto reproduzida do site: cultura.se.gov.br