Publicação do blog Memórias Sergipanas, em 12 de maio de 2016.
Ponte do Imperador – Um símbolo Aracajuano.
Sua História.
A Ponte do Imperador foi submetida a várias reformas ao
longo da sua história. Da fraca construção inicial, nada mais existe. Dela se
tem notícias, através das descrições legadas pelos jornais da época, fotos e
textos que muitos guardaram como lembrança. Conforme o regime político vigente,
ela mudava o seu nome. Entre eles: Ponte do desembarque, Ponte do Governador,
Ponte Metálica ou Ponte do Presidente. A partir de 1939, por decreto lei do
Interventor Federal Dr. Eronides Carvalho, passou a se chamar definitivamente
Ponte do Imperador Pedro II. Era uma espécie de “porta de estrada da Capital”,
encravada no Centro Histórico, à beira do estuário do Rio Sergipe, que
anteriormente era chamado de Rio Cotinguiba. A sua importância na história
política, social e religiosa da cidade é um fato incontestável.
A notícia da vinda da comitiva de D. Pedro II a Sergipe, deu
a motivação para o Presidente Manoel da Cunha Galvão empreender uma séries de
reformas. Uma destas reformas, de grande importância, foi um embarcadouro. Como
a cidade havia sido transferida em 1855 e ainda não tinha uma boa
infraestrutura que fazia jus à capital da província. Apesar disso, em 1860, a
cidade apresentou uma melhora considerável, tendo em vista a visita imperial.
O desembarque então se tornava difícil e de certo modo,
deselegante, pois só poderia ser feito por braços humanos. Portanto, Galvão,
então presidente da província, encarregou ao engenheiro Pedro Pereira de
Andrada a construção de uma ponte com a finalidade precípua de facilitar e
abrilhantar a chegada da comitiva imperial.
Nos primeiros anos da sua fundação, Aracaju era uma cidade
sem o mínimo Saneamento. Muitos funcionários públicos reclamavam por causa
disto, pois segundo os mesmos, deixaram suas moradias saudáveis em São
Cristóvão para viver numa cidade recém-fundada. Daí a necessidade de empreender
edificações condizentes com a Capital da Província. Logo, a construção da ponte
foi um melhoramento aceito com bastante satisfação pelos sergipanos.
As dificuldades enfrentadas foram enormes, pois até mão de
obra especializada não havia na Província. Então, foram contratados pedreiros
na vizinha Alagoas.
“Periodicamente, a Ponte do Imperador vem sofrendo reparos,
substituições de peças, procurando cada governante conservá-la, mas já sofreu
também várias alterações.
Construída em 1859,ao tempo da administração do engenheiro
dr. Manuel da Cunha Galvão, logo após anunciada a visita do Imperador, na sua
excursão pelas províncias do Norte, a Ponte era toda de madeira, e na sua
entrada se erguia um grande Arco da Estrela, numa alusão ao arco mandado
levantar por Napoleão em Paris em 1806”. José Pires Wynne. História de Sergipe
1575-1930 p. 368.
Setes anos após a sua construção, a Ponte se encontrava
quase em ruínas, o que exigia reparos urgentes. Então o presidente dr. José
Pereira da Silva Moraes mandou reconstruí-la. Era a única ponte existente no
porto, logo de alguma forma, deixava a cidade mais formosa. Como era feita toda
de madeira, o presidente então queria que a ponte fosse ou toda de ferro, ou
pelo menos, que fosse sobre pilares de pedra e cal com vigame e lastro de
ferro.
Houveram mais duas reformas, em 1904 e 1920, que deram a
Ponte do Imperador, um lugar de destaque no panorama urbano e social da cidade.
Em 1900, quarenta anos após a visita imperial, a Ponte já era um amontoado de
estacas cravadas no rio, enfeando a cidade. Esse descuido com a mesma gerou uma
série de reclamações por parte dos sergipanos, mesmo porque a ponte, além de
ter tido a ilustre oportunidade de dar as boas vidas ao império, era local de
solenes manifestações de apreço para figuras ilustres que ali desembarcavam.
Além também de estar localizada na frente da principal praça da cidade.
Em 1904, o então Governador do Estado, Dr. Josino Menezes,
então manda reconstruir a ponte, através do engenheiro Heráclito de Faria Lima.
Encomendou na famosa Casa Henry Rogers Son & Co., da Inglaterra, uma ponte
metálica e reconstrói o pórtico com torreões Castelares, lembrando uma praça
forte. Essa atitude do Presidente Josino Menezes foi vista como uma das mais
nobres atitudes para com o povo Sergipano.
Referências Bibliográficas:
WYNNE, José Pires. História de Sergipe 1575 – 1930. Rio de
Janeiro: Editora Pongetti. 1973.
Texto e imagem reproduzidos do blog: memoriassergipanas.wordpress.com
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